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'Sangue e caos': príncipe saudita chama Trump de 'oportunista' por decisão sobre Jerusalém

O ex-chefe da inteligência saudita, o Príncipe Turki al-Faisal, criticou o reconhecimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de Jerusalém como a capital de Israel, em uma das mais acentuadas reações do reino aliado de Washington no Oriente Médio.
Sputnik

Em uma carta a Trump publicada em um jornal saudita nesta segunda-feira, o príncipe Turki, um ex-embaixador em Washington que agora não ocupa nenhum cargo do governo, mas continua influente, chamou a decisão de uma estratagema política doméstica que provocaria violência.


"O derramamento de sangue e o caos definitivamente seguirão sua tentativa oportunista de ganhar eleitoralmente", escreveu o príncipe Turki em uma carta publicada no jornal saudita al-Jazeera.

Trump inverteu décadas de política dos EUA e virou do consenso da crítica internacional na semana passada, reconhecendo Jerusalém como a capital de Israel. A maioria dos países diz que o status da cidade deve ser deixado para negociações entre Israel e os pales…

O que acontece quando desaparece um submarino como o argentino ARA San Juan

As autoridades argentinas continuam com as buscas para tentar localizar o submarino ARA San Juan, que estava em uma missão de treinamento e desapareceu na última quarta com 44 tripulantes a bordo.


BBC Brasil


A Marinha argentina revelou que, no último contato, o subcomandante afirmou que a embarcação apresentava um curto-circuito no sistema de baterias.


Submarino ARA San Juan
O submarino de origem alemã ARA San Juan, que desapareceu na Argentina, em registro de 2014 | Foto: Divulgação

O submarino fazia o trajeto entre o Ushuaia, no sul do país, e a base naval de Mar del Plata, mais ao norte, quando deixou de se comunicar e sumiu dos radares. Segundo a Marinha, a tripulação teria comida e oxigênio para mais dois dias.

O governo argentino conta com a ajuda de vários países para realizar as buscas, incluindo Brasil e Estados Unidos.

Mas quais são principais dificuldades em uma operação para localizar um submarino? A BBC tenta responder a esta e a outras perguntas sobre o tema.


Por que submarinos não podem ser detectados?


Os submarinos são construídos para serem difíceis de se encontrar. O papel deles é participar, com frequência, em operações secretas de vigilância.

Segundo o professor Robert Farley, da Universidade do Kentucky (EUA), é muito difícil rastrear um submarino se ele estiver parado no leito marinho, uma vez que nessas circunstâncias ele não fará nenhum barulho.

"O ruído que seria captado pelo que conhecemos como um sonar passivo é distorcido, e se parece como do fundo do mar", conta ele, que é especialista em questões de segurança e assuntos marítimos.


Como os submarinos podem ser achados?

Existem algumas formas de o capitão ou a tripulação tornarem sua localização conhecida em caso de dificuldades.

Esses métodos incluem enviar chamadas com sinalização para bases navais ou navios aliados ou soltar um dispositivo que flutua até a superfície, mas continua ligado ao submarino.

Quanto tempo sobrevive uma tripulação?

O número de dias que uma tripulação pode sobreviver depende de quanto tempo eles têm desempenhado funções debaixo d'água e quão bem preparados estão para ficar sem energia.

"Se as baterias estiverem carregadas e o ar renovado", diz Farley, "então o cenário é esperançoso".

No caso do ARA San Juan, ele explica: "O alcance externo parece ser de dez dias, se eles estiverem bem preparados".

Como a tripulação é treinada para isso?


Um dos treinos mais importantes para tripulantes presos debaixo d'água é diminuir a respiração para conservar o oxigênio.

Farley diz, porém, que isso é algo muito difícil de treinar as pessoas a fazerem.

"Eu imagino que eles seriam aconselhados a reduzir as atividades e a falarem menos para poupar oxigênio."

As condições, provavelmente de frio e umidade, podem ter um impacto ruim no ânimo da tripulação, mas o pessoal a bordo costuma ser bem treinado e disciplinado.

Eles provavelmente estabelecerão uma rotina para ficarem o mais confortável possível enquanto diminuem seus movimentos e dão suporte uns aos outros, aguardando o resgate.

O que pode ter dado errado?

Isso permanece pouco claro no caso do submarino desaparecido ARA San Juan. Mas, diz Farley, é possível que uma falha elétrica possa ter ocorrido, diante dos relatos de curto-circuito no sistema de baterias.

Essa avaria mecânica pode desligar tanto os motores quanto o sistema de comunicação, explica.

Existe um plano para esses incidentes?

No caso de uma embarcação submergir por falhas mecânicas, alguns procedimentos podem ser implementados para ajudá-la a emergir.

Para controlar a flutuação, o combustível ou os tanques de lastro - que podem adicionar peso - podem ser esvaziados e usados para levantar o submarino.

Nesses casos, o diesel ou o lastro são liberados, esvaziando os tanques e os compartimentos, que então são preenchidos com ar.

Submarinos também têm pequenos hidroplanos, asas que são ajustadas para permitir que a água viaje em diferentes direções enquanto a embarcação move sua popa para cima ou para baixo, para facilitar seu movimento.

Quais são os maiores riscos?

Com a possível escassez de oxigênio e o aumento de gás carbônico, a asfixia é o risco número um.

O oxigênio pode ser fornecido por cilindros ou por geradores, que promovem um processo chamado eletrólise, que separa da água as moléculas de oxigênio e hidrogênio. No entanto, a falta de energia impediria esse processo.

Existem outros perigos que também podem surgir. O professor Farley aponta que, se um compartimento dentro de um submarino parado debaixo d'água é inundado, isso pode levar a incêndios, por exemplo, já que o ar vai ficando comprimido.

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