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Marinha do Brasil simula resgate de civis em área de conflito ou desastre natural (VÍDEO)

A Marinha do Brasil realizou entre os dias 6 e 14 de novembro a Operação Atlântico, na praia de Itaoca, no Espírito Santo. A simulação deste ano treinou os oficiais para casos em que houvesse resgate de civis em uma área de conflito armado ou que foram alvos de desastres naturais.
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Era por volta de 5h40 do dia 10 de novembro, um sábado, ainda estava amanhecendo, quando o Almirante Paulo Martinho Zucaro, Comandante da Força de Fuzileiros da Esquadra, olhou e disse para a reportagem da Sputnik Brasil: "É guerra".


A declaração foi dada para explicar os motivos de se realizar um treinamento deste porte mesmo em condições extremamente desfavoráveis. A chuva era forte, as ondas na beira da praia atingiam 1,5 metros e os ventos chegaram a 20 km/h. O nível de dificuldade preocupava o alto comando, mas não foi um problema para os fuzileiros e marinheiros.

Antes do amanhecer, sete Carros Lagarta Anfíbios (CLAnf) chegaram à praia e deram início ao desembarque. Após eles chegarem foi…

Opinião: 'Bombardear campos de papoula para ópio no Afeganistão é péssima decisão dos EUA'

Dirigindo-se às tropas americanas posicionadas no exterior na quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou a mensagem de Ação de Graças para obter uma "vitória" no Afeganistão e "dar a Deus graças" pela liberdade estadunidense.


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Falando no resort Mar-a-Lago, Trump, sem modéstia, comentou que "todos comentam" sobre o progresso das tropas "nos últimos meses desde que assumi". O presidente se referia à recente mudança de política essencialmente permitindo que os militares dos EUA ampliem seus esforços no Afeganistão como bem entender.


Ex-militantes afegãos do movimento Talibã antes de depor as armas (foto de arquivo)
Militantes do Talibã © AFP 2017/ Noorullah Shirzada

"Não estamos lutando mais para simplesmente zanzar por aí — estamos lutando para ganhar", acrescentou o republicano. "Estamos realmente ganhando… Nós sabemos como ganhar".

Falando para o programa da Rádio Sputnik, Loud & Clear, o professor de estudos internacionais da Trinity College, Vijay Prashad, avaliou que ouvir Trump comentar sobre a situação da guerra no Afeganistão "foi doloroso por várias razões". O acadêmico aludiu ao aumento de bombardeios e da presença de tropas americanas no país devastado pela guerra.

O aumento acentuado no número de tropas não é o único problema a preocupar Prashad. Como Trump ajustou as regras sobre como as autoridades militares podiam se autoconduzir, a alta patente das tropas aproveitou a oportunidade para começar a bombardear instalações de produção de ópio para atingir o fluxo de receita do Talibã.

"Você quer parar as exportações de ópio, mas que alternativa você propõe para o povo do Afeganistão? Ao bombardear as instalações de produção de ópio, você vai alienar um grande número de pessoas — os civis em grande parte — que se voltarão para o Talibã".

"Este é precisamente o que aconteceu para o Talibã no início da ocupação americana e vai ser uma repetição", disse o professor, que também é o autor de "The Death of The Nation e The Future of the Arab Revolution" (A morte da nação e o futuro da revolução).

Acabar com toda a agricultura de papoula não é uma opção para os civis que vivem em áreas controladas pelo Taliban, avalia Kiriakou.

"Quando eu estava com o Comitê de Relações Exteriores do Senado para dialogar com fazendeiros afegãos de papoula e perguntar o porquê deles estarem cultivando papoula de ópio quando poderiam estar crescendo trigo de inverno, eles olharam para mim como eu estivesse louco. A maioria me disse que se não quisessem cultivar a planta em uma área controlada pelo Talibã, o grupo mataria a eles e todas as suas famílias".

Para Prashad, essa deveria ter sido uma lição aprendida para os americanos após a guerra no Vietnã.

"Você não ganha [uma guerra] bombardeando, não ganha soltando napalm e agente laranja e destruindo a agricultura".

Embora não seja claro para Prashad o que poderia ser considerado uma vitória par Trump, o especialista acredita que a queda na produção de opiáceos pode ser usada como "uma grande propaganda" capaz de transparecer a imagem de "missão cumprida".

"Haverá reivindicações muito grandes [de uma vitória], mas essas afirmações não serão fundamentadas pela realidade".


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