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Primeiro voo do Aero L-159T2

A Aero Vodochody realizou o primeiro voo do treinador a jato L-159T2 de dois lugares em 1º de agosto. O voo de 30 minutos foi conduzido pelos pilotos de testes da empresa Vladimír Kvarda e David Jahoda.
Poder Aéreo

A Força Aérea Tcheca encomendou três exemplares em 2016, que devem ser entregues até o final deste ano. As aeronaves L-159 são operadas pelas forças aéreas tcheca e iraquiana, pela empresa americana Draken International e, no passado, foram alugadas pela Força Aérea Húngara para treinamento de pilotos.

Estas novas aeronaves de assento duplo T2 têm uma fuselagem central e dianteira recém-construída e apresentam várias melhorias significativas, principalmente em equipamentos de cockpit e sistema de combustível, e são totalmente compatíveis com o NVG. Cada cockpit é equipado com duas telas multifuncionais e um assento de ejeção VS-20 atualizado. A aeronave também pode oferecer uma capacidade de reabastecimento sob pressão. O radar GRIFO, já em uso na versão de um único assento, a…

Opinião: 'Bombardear campos de papoula para ópio no Afeganistão é péssima decisão dos EUA'

Dirigindo-se às tropas americanas posicionadas no exterior na quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou a mensagem de Ação de Graças para obter uma "vitória" no Afeganistão e "dar a Deus graças" pela liberdade estadunidense.


Sputnik

Falando no resort Mar-a-Lago, Trump, sem modéstia, comentou que "todos comentam" sobre o progresso das tropas "nos últimos meses desde que assumi". O presidente se referia à recente mudança de política essencialmente permitindo que os militares dos EUA ampliem seus esforços no Afeganistão como bem entender.


Ex-militantes afegãos do movimento Talibã antes de depor as armas (foto de arquivo)
Militantes do Talibã © AFP 2017/ Noorullah Shirzada

"Não estamos lutando mais para simplesmente zanzar por aí — estamos lutando para ganhar", acrescentou o republicano. "Estamos realmente ganhando… Nós sabemos como ganhar".

Falando para o programa da Rádio Sputnik, Loud & Clear, o professor de estudos internacionais da Trinity College, Vijay Prashad, avaliou que ouvir Trump comentar sobre a situação da guerra no Afeganistão "foi doloroso por várias razões". O acadêmico aludiu ao aumento de bombardeios e da presença de tropas americanas no país devastado pela guerra.

O aumento acentuado no número de tropas não é o único problema a preocupar Prashad. Como Trump ajustou as regras sobre como as autoridades militares podiam se autoconduzir, a alta patente das tropas aproveitou a oportunidade para começar a bombardear instalações de produção de ópio para atingir o fluxo de receita do Talibã.

"Você quer parar as exportações de ópio, mas que alternativa você propõe para o povo do Afeganistão? Ao bombardear as instalações de produção de ópio, você vai alienar um grande número de pessoas — os civis em grande parte — que se voltarão para o Talibã".

"Este é precisamente o que aconteceu para o Talibã no início da ocupação americana e vai ser uma repetição", disse o professor, que também é o autor de "The Death of The Nation e The Future of the Arab Revolution" (A morte da nação e o futuro da revolução).

Acabar com toda a agricultura de papoula não é uma opção para os civis que vivem em áreas controladas pelo Taliban, avalia Kiriakou.

"Quando eu estava com o Comitê de Relações Exteriores do Senado para dialogar com fazendeiros afegãos de papoula e perguntar o porquê deles estarem cultivando papoula de ópio quando poderiam estar crescendo trigo de inverno, eles olharam para mim como eu estivesse louco. A maioria me disse que se não quisessem cultivar a planta em uma área controlada pelo Talibã, o grupo mataria a eles e todas as suas famílias".

Para Prashad, essa deveria ter sido uma lição aprendida para os americanos após a guerra no Vietnã.

"Você não ganha [uma guerra] bombardeando, não ganha soltando napalm e agente laranja e destruindo a agricultura".

Embora não seja claro para Prashad o que poderia ser considerado uma vitória par Trump, o especialista acredita que a queda na produção de opiáceos pode ser usada como "uma grande propaganda" capaz de transparecer a imagem de "missão cumprida".

"Haverá reivindicações muito grandes [de uma vitória], mas essas afirmações não serão fundamentadas pela realidade".


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