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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
Sputnik

Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

'OTAN declara guerra psicológica à Turquia'

As relações entre Ancara e a Aliança Atlântica se agravaram após as imagens de duas personalidades turcas terem sido colocadas em um mapa como "inimigos" durante as manobras da OTAN na Noruega. Os políticos turcos explicaram à Sputnik Turquia por que é necessário rever as relações entre a Turquia e a OTAN.


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Após o recente escândalo em que o nome do presidente Recep Tayyip Erdogan e do fundador da República da Turquia, Mustafa Kemal Ataturk, foram colocados no mapa de "posições inimigas" da aliança nos exercícios na Noruega, na sociedade turca surgiram novas discussões sobre a necessidade de rever as relações entre a Turquia e OTAN e sobre a perspectiva de saída de Ancara da aliança.


Militares turcos
Militares turcos © AFP 2017/ Ilyas Akengin

"Podemos viver sem ser membro da OTAN, se for possível, podemos sair dessa organização", disse Devlet Bahceli, do Partido do Movimento Nacionalista (MHP).

Anteriormente, o líder do partido turco Saadet (Partido da Felicidade) Temel Karamollaoglu, disse que "a Turquia, sendo o único país muçulmano na OTAN, deve rever as suas relações com a aliança".

O vice-presidente do Partido do Movimento Nacionalista Erkan Akcay comentou à Sputnik Turquia a situação atual nas relações entre Ancara e a OTAN.

Segundo ele, a Turquia tem cumprido todos os seus compromissos perante a OTAN desde 1952, quando aderiu à aliança. Sublinhando que a Turquia é um dos maiores países integrantes da OTAN e que o país respeita os objetivos e conceções da aliança, ele afirmou que "a OTAN, por sua vez, não tem comprido as suas obrigações perante a Turquia".

O político turco disse que Ancara, como membro da aliança, deve ser apoiada pela OTAN. Mas na realidade essa organização "se tornou um instrumento de provocações contra a Turquia, frequentemente agindo como o centro dessas provocações".

"Tudo isso mostra que a OTAN começa uma guerra psicológica contra a Turquia. É por isso que levantamos a questão da necessidade de integrar a OTAN. A aliança mostra uma série de traços hostis em relação à Turquia", disse Akcay, sublinhando que a aliança divulgou pelos seus canais o mapa do Tratado de Sevres (o acordo de paz celebrado entre os Aliados e o Império Otomano, assinado em 1920) que prevê a partição da Turquia.

De acordo com Hasan Bitmez, o vice-presidente do Partido Saadet, a saída da OTAN não prejudicará a Turquia. Ancara deve defender a sua segurança fora da aliança.

"As prioridades da OTAN concentram-se nos seus próprios interesses. A aliança quer usar a Turquia como um escudo para se defender das ameaças externas. É por isso que é necessário rever as relações entre a Turquia e a OTAN. A segurança da Turquia e a segurança do Ocidente são duas coisas diferentes. Devemos entender isso. A Turquia deve encontrar um novo conceito de segurança fora da OTAN", disse ele.

O secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, desculpou-se duas vezes pelas ofensas em relação à Turquia, e o ministro da Defesa da Noruega, Frank Bakke-Jensen, expressou seu pesar e assinalou que a pessoa que inseriu os materiais era um contratado civil e não um militar da OTAN. Contudo, Erdogan achou as desculpas insuficientes.


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