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'Sangue e caos': príncipe saudita chama Trump de 'oportunista' por decisão sobre Jerusalém

O ex-chefe da inteligência saudita, o Príncipe Turki al-Faisal, criticou o reconhecimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de Jerusalém como a capital de Israel, em uma das mais acentuadas reações do reino aliado de Washington no Oriente Médio.
Sputnik

Em uma carta a Trump publicada em um jornal saudita nesta segunda-feira, o príncipe Turki, um ex-embaixador em Washington que agora não ocupa nenhum cargo do governo, mas continua influente, chamou a decisão de uma estratagema política doméstica que provocaria violência.


"O derramamento de sangue e o caos definitivamente seguirão sua tentativa oportunista de ganhar eleitoralmente", escreveu o príncipe Turki em uma carta publicada no jornal saudita al-Jazeera.

Trump inverteu décadas de política dos EUA e virou do consenso da crítica internacional na semana passada, reconhecendo Jerusalém como a capital de Israel. A maioria dos países diz que o status da cidade deve ser deixado para negociações entre Israel e os pales…

'OTAN declara guerra psicológica à Turquia'

As relações entre Ancara e a Aliança Atlântica se agravaram após as imagens de duas personalidades turcas terem sido colocadas em um mapa como "inimigos" durante as manobras da OTAN na Noruega. Os políticos turcos explicaram à Sputnik Turquia por que é necessário rever as relações entre a Turquia e a OTAN.


Sputnik

Após o recente escândalo em que o nome do presidente Recep Tayyip Erdogan e do fundador da República da Turquia, Mustafa Kemal Ataturk, foram colocados no mapa de "posições inimigas" da aliança nos exercícios na Noruega, na sociedade turca surgiram novas discussões sobre a necessidade de rever as relações entre a Turquia e OTAN e sobre a perspectiva de saída de Ancara da aliança.


Militares turcos
Militares turcos © AFP 2017/ Ilyas Akengin

"Podemos viver sem ser membro da OTAN, se for possível, podemos sair dessa organização", disse Devlet Bahceli, do Partido do Movimento Nacionalista (MHP).

Anteriormente, o líder do partido turco Saadet (Partido da Felicidade) Temel Karamollaoglu, disse que "a Turquia, sendo o único país muçulmano na OTAN, deve rever as suas relações com a aliança".

O vice-presidente do Partido do Movimento Nacionalista Erkan Akcay comentou à Sputnik Turquia a situação atual nas relações entre Ancara e a OTAN.

Segundo ele, a Turquia tem cumprido todos os seus compromissos perante a OTAN desde 1952, quando aderiu à aliança. Sublinhando que a Turquia é um dos maiores países integrantes da OTAN e que o país respeita os objetivos e conceções da aliança, ele afirmou que "a OTAN, por sua vez, não tem comprido as suas obrigações perante a Turquia".

O político turco disse que Ancara, como membro da aliança, deve ser apoiada pela OTAN. Mas na realidade essa organização "se tornou um instrumento de provocações contra a Turquia, frequentemente agindo como o centro dessas provocações".

"Tudo isso mostra que a OTAN começa uma guerra psicológica contra a Turquia. É por isso que levantamos a questão da necessidade de integrar a OTAN. A aliança mostra uma série de traços hostis em relação à Turquia", disse Akcay, sublinhando que a aliança divulgou pelos seus canais o mapa do Tratado de Sevres (o acordo de paz celebrado entre os Aliados e o Império Otomano, assinado em 1920) que prevê a partição da Turquia.

De acordo com Hasan Bitmez, o vice-presidente do Partido Saadet, a saída da OTAN não prejudicará a Turquia. Ancara deve defender a sua segurança fora da aliança.

"As prioridades da OTAN concentram-se nos seus próprios interesses. A aliança quer usar a Turquia como um escudo para se defender das ameaças externas. É por isso que é necessário rever as relações entre a Turquia e a OTAN. A segurança da Turquia e a segurança do Ocidente são duas coisas diferentes. Devemos entender isso. A Turquia deve encontrar um novo conceito de segurança fora da OTAN", disse ele.

O secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, desculpou-se duas vezes pelas ofensas em relação à Turquia, e o ministro da Defesa da Noruega, Frank Bakke-Jensen, expressou seu pesar e assinalou que a pessoa que inseriu os materiais era um contratado civil e não um militar da OTAN. Contudo, Erdogan achou as desculpas insuficientes.


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