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Mais 2 palestinos morrem após ataque israelense na Faixa de Gaza

Total de mortos chega a 4 após Israel atacar a Faixa de Gaza e atingir militantes do Hamas; confrontos começaram após Donald Trump reconhecer Jerusalém como capital israelense.
Por G1

Mais dois palestinos morreram neste sábado (9) em um ataque aéreo israelense na Faixa de Gaza contra alvos do movimento palestino Hamas. A Defesa de Israel disse que o bombardeio foi uma resposta a um foguete lançado pelo Hamas na sexta-feira. Os confrontos começaram após o presidente norte-americano, Donald Trump, reconhecer Jerusalém como a capital israelense nesta semana.

"Na manhã de sábado, equipes de resgate encontraram os corpos de dois palestinos que morreram em ataques aéreos israelenses na noite passada no norte da Faixa de Gaza", disse o porta-voz Ashraf Al Qedra.

Com essas duas mortes, subiu para quatro o número de palestinos mortos desde a última sexta-feira (8). Já são mais de 300 feridos desde que o grupo islâmico voltou a atacar Israel, após a decisão do governo americano, tomada na…

Presidente do Zimbábue está em confinamento, mas passa bem, diz África do Sul

Militares ocuparam ruas da capital do país, prédios públicos e TV estatal, mas negam golpe de Estado.


Por G1


O presidente sul-africano, Jacob Zuma, disse ter conversado nesta quarta (15) com o líder do Zimbábue, Robert Mugabe, o qual teria afirmado que está em confinamento na sua residência, mas passa bem.

Militares do Zimbábue se insurgem e afastam Robert Mugabe  (Foto: Karina Almeida/Editoria de Arte)
Militares do Zimbábue se insurgem e afastam Robert Mugabe (Foto: Karina Almeida/Editoria de Arte)

Na terça, tanques do Exército tomaram ruas da capital do Zimbábue, Harare. Os militares bloquearam prédios públicos e teriam prendido três ministros de Mugabe.

A nota da presidência da África do Sul afirma também que Zuma vai mandar um enviado para o país vizinho para se encontrar com Mugabe e as Forças Armadas do Zimbábue.

Em comunicado lido na TV estatal, também tomada pelos insurgentes, um porta-voz militar afirmou que a as manobras em curso não se tratavam de um golpe de Estado e garantiu que Mugabe e sua família estariam "a salvo".

"Para nosso povo e o mundo além das nossas fronteiras, nós queremos deixar claro de que isso não é uma tomada militar do governo", disse o major-general SB Moyo, chefe de logística do Estado-Maior.

Ele também pediu para que a população mantivesse a calma, mas limitasse "movimentações desnecessárias".

"Só estamos visando criminosos ao redor dele [Mugabe] que estão cometendo crimes que estão causando sofrimento social e econômico no país para poder levá-los à justiça. Assim que tivermos realizado nossa missão, acreditamos que a situação voltará à normalidade", afirmou Moyo.

Prédios tomados


Soldados do Exército do Zimbábue também bloqueiam o acesso a edifícios do governo na capital, Harare, incluindo o Mwenemutapa, que abriga o escritório de Mugabe, o Parlamento e o Supremo Tribunal. Ao menos três explosões foram ouvidas na cidade.

Apesar da apreensão de um possível golpe de Estado contra Mugabe - ditador de 93 anos, no poder desde 1980 - o comércio funciona normalmente em Harare, segundo veículos de mídia estrangeiros que estão no local.

O clérigo muçulmano Ismail ibn Menk, líder religioso do país, afirmou em sua conta no Twitter que "o Zimbábue está calmo e a vida segue normal para os cidadãos comuns".

Disputa sucessória


A incerteza começou a aumentar na tarde de terça (14), depois que vários tanques foram vistos em direção a Harare.

Segundo analistas, a insurgência tem origem em uma divisão no partido que comanda o país, o Zanu-PF. Uma das partes, alinhada ao presidente, pretende que a primeira-dama Grace Mugabe, 52, seja a sucessora do marido. A ala, formada por membros mais jovens da sigla, é chamada de G40 e liderada por Jonathan Moyo, um dos ministros que estariam em detenção.

Mugabe, 93, comanda o país desde 1980, quando o Zimbábue se tornou independente do Reino Unido. Ele é uma das figuras políticas há mais tempo no poder no mundo atualmente - e apontado como o principal responsável pela situação catastrófica da economia do país, que convive há anos com hiperinflação e altos índices de desemprego formal.

A destituição, na semana anterior, do então vice-presidente, Emmerson Mnangangwa, indicava que a ala contrária a Grace e Jonathan Moyo estaria sofrendo um expurgo. Mnangangwa é ex-ministro da Defesa e próximo dos militares, incluindo o comandante do Exército, Constantino Chiwenga, que criticou sua expulsão e ameaçou uma resposta na forma de "medidas corretivas", que se concretizaram na tomada militar da capital.

Mnangagwa - um veterano na guerra de independência, ao lado de Mugabe - fugiu para a África do Sul e chegou a afirmar, em comunicado, que "em breve controlaremos as molas do poder no nosso belo partido e país".

Há eleições marcadas no país para 2018, para as quais Robert Mugabe, em que pese a idade avançada, havia se declarado candidato.

Repercussão mundial


Diante da situação, diversas embaixadas, como as do Reino Unido e Estados Unidos, recomendaram aos seus cidadãos no Zimbábue que permaneçam em suas casas.

Segundo o ministro das Relações Exteriores britânico, não é possível saber, ainda, se os eventos significam a queda de Mugabe.

A União Europeia pediu uma solução pacífica para a crise, afirmando que "os direitos fundamentais de todos os cidadãos têm de ser respeitados".

Jacob Zuma exortou o governo e os militares do Zimbábue "a resolverem o impasse político amistosamente".

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