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Marinha do Brasil simula resgate de civis em área de conflito ou desastre natural (VÍDEO)

A Marinha do Brasil realizou entre os dias 6 e 14 de novembro a Operação Atlântico, na praia de Itaoca, no Espírito Santo. A simulação deste ano treinou os oficiais para casos em que houvesse resgate de civis em uma área de conflito armado ou que foram alvos de desastres naturais.
Sputnik

Era por volta de 5h40 do dia 10 de novembro, um sábado, ainda estava amanhecendo, quando o Almirante Paulo Martinho Zucaro, Comandante da Força de Fuzileiros da Esquadra, olhou e disse para a reportagem da Sputnik Brasil: "É guerra".


A declaração foi dada para explicar os motivos de se realizar um treinamento deste porte mesmo em condições extremamente desfavoráveis. A chuva era forte, as ondas na beira da praia atingiam 1,5 metros e os ventos chegaram a 20 km/h. O nível de dificuldade preocupava o alto comando, mas não foi um problema para os fuzileiros e marinheiros.

Antes do amanhecer, sete Carros Lagarta Anfíbios (CLAnf) chegaram à praia e deram início ao desembarque. Após eles chegarem foi…

SIATT - Sistemas Integrados de Alto Teor Tecnológico um novo player com experiência no mercado (VIDEO)

Renascendo dos tumulto político da Lava-Jato que afetou a Odebrecht Defesa e Tecnologia, a SIATT retoma os projetos da MECTRON, e ganhar tempo com a experiência adquirida.


DefesaNet

DefesaNet acompanhou as várias etapas da agora SIATT, desde como um guerreiro solitário, como MECTRON, e depois como parte da ODEBRECHT Defesa e Tecnologia e agora SIATT.

Rogérios Salvador, Sócio-Diretor da SIATT, com o MANSUP

Rogério Salvador, um dos sócio-fundadores fala à DefesaNet sobre a nova empresa, cuja diretoria também é integrada por Azhaury Carneiro da Cunha Filho, Wagner Campos do Amaral e Carlos Alberto de Paiva Carvalho.

É uma apresentação madura, calejada pelos vários percalços que sofreu ao longo dos anos, mas otimista quanto ao futuro.

DefesaNet: O que é a SIATT?

Rogério Salvador:
Significa “Sistemas Integrados de Alto Teor Tecnológico” SIATT. Também tem relação com os nossos valores: Sinceridade, Integridade, Austeridade, Tenacidade e Transparência.

S – Sistemas (Sinceridade)
I - Integrados de (Integridade)
A – Alto (Austeridade)
T – Teor (Tenacidade)
T – Tecnológico (Transparência)

DefesaNet: Vocês que fundaram a MECTRON, que ficou ativa durante 25 anos, sendo. 20 anos independente e depois mais cinco anos com a Odebrecht e agora surge a SIATT. Podes detalhar estas três fases?

Rogério Salvador:
Os primeiros 20 anos foram marcados por um desenvolvimento totalmente independente. A primeira interface, que teve com o mundo externo, em relação à tecnologia de armamento inteligente foi apenas em 2008, com o programa do A-DARTER. De 1991 a 2008, foi completamente independente. Sem nenhum tipo de transferência de tecnologia, integração com outro país ou outra empresa em que houvesse essas condições. A partir de 2008 nós validamos nossas práticas de engenharia, aperfeiçoamos e viemos num crescente, até o momento, em que foi feita a operação de venda da empresa para a Odebrecht, em 2011.

Antes disso, em 2007, o BNDES entrou como nosso sócio, o qual nos ajudou muito na parte de fomento de novos projetos e tecnologia, mas que em 2011 acabou saindo com a entrada da Odebrecht. Na nova fase com a Odebrecht, nós tivemos mais acessos aos recursos. No entanto, isso nos custou um endividamento. Como o mercado se retraiu e houve o advento político da “Lava-jato”, terminou o acesso ao crédito e a empresa entrou em colapso.

Depois, nós fundamos a SIATT. No primeiro momento pretendendo recomprar nossa participação na MECTRON e num segundo momento, quando o primeiro se tornou inviável, nós focamos em recomprar alguns dos ativos da MECTRON. Obtivemos sucesso na negociação com a Marinha e a Odebrecht com a continuidade do projeto do MANSUP (Míssil Antinavio Nacional de Superfície), dando seguimento ao trabalho que a MECTRON estava fazendo. E com o Exército, o Míssil MSS 1.2 AC (Míssil Superfície-Superfície 1.2 Anticarro), dando continuidade da etapa de certificação, que hoje está em avaliação técnico-operacional.

DefesaNet: Foi possível ter acesso pleno ao que já tinha sido desenvolvido nesses dois projetos?

Rogério Salvador:
Sim. Toda a parte da propriedade intelectual, de equipamentos, os laboratórios, os estoques, mas, principalmente, conseguimos recompor as equipes que fizeram os trabalhos no passado.

DefesaNet: Onde a SIATT está instalada hoje?

Rogério Salvador:
No Parque Tecnológico de São José dos Campos.

DefesaNet: E quantas pessoas já integram a empresa?

Rogério Salvador:
Temos em torno de 60 pessoas, sendo 40 engenheiros.

DefesaNet: Basicamente, são ex-membros da MECTRON?

Rogério Salvador:
Sim, 90% são ex-membros da MECTRON.

DefesaNet: Na LAAD 2017, vocês estavam procurando caminhos. Nesse momento, passados 6 meses, neste evento da Marinha (IV Simpósio de Ciência e Tecnologia e Inovação da Marinha), vocês já apresentam a SIATT com dois produtos. Qual é a perspectiva da empresa?

Rogério Salvador:
O que pretendemos é nos beneficiar da experiência do passado, e de uma forma rápida, conseguir materializar o desejo de se tornar um braço fundamental das Forças Armadas Brasileiras e também olhar para uma pauta de cooperação internacional visando exportações.

DefesaNet: Alguns anos atrás nós falamos da MECTRON como “Missile House“ Brasileira. Esse farol, vocês procuram ainda ou mudaram os conceitos?

Rogerio Salvador:
Na verdade visamos ainda, pois é nosso carro principal, mas também estamos muito focados na parte de integração sistemas embarcados para plataformas aéreas, marítimas e terrestres. Estamos no foco do armamento inteligente e também na utilização de inúmeros outros sensores. Com o foco de produzir o equipamentos, utilizá-los na sua plenitude e em diversas plataformas.

Defesanet: Que estágio está o MANSUP?

Rogério Salvador:
Participam do projeto a SIATT e mais três empresas:

1 - Fundação EZUTE, é o braço gerencial que a Marinha do Brasil utiliza;
2 – AVIBRAS Aeroespacial que fornece a propulsão e a carga explosiva, e,
3 - OMNISYS que fornece o radar (Seeker).

Fora a propulsão, carga explosiva e o radar, toda a parte intermediária é fornecida pela SIATT, como por exemplo: sistema de controle e guiamento, incluindo o radioaltímetro e a integração do sistema de controle e guiamento com plataforma inercial fornecida pela própria Marinha, o radioaltímetro e o radar. A fusão de dados desses três sensores e a parte de controle e guiamento é a nossa parte. O programa está em fase final de desenvolvimento. A expectativa é de que até o final do ano de 2018 sejam feitos os primeiros voos de testes. Para os próximos três anos é previsto a fase de certificação, industrialização e fornecimento de série.

DefesaNet: E o projeto do míssil MSS 1.2 AC?

Rogério Salvador:
Esse está em fase de operação e avaliação técnico-operacional. Ele pode ser encomendado a partir do final do ano que vem. O MSS 1,2 AC foi bem-sucedido na avaliação, pelas Forças Armadas (Exército e Fuzileiros Navais).

DefesaNet: E o míssil Ar-Ar A-Darter que MECTRON participou desde 2008. Há alguma decisão sobre ele?

Rogério Salvador:
Até onde nós entendemos, mas isso eu não tenho confirmação oficial, a definição da FAB foi dar continuidade do projeto com as empresas, que já estavam no programa. Então algumas das atividades da MECTRON no projeto serão transferidas para a AVIBRAS e outras para a Opto Eletrônica. E assim, entre esse conjunto de empresas que ficariam as atividades brasileiras do míssil feito em parceria com a DENEL da África do Sul.

DefesaNet: Como a SIATT tem sido recebida no mercado nacional e estrangeiro?

Rogério Salvador:
Por enquanto é um plano o foco no exterior. Nós estamos em uma fase muito embrionária, mas entendemos que, em função de toda a restrição orçamentária que existe no país, temos que procurar um ponto de sustentação também nas encomendas externas, seja de serviço, seja de produto. É parte do nosso plano de estratégia e estamos nos primeiros passos para implementá-lo.


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