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Super Tucano em teste pela Força Aérea dos EUA sofre acidente

Queda sem causa ainda definida é má notícia para a fabricante brasileira, que disputa concorrência com americanos
Igor Gielow | Folha de S.Paulo

Um turboélice A-29 Super Tucano, fabricado pela Embraer, caiu durante um exercício de ataque leve conduzido pela Força Aérea dos EUA em um campo de provas do Novo México, na sexta (22).

Dois tripulantes conseguiram se ejetar. Segundo comunicado da base de Holloman, um dele se feriu levemente e foi medicado, enquanto não há detalhes do estado do segundo. A causa do acidente não foi divulgada.

O avião participa da fase final da competição para fornecimento de aviões leves para missões de ataque a solo e reconhecimento. Inicialmente, os EUA querem adquirir 15 unidades, para depois expandir a até 120. Elas servirão para substituir o famoso A-10 Warthog (Javali, em inglês), um modelos subsônico a jato fortemente armado e blindado que opera desde 1977.

Os americanos estão procurando opções mais econômicas para a missão. Enquanto um A-10 tem sua hora-voo…

Trump inicia nova corrida armamentista

O Japão e a Coreia do Sul gastarão bilhões de dólares para comprar as mais modernas armas norte-americanas. Esse foi o resultado alcançado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, durante suas visitas a Tóquio e Seul. Entretanto, os especialistas avisam que se trata do início de uma corrida armamentista.


Sputnik

A paz e a estabilidade na península da Coreia são garantidas apenas por um equilíbrio militar na zona, disse à Sputnik Liu Chao, analista dos problemas da península da Coreia da Academia de Ciências Sociais de Liaoning.


Sistema da defesa antimíssil THAAD
CC BY 2.0 / U.S. Missile Defense Agency / THAAD

"Não há dúvida de que a violação desse equilíbrio gera conflitos. Apesar disso, os EUA estão impondo suas armas à Coreia do Sul", declarou ele.

Além disso, as novas exportações de armas à Coreia do Sul aumentarão sua capacidade militar, especialmente no que tange às armas de reconhecimento, o que foi negociado no mais alto nível. "Tudo isso claramente excede as necessidades da República da Coreia em matéria de armamentos", analisou Liu Chao.

Guiado por objetivos comerciais, Donald Trump espera que a venda de armas reduza o saldo negativo dos EUA no comércio com a Coreia do Sul e aumente as exportações de armas, disse o especialista.

"Ou seja, o avanço nas relações aliadas entre os EUA e a Coreia do Sul foi alcançado apenas devido ao fator norte-coreano", explicou ele.

Entretanto, se o fornecimento de novos armamentos à Coreia do Sul não for detido agora, o problema da segurança poderia ir além da península da Coreia, advertiu o analista.

"Em particular, trata-se do THAAD [sistema norte-americano de defesa antimísseis]. O potencial de radiolocalização e reconhecimento do THAAD já afeta os interesses estratégicos da China e da Rússia e causa apreensão em vários Estados asiáticos", sublinhou ele.

O fornecimento contínuo de armas à Coreia do Sul e ao Japão é um fenômeno muito perigoso, porque esses países também podem se tornar uma fonte de ameaça.

"Tóquio está considerando abolir o artigo nove da sua 'Constituição pacífica'. As chamadas forças de autodefesa se converteram em um exército regular. Tudo isso é extremamente perigoso para a Ásia. Neste sentido, o perigo que emana do Japão supera a ameaça potencial da Coreia do Sul", acrescentou Liu Chao.

Segundo o especialista em armamento Igor Korotchenko, os acordos dos EUA com o Japão e a Coreia do Sul alcançados durante a visita de Donald Trump à Ásia "continuam a corrida armamentista".

A venda de sistemas de defesa antimísseis norte-americanos ao Japão afeta gravemente a capacidade de dissuasão nuclear da China. Pequim pode vir a tomar contramedidas junto com a Rússia, sublinhou ele.

"A China e a Rússia estudam seriamente as consequências da instalação dos sistemas de defesa antimísseis na região a nível político e militar", acrescentou ele.

"Agora, a reação é apenas política, mas, obviamente, pode vir a surgir uma reação militar: o aumento das forças nucleares da China, especialmente dos sistemas móveis e dos mísseis balísticos instalados em submarinos", previu Korotchenko.

Os EUA usam o fator de Coreia do Norte para vender sistemas de defesa antimísseis a Seul e Tóquio, bem como para ampliar suas capacidades de defesa antimísseis, conclui o especialista. Os outros atores da região não podem ignorar esse desafio.


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