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'Sangue e caos': príncipe saudita chama Trump de 'oportunista' por decisão sobre Jerusalém

O ex-chefe da inteligência saudita, o Príncipe Turki al-Faisal, criticou o reconhecimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de Jerusalém como a capital de Israel, em uma das mais acentuadas reações do reino aliado de Washington no Oriente Médio.
Sputnik

Em uma carta a Trump publicada em um jornal saudita nesta segunda-feira, o príncipe Turki, um ex-embaixador em Washington que agora não ocupa nenhum cargo do governo, mas continua influente, chamou a decisão de uma estratagema política doméstica que provocaria violência.


"O derramamento de sangue e o caos definitivamente seguirão sua tentativa oportunista de ganhar eleitoralmente", escreveu o príncipe Turki em uma carta publicada no jornal saudita al-Jazeera.

Trump inverteu décadas de política dos EUA e virou do consenso da crítica internacional na semana passada, reconhecendo Jerusalém como a capital de Israel. A maioria dos países diz que o status da cidade deve ser deixado para negociações entre Israel e os pales…

Única mulher a bordo do submarino argentino desaparecido é oficial pioneira

Eliana María Krawczyk, de 35 anos, é a 'primeira submarinista' da Argentina. O ARA San Juan desapareceu com 44 tripulantes no Atlântico Sul.


G1


Única mulher no submarino militar argentino desaparecido com 44 tripulantes no Atlântico Sul, Eliana María Krawczyk, de 35 anos, é descrita pela imprensa local como primeira oficial submarinista do país e da América do Sul. Ela ocupa o cargo de chefe de armas do ARA San Juan, que perdeu contato com a terra na sexta-feira (17).

Eliana María Krawczyk, primeira oficial submarinista argentina e uma das 44 pessoas no submarino desaparecido ARA San Juan (Foto: Marinha da Argentina/AFP)
Eliana María Krawczyk, primeira oficial submarinista argentina e uma das 44 pessoas no submarino desaparecido ARA San Juan (Foto: Marinha da Argentina/AFP)

Eliana nasceu em Oberá, na província de Misiones, no nordeste da Argentina, e só conheceu o mar aos 21 anos de idade, destaca o perfil do jornal "Clarín". Após se formar no ensino médio, ela se matriculou na Universidade de Misiones para fazer faculdade de Engenharia Industrial.

Duas tragédias familiares levaram Eliana a desistir do curso: a morte de um irmão, em um acidente de trânsito, e a morte da mãe, em decorrência de um problema cardíaco.

Em um perfil publicado em 2015 na revista "Viva", que circula nas edições de domingo do "Clarín", ela se lembrou da ocasião em que pensou, pela primeira vez, em começar uma nova carreira:

"Um dia, pela internet, vi um aviso da marinha convocando jovens. Fui correndo a Posadas [capital de Misiones] e me inscrevi. Larguei tudo e viajei para a Escola Naval Militar de Ensenada [cidade litorânea]. Levei uma foto de mamãe na carteira".

O jornal informa ainda que, em 2009, Eliana passou a oficial e, três anos mais tarde, se inscreveu na Escola de Submarinos e Mergulho. Formou-se em dezembro de 2012, tornando-se então a primeira oficial submarinista do país.

'A rainha dos mares'


"A rainha dos mares". É este o apelido que o pai de Eliana María Krawczyk deu à filha, segundo jornal "La Nacion". Falando sobre o gosto da jovem pela profissão, um parente disse à publicação: "Talvez haja alguns genes dos avós, que vieram da Europa em um barco. Não sei, é uma paixão inexplicável".

Também chamada de "estrelinha" no círculo familiar, por ser a mais nova da família, Eliana é citada com carinho pelos colegas do curso na Escola de Submarinos e Mergulho. Eles enviaram aos irmãos da jovem a seguinte mensagem:

"Todos nós estamos unidos por ela, como sempre, adoramos a Eli como pessoa: profissional, amiga e melhor companheira. Estamos fazendo tudo para voltarmos a nos comunicar com o submarino e temos fé de que tudo vai terminar bem. A família de Eli é nossa família".

Último contato do submarino


Na noite de sábado (18), o Ministério da Defesa da Argentina informou que foram detectadas sete chamadas de satélite que supõe serem do ARA San Juan.

O submarino manteve contato com a base pela última vez na manhã de quarta-feira (15), quando estava no sul do Mar Argentino, a 432 quilômetros da costa patagônica do país.

A principal hipótese é que teria acontecido um problema no equipamento de comunicação do ARA San Juan. Segundo o protocolo, em caso de falha nesse equipamento, o submarino deve subir à superfície para viabilizar o contato visual.

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, afirmou que o governo está empenhado em usar todos os recursos internacionais para encontrar o submarino o quanto antes.

O porta-voz da Marinha Enrique Balbi explicou que, além dos recursos aéreos e marítimos da Argentina, uma aeronave da agência aeroespacial norte-americana NASA sobrevoou parte do Atlântico Sul onde o submarino estaria.

Na América do Sul, os governos do Brasil, Chile, Uruguai e Peru ofereceram assistência. O Reino Unido ofereceu suporte logístico. A África do Sul também ofereceu apoio.

O Brasil enviou três navios da Marinha e disponibilizou dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB).

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