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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
Sputnik

Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

Abbas não receberá vice-presidente dos EUA após declaração sobre Jerusalém

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, não se reunirá com o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, que visitará a região este mês, como resposta à decisão de Donald Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel, contra o consenso internacional e a posição histórica de Washington.


EFE

"Não haverá nenhum encontro com Pence. os EUA cruzaram uma linha vermelha que não deveriam ter cruzado", declarou o assessor diplomático presidencial Majdi al Jalidi à rádio "Palestina".


EFE/Emilio Naranjo
EFE/Emilio Naranjo

Na quinta-feira, um líder destacado do movimento nacionalista Al Fatah, Jibril Rajoub, disse que Pence não seria bem recebido na Palestina, após o anúncio de Trump, e, embora tivesse mencionado a possibilidade de não recebê-lo, isso não tinha sido confirmado até hoje.

A liderança palestina está reunida desde o início desta manhã em Ramala para concretizar as medidas que adotarão como reação à declaração de Trump da quarta-feira passada, entre as quais cogitam revisar os acordos de Oslo, dar por encerrado o papel de mediador dos EUA no processo de paz, fortalecer a reconciliação palestina e pedir à ONU que delimite as fronteiras de Jerusalém.

Pence pretendia reunir-se com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e depois transferir-se a território palestino para fazer o mesmo com Abbas, as duas visitas que acostumam realizar os representantes americanos quando vão à região.

A controversa decisão de Trump, criticada pela ONU e vários membros da comunidade internacional, gerou uma onda de protestos nos territórios palestinos que continua hoje e já custou a vida de quatro pessoas em Gaza, duas em enfrentamentos com o exército israelense, e outras duas em bombardeios sobre a Faixa, em resposta ao lançamento de foguetes contra Israel.

Outras 170 pessoas na Faixa ficaram feridas, a maioria delas com munição real na parte inferior dos seus corpos, que se somam a outros tantos feridos nos protestos da Cisjordânia, a maior parte com balas de borracha.

Para hoje foram convocadas novas manifestações de protesto em Jerusalém Oriental, Belém e outras cidades cisjordanianas.


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