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Erdogan diz que Turquia continuará operação na Síria, pactuada com Moscou

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou nesta segunda-feira que seu país não interromperá sua operação militar lançada no sábado contra as milícias curdas aliadas dos Estados Unidos no norte da Síria e insistiu que esta operação está pactuada com a Rússia.
EFE

"Não vamos retroceder em Afrin. Falamos com os russos e há consenso", disse o político islamita em relação à região do norte da Síria nas mãos das milícias curdas Unidades de Proteção do Povo (YPG), que Ancara considera terroristas e aliadas da guerrilha curda da Turquia, o PKK.


Erdogan voltou a acusar os EUA de armar e apoiar as YPG, aliadas de Washington contra o grupo jihadista Estado Islâmico.

"Não são honestos conosco. Continuaremos o nosso caminho no marco das conversações que mantemos com a Rússia", apontou.

"Queríamos comprar armas (com os EUA). Não nos deram e entregaram as mesmas armas a organizações terroristas. Que tipo de aliança estratégica é essa?", afirmou o presidente da T…

Alasca vista de cima: para que Rússia cria novo exército aéreo no leste?

Aeronaves de combate e antissubmarino, sistemas de defesa aérea, tropas radiotécnicas e outras unidades que protegem as fronteiras do Extremo Oriente russo em breve serão reforçadas.


Sputnik

O novo exército controlará Kamchatka, distrito autônomo de Chukotka e região ártica. A sua criação vai começar em 2018, informa o jornal russo Izvestia, citando o Ministério da Defesa da Rússia.


Avião Il-38N no centro de treinamento em Yeysk na região de Krasnodar
Ilyushin Il-38N © Sputnik/ Georgy Zimarev

Segundo o jornal, o novo exército unirá o 317º regimento da aviação à 53ª divisão da defesa aérea da região de Petropavlovsk-Kamchatsky. A região sediará o quartel-general do novo exército, que será, ao mínimo, composto por duas divisões – aviação e forças de defesa aérea. Reformas estão também sendo efetuadas em outras frotas, por exemplo, em 2015, foi formado o 45º exército da Força Aérea russa e da Defesa Aérea da Frota do Norte, o que permitiu garantir e reforçar controle na região ártica.

Por muito tempo, o Extremo Oriente se encontrou desprotegido por estar localizado longe da capital e do litoral, bem como pelas dificuldades em equipar as tropas da região. Agora a situação começou a melhorar.

Desde o início deste ano, a Frota do Pacífico foi citada na mídia muito frequentemente – Frotas do Mar Negro e do Norte. Manobras são efetuadas em meio à presença da Marinha dos EUA na região Ásia-Pacífico. Desde janeiro, marinheiros norte-americanos vêm realizando exercícios regulares com aliados japoneses e sul-coreanos, aumentando, ao mesmo tempo, suas tropas perto de Seul como meidda de resposta à Coreia do Norte, que continua prosseguindo com desenvolvimento dos programas nuclear e de mísseis.

Como resultado, Rússia acaba sendo atingida: Estados Unidos estariam tentando analisar as capacidades da Frota do Pacífico para depois reduzi-la em suas águas territoriais. O poderoso e unificado "escudo" da defesa aérea e da aviação de combate compreende em dar resposta mais efetiva à sondagem norte-americana.

O especialista militar, Mikhail Khodarenok, em entrevista à Sputnik declarou: "Não se trata de nenhuma corrida armamentista no Extremo Oriente, pois não apontamos armas nem chamamos para guerra. Só tentamos aos poucos voltar ao que era antes. Nos anos 90, a redução das unidades da Força Aérea e da Defesa Aérea no Extremo Oriente atingiu dimensões epidêmicas."

Mikhail Khodarenok se referiu à criação do novo exército como "retomada sensata": "Não de construção de novas cercas, mas de reparação das antigas." Somente em junho de 2017, a região de Ienissei começou a contar com estação de radar Voronezh-DM. Claro que o reforço da defesa aérea é crucial no Extremo Oriente.

O coração do novo exército será encontrado na cidade de Yelizovo, perto de Petropavlovsk-Kamchatsky. A região já respira ar militar há um tempo. Por exemplo, 24 horas por dia, a área é vigiada por até 30 caças russos MiG-31, bem como conta com helicópteros Ka-27 e aviões antissubmarino Il-38 instalados. Mas, para alguns especialistas, não se deve limitar as regiões de posicionamento do novo exército à península de Kamchatka.

"Por enquanto, decisão de criar novo exército parece mais uma medida de organização", acredita o vice-diretor do Instituto de Análise Político-Militar, Aleksandr Khramchikhin. "Para que a união venha a cercar toda a nossa fronteira das Ilhas Curilas à ilha de Wrangel, ela necessita de mais forças, no mínimo em Chukotka. Espero que isso seja feito."

O analista sublinhou que há pouco, no Alasca, foi instalado um forte agrupamento da Força Aérea dos EUA. Aleksandr Khramchikhin está certo de que a Rússia deva contar com contrapeso na região. Ele nota que, caso guerra seja iniciada, será muito difícil deslocar unidades de reforço por ar ou terra.

Vale destacar que no Extremo Oriente da Rússia está instalado o 11º exército da Força Aérea e da Defesa aérea com quartel-general em Khabarovsk. Trata-se de aviação, tropas militares e unidades de mísseis, posicionadas no território das regiões de Khabarovsk e de Primorie, bem como na Sibéria oriental.

De acordo com o editor-chefe da revista Otechestvo, Viktor Murakhovsky, em entrevista à Sputnik, "do ponto de vista da gestão militar, não é muito conveniente ter somente um exército da Força Aérea e da Defesa Aérea no distrito de Leste. Kamchatka é uma região afastada territorialmente e militarmente e por isso requer forças militares separadas".


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