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Putin passa para Trump a responsabilidade de resolver conflito na Síria

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, passou a bola para que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seja o responsável por resolver o conflito na Síria.
EFE

Helsinque - Em entrevista coletiva conjunta realizada nesta segunda-feira, em Helsinque, após a primeira cúpula entre os dois líderes, Putin também deu para Trump uma bola oficial da Copa do Mundo.

"No que se refere ao fato de a bola da Síria estar no nosso telhado, senhor presidente, o senhor acaba de dizer que organizamos com sucesso o Mundial de Futebol. Portanto, quero agora entregar esta bola. Agora, a bola está do seu lado", disse Putin.

O presidente russo fazia uma referência a uma frase do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que havia afirmado que a bola para resolver o conflito na Síria estava no telhado do Kremlin.

Trump agradeceu pelo presente e disse estar confiante de que EUA, México e Canadá organizarão em 2026 uma Copa do Mundo tão bem-sucedida como a da Rússia.

Na sequência, o presidente americ…

ANÁLISE: Japão fará mudança histórica se Izumo virar porta-aviões

Administrações sucessivas prometeram que as Forças de Autodefesa do Japão nunca possuiriam armas “ofensivas”, como mísseis balísticos intercontinentais, bombardeiros estratégicos de longo alcance e porta-aviões, que teriam uma postura exclusivamente defensiva da nação.


Por Ryo Aibara | The Asahi Shimbun | Poder Naval

Agora, o Gabinete de Abe terá que implantar um novo mantra se converter o porta-helicópteros Izumo Japan Maritime Self-Defense Force em um porta-aviões de combate com caças F-35B de pleno direito, que possuem capacidades de discrição avançadas.


Destróier porta-helicópteros Izumo

Várias autoridades do Ministério da Defesa de alto escalão disseram que estava sendo considerada a conversão do Izumo, que já é o maior destróier do Japão, com um comprimento de 248 metros e uma plataforma de voo horizontal, como os que equipam os porta-aviões.

Quando o Izumo foi adicionado à frota da JMSDF em 2015, os oficiais da JASDF (Japan Air Self-Defense Force) pediram que fosse considerada a aquisição de F-35B para uso no navio, o que o tornaria o único porta-aviões da frota.

No entanto, essa discussão não prosseguiu devido a preocupações de que isso entraria em conflito com a posição da política de defesa do Japão. Também havia preocupações naquela época de que a aquisição de caças furtivos poderia agravar ainda mais as tensas relações com a China.

Mas com os funcionários do Ministério da Defesa agora revisando as Diretrizes do Programa de Defesa Nacional e compilando um novo Programa de Defesa de Médio Prazo até o final de 2018, a discussão foi novamente estendida à possibilidade de adaptar o Izumo.

Uma proposta é que o Izumo sirva como “porta-aviões defensivo” com a missão de defesa das ilhas periféricas, como as ilhas disputadas de Senkaku no Mar da China Oriental.

Uma possibilidade de modificação do Izumo seria aumentar a resistência ao calor do seu convés de voo para permitir que os F-35Bs pousassem verticalmente sobre o navio. O novo planejamento também inclui a JASDF comprando os F-35Bs para o porta-helicópteros.

Os funcionários do Ministério da Defesa reconhecem a dificuldade de estabelecer uma linha clara na definição da diferença entre um porta-aviões defensivo e ofensivo. Por essa razão, os funcionários do ministério nem sequer chamarão o Izumo de porta-aviões, mas usarão uma terminologia completamente diferente para a nova versão.

Uma conclusão é esperada no verão de 2018 depois que funcionários do ministério consultem funcionários no gabinete do primeiro ministro.

Em uma coletiva de imprensa de 26 de dezembro, o ministro da Defesa, Itsunori Onodera, negou que fosse dada consideração à aquisição de F-35B, bem como à modernização do Izumo.

No entanto, ele acrescentou: “É necessário sempre considerar várias alternativas”.

A administração do primeiro-ministro Shinzo Abe aprovou a compra de novas armas que desfazem a linha entre armas defensivas e ofensivas.

As despesas relacionadas serão incluídas no orçamento fiscal de 2018 para considerar a aquisição de mísseis de cruzeiro de longo alcance. Embora as autoridades do Ministério da Defesa afirmem que o objetivo desses mísseis não seria ter capacidade de ataque inicial contra bases de mísseis inimigas, seu alcance é de até 900 quilômetros.

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