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Marinha do Brasil simula resgate de civis em área de conflito ou desastre natural (VÍDEO)

A Marinha do Brasil realizou entre os dias 6 e 14 de novembro a Operação Atlântico, na praia de Itaoca, no Espírito Santo. A simulação deste ano treinou os oficiais para casos em que houvesse resgate de civis em uma área de conflito armado ou que foram alvos de desastres naturais.
Sputnik

Era por volta de 5h40 do dia 10 de novembro, um sábado, ainda estava amanhecendo, quando o Almirante Paulo Martinho Zucaro, Comandante da Força de Fuzileiros da Esquadra, olhou e disse para a reportagem da Sputnik Brasil: "É guerra".


A declaração foi dada para explicar os motivos de se realizar um treinamento deste porte mesmo em condições extremamente desfavoráveis. A chuva era forte, as ondas na beira da praia atingiam 1,5 metros e os ventos chegaram a 20 km/h. O nível de dificuldade preocupava o alto comando, mas não foi um problema para os fuzileiros e marinheiros.

Antes do amanhecer, sete Carros Lagarta Anfíbios (CLAnf) chegaram à praia e deram início ao desembarque. Após eles chegarem foi…

ANÁLISE: Japão fará mudança histórica se Izumo virar porta-aviões

Administrações sucessivas prometeram que as Forças de Autodefesa do Japão nunca possuiriam armas “ofensivas”, como mísseis balísticos intercontinentais, bombardeiros estratégicos de longo alcance e porta-aviões, que teriam uma postura exclusivamente defensiva da nação.


Por Ryo Aibara | The Asahi Shimbun | Poder Naval

Agora, o Gabinete de Abe terá que implantar um novo mantra se converter o porta-helicópteros Izumo Japan Maritime Self-Defense Force em um porta-aviões de combate com caças F-35B de pleno direito, que possuem capacidades de discrição avançadas.


Destróier porta-helicópteros Izumo

Várias autoridades do Ministério da Defesa de alto escalão disseram que estava sendo considerada a conversão do Izumo, que já é o maior destróier do Japão, com um comprimento de 248 metros e uma plataforma de voo horizontal, como os que equipam os porta-aviões.

Quando o Izumo foi adicionado à frota da JMSDF em 2015, os oficiais da JASDF (Japan Air Self-Defense Force) pediram que fosse considerada a aquisição de F-35B para uso no navio, o que o tornaria o único porta-aviões da frota.

No entanto, essa discussão não prosseguiu devido a preocupações de que isso entraria em conflito com a posição da política de defesa do Japão. Também havia preocupações naquela época de que a aquisição de caças furtivos poderia agravar ainda mais as tensas relações com a China.

Mas com os funcionários do Ministério da Defesa agora revisando as Diretrizes do Programa de Defesa Nacional e compilando um novo Programa de Defesa de Médio Prazo até o final de 2018, a discussão foi novamente estendida à possibilidade de adaptar o Izumo.

Uma proposta é que o Izumo sirva como “porta-aviões defensivo” com a missão de defesa das ilhas periféricas, como as ilhas disputadas de Senkaku no Mar da China Oriental.

Uma possibilidade de modificação do Izumo seria aumentar a resistência ao calor do seu convés de voo para permitir que os F-35Bs pousassem verticalmente sobre o navio. O novo planejamento também inclui a JASDF comprando os F-35Bs para o porta-helicópteros.

Os funcionários do Ministério da Defesa reconhecem a dificuldade de estabelecer uma linha clara na definição da diferença entre um porta-aviões defensivo e ofensivo. Por essa razão, os funcionários do ministério nem sequer chamarão o Izumo de porta-aviões, mas usarão uma terminologia completamente diferente para a nova versão.

Uma conclusão é esperada no verão de 2018 depois que funcionários do ministério consultem funcionários no gabinete do primeiro ministro.

Em uma coletiva de imprensa de 26 de dezembro, o ministro da Defesa, Itsunori Onodera, negou que fosse dada consideração à aquisição de F-35B, bem como à modernização do Izumo.

No entanto, ele acrescentou: “É necessário sempre considerar várias alternativas”.

A administração do primeiro-ministro Shinzo Abe aprovou a compra de novas armas que desfazem a linha entre armas defensivas e ofensivas.

As despesas relacionadas serão incluídas no orçamento fiscal de 2018 para considerar a aquisição de mísseis de cruzeiro de longo alcance. Embora as autoridades do Ministério da Defesa afirmem que o objetivo desses mísseis não seria ter capacidade de ataque inicial contra bases de mísseis inimigas, seu alcance é de até 900 quilômetros.

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