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Erdogan diz que Turquia continuará operação na Síria, pactuada com Moscou

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou nesta segunda-feira que seu país não interromperá sua operação militar lançada no sábado contra as milícias curdas aliadas dos Estados Unidos no norte da Síria e insistiu que esta operação está pactuada com a Rússia.
EFE

"Não vamos retroceder em Afrin. Falamos com os russos e há consenso", disse o político islamita em relação à região do norte da Síria nas mãos das milícias curdas Unidades de Proteção do Povo (YPG), que Ancara considera terroristas e aliadas da guerrilha curda da Turquia, o PKK.


Erdogan voltou a acusar os EUA de armar e apoiar as YPG, aliadas de Washington contra o grupo jihadista Estado Islâmico.

"Não são honestos conosco. Continuaremos o nosso caminho no marco das conversações que mantemos com a Rússia", apontou.

"Queríamos comprar armas (com os EUA). Não nos deram e entregaram as mesmas armas a organizações terroristas. Que tipo de aliança estratégica é essa?", afirmou o presidente da T…

Analista sobre meta do ataque à base russa na Síria: arruinar todo empenho de Moscou

Moscou acredita que bombardeamento, realizado por militantes na Síria, da base russa em Hmeymim tenha sido uma provocação para fracasso do Congresso do Diálogo Nacional neste país, declarou a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova.


Sputnik

"Moscou está muito preocupada com provocações terroristas. Os militares russos estão bem protegidos pelo sistema padronizado do sistema de defesa antiaérea. É preocupante que os terroristas estejam adquirindo novos armamentos", sublinhou ela.


Grupo aéreo militar russo na base aérea de Hmeymim na Síria (foto de arquivo)
Grupo aéreo russo na base de Hmeymim, na Síria © Sputnik/ Dmitry Vinogradov

Em 27 de dezembro, extremistas lançaram mísseis contra o aeroporto de Latakia e contra a base russa em Hmeymim, mas os sistemas de defesa antiaérea Pantsir conseguiram repelir o ataque.

Franz Klintsevich, primeiro vice-presidente do Comitê de Defesa e Segurança do Conselho da Federação da Rússia, ressalta possível participação dos Estados Unidos no ataque terrorista.

O especialista do Instituto de Estudos Estratégicos da Rússia, Vladimir Fitin, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, acrescentou que os militantes, apoiados pelos EUA, estariam tentando interromper processo transitivo rumo à regularização política na Síria:

"Tentam de todas as formas acabar com esforços russos destinados a resolver crise na Síria. […] A Rússia vem assumindo posição cada vez mais ativa e autoritária na resolução da crise síria. A plataforma de negociações em Genebra está perdendo sua importância: os grupos de oposição, apoiados pelos EUA e Arábia Saudita, têm uma posição absolutamente inaceitável e inegociável, pois avançam em um trajeto para Bashar Assad saia do poder."

O especialista acredita também que as forças de oposição estejam tentando intensivamente derrubar todas as opções para resolução do problema, propostas pela Rússia e pelos parceiros nas negociações – Turquia e Irã.


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