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'Sangue e caos': príncipe saudita chama Trump de 'oportunista' por decisão sobre Jerusalém

O ex-chefe da inteligência saudita, o Príncipe Turki al-Faisal, criticou o reconhecimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de Jerusalém como a capital de Israel, em uma das mais acentuadas reações do reino aliado de Washington no Oriente Médio.
Sputnik

Em uma carta a Trump publicada em um jornal saudita nesta segunda-feira, o príncipe Turki, um ex-embaixador em Washington que agora não ocupa nenhum cargo do governo, mas continua influente, chamou a decisão de uma estratagema política doméstica que provocaria violência.


"O derramamento de sangue e o caos definitivamente seguirão sua tentativa oportunista de ganhar eleitoralmente", escreveu o príncipe Turki em uma carta publicada no jornal saudita al-Jazeera.

Trump inverteu décadas de política dos EUA e virou do consenso da crítica internacional na semana passada, reconhecendo Jerusalém como a capital de Israel. A maioria dos países diz que o status da cidade deve ser deixado para negociações entre Israel e os pales…

Após quase 7 anos de guerra civil, EUA planejam construir bunkers na Síria

O congressista do estado da Pensilvânia (EUA), Brendan Boyle, apresentou ao Congresso o projeto de lei que supõe a criação de "construções fortificadas subterrâneas" na Síria.


Sputnik

De acordo com o político, na Síria, nos últimos seis anos ocorreram "mais de 400 ataques contra hospitais e instalações civis" que resultaram na morte de cerca de 800 médicos. Nessa conexão, os bunkers devem ser construídos para proteger médicos e voluntários, principalmente dos Capacetes Brancos (organização considerada como pacificadora na Europa e nos EUA).


Ruínas do hospital apoiado pela ogranização Médicos Sem Fronteiras, destruído em 15 de fevereiro, província de Idlib, Maaret al-Nuuman, Síria
Ruínas do hospital apoiado pelos Médicos Sem-fronteiras em Idlib © AFP 2017/ GHAITH OMRAN / AL-MAARRA TODAY

Entretanto, o político norte-americano não indica quem é responsável pelos ataques a instalações civis, mas acusa Rússia e Síria de atacar médicos que operam no país. No entanto, o documento apresentado por ele não contém prova nenhuma dessas acusações.

Segundo opina o diretor do Centro de relações russo-americanas do Instituto dos EUA e Canadá da Academia de Ciências da Rússia, Pavel Podlesny, tal iniciativa pode ser considerada uma ameaça à resolução da crise síria.

"Acredito que não é o último passo dos EUA. É uma expressão de irritação causada pela declaração que foi assinada em Da Vang [cidade no Vietnã], por Vladimir Putin e Donald Trump [presidentes da Rússia e EUA respectivamente]. Agora é difícil dizer se os bunkers foram construídos ou não. Isso dependerá do poder executivo, em particular da decisão tomada pelo Departamento de Estado [dos EUA]", declarou o especialista político em entrevista ao canal RT.


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