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Erdogan: exército sírio parou de avançar para Afrin

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, declarou que as tropas do governo sírio deixaram de avançar para a cidade de Afrin "após consultas", realizadas pelo líder turco nesta segunda-feira.
Sputnik

As tropas do governo sírio "foram realmente detidas ontem (segunda-feira)", afirmou Erdogan, segundo a agência de notícias Anadolu. Segundo o chefe de Estado, isso aconteceu "após consultas". No entanto, Erdogan não especificou à que consultas estaria se referindo.


Nesta segunda-feira, o líder turco discutiu a situação em Afrin durante conversa telefônica com seus homólogos russo e iraniano, Vladimir Putin e Hassan Rouhani.

Erdogan também afirmou que as milícias pró-governo que tentaram entrar em Afrin nesta terça-feira, e que foram repelidas pelas tropas turcas, o fizeram por iniciativa própria.

"A milícia síria decidiu entrar em Afrin por conta própria. Isso é inaceitável e não ficará sem resposta", alertou Erdogan.

Anteriormente, a imprensa infor…

Após quase 7 anos de guerra civil, EUA planejam construir bunkers na Síria

O congressista do estado da Pensilvânia (EUA), Brendan Boyle, apresentou ao Congresso o projeto de lei que supõe a criação de "construções fortificadas subterrâneas" na Síria.


Sputnik

De acordo com o político, na Síria, nos últimos seis anos ocorreram "mais de 400 ataques contra hospitais e instalações civis" que resultaram na morte de cerca de 800 médicos. Nessa conexão, os bunkers devem ser construídos para proteger médicos e voluntários, principalmente dos Capacetes Brancos (organização considerada como pacificadora na Europa e nos EUA).


Ruínas do hospital apoiado pela ogranização Médicos Sem Fronteiras, destruído em 15 de fevereiro, província de Idlib, Maaret al-Nuuman, Síria
Ruínas do hospital apoiado pelos Médicos Sem-fronteiras em Idlib © AFP 2017/ GHAITH OMRAN / AL-MAARRA TODAY

Entretanto, o político norte-americano não indica quem é responsável pelos ataques a instalações civis, mas acusa Rússia e Síria de atacar médicos que operam no país. No entanto, o documento apresentado por ele não contém prova nenhuma dessas acusações.

Segundo opina o diretor do Centro de relações russo-americanas do Instituto dos EUA e Canadá da Academia de Ciências da Rússia, Pavel Podlesny, tal iniciativa pode ser considerada uma ameaça à resolução da crise síria.

"Acredito que não é o último passo dos EUA. É uma expressão de irritação causada pela declaração que foi assinada em Da Vang [cidade no Vietnã], por Vladimir Putin e Donald Trump [presidentes da Rússia e EUA respectivamente]. Agora é difícil dizer se os bunkers foram construídos ou não. Isso dependerá do poder executivo, em particular da decisão tomada pelo Departamento de Estado [dos EUA]", declarou o especialista político em entrevista ao canal RT.


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