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EUA confirmam linha estratégica de 'desmembramento da Síria', diz analista

Os EUA declararam que não querem restaurar as regiões na Síria que estão sob o controle de Damasco. O especialista Vladimir Fitin explica na entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik o que busca Washington.
Sputnik

Os EUA não querem ajudar na reconstrução das regiões na Síria que ficam sob o controle do presidente sírio Bashar Assad, declarou um alto funcionário dos EUA após o primeiro dia do encontro dos ministros das Relações Exteriores do G7.


Em janeiro, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que Washington não iria ajudar a Rússia, o Irã e Damasco oficial na restauração do país, enquanto a "transformação política" da Síria não se realizasse. Segundo declarou o assistente adjunto do secretário de Estado dos EUA para o Médio Oriente, David Satterfield, a condição da ajuda é a reforma constitucional e eleições sob os auspícios da ONU.

O analista do Instituto dos Estudos Estratégicos da Rússia, Vladimir Fitin, na entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik comentou a decla…

Assad chama França de 'patrocinadora do terrorismo' e presidente francês responde

O presidente francês, Emmanuel Macron, e o presidente sírio, Bashar Assad, trocaram acusações.


Sputnik

O presidente francês respondeu a recente acusação feita por Bashar Assad, que chamou Paris de "porta-estandarte do apoio ao terrorismo na Síria desde os primeiros dias do conflito", e disse que a França apoiou grupos rebeldes da república árabe que estavam lutando contra o governo.


O presidente francês, Emmanuel Macron
Presidente francês Emmanuel Macron © REUTERS/ Gonzalo Fuentes

Durante uma conferência de imprensa conjunta com o chefe da OTAN, Jens Stoltenberg, Macron chamou essa declaração de "inaceitável", enfatizando que a França foi "consistente desde o início", focando na derrota do Daesh na Síria, não na expulsão de Assad.

Esta posição está em conformidade com o que Macron expressou anteriormente durante uma conferência de imprensa com o presidente dos EUA, Donald Trump, dizendo que a França havia mudado sua doutrina em relação à Síria, concentrando-se na erradicação de grupos terroristas no país.

No entanto, o presidente francês demonstrou uma estratégia dupla: por um lado, chamando Assad de "um inimigo do povo sírio", que deve enfrentar um tribunal por crimes de guerra, mas, por outro, tentando facilitar a diplomacia, pedindo novas negociações conjuntas de paz entre o governo e as forças da oposição no ano que vem, depois que as negociações de Genebra falharam na semana passada.

Macron culpou Assad por seu fracasso, criticando o governo sírio por uma "estratégia irresponsável de obstrução".

Os EUA, bem como muitos de seus aliados da União Europeia e Oriente Médio, pediram repetidamente a remoção de Assad do poder, enquanto Moscou tem enfatizado que o povo sírio deve decidir o destino de sua liderança.

Uma posição semelhante foi recentemente expressada pelo ministro alemão das Relações Exteriores, Sigmar Gabriel, que disse que o futuro de Assad e seu governo só podem ser resolvidos através de negociações.


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