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Putin passa para Trump a responsabilidade de resolver conflito na Síria

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, passou a bola para que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seja o responsável por resolver o conflito na Síria.
EFE

Helsinque - Em entrevista coletiva conjunta realizada nesta segunda-feira, em Helsinque, após a primeira cúpula entre os dois líderes, Putin também deu para Trump uma bola oficial da Copa do Mundo.

"No que se refere ao fato de a bola da Síria estar no nosso telhado, senhor presidente, o senhor acaba de dizer que organizamos com sucesso o Mundial de Futebol. Portanto, quero agora entregar esta bola. Agora, a bola está do seu lado", disse Putin.

O presidente russo fazia uma referência a uma frase do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que havia afirmado que a bola para resolver o conflito na Síria estava no telhado do Kremlin.

Trump agradeceu pelo presente e disse estar confiante de que EUA, México e Canadá organizarão em 2026 uma Copa do Mundo tão bem-sucedida como a da Rússia.

Na sequência, o presidente americ…

Assad chama França de 'patrocinadora do terrorismo' e presidente francês responde

O presidente francês, Emmanuel Macron, e o presidente sírio, Bashar Assad, trocaram acusações.


Sputnik

O presidente francês respondeu a recente acusação feita por Bashar Assad, que chamou Paris de "porta-estandarte do apoio ao terrorismo na Síria desde os primeiros dias do conflito", e disse que a França apoiou grupos rebeldes da república árabe que estavam lutando contra o governo.


O presidente francês, Emmanuel Macron
Presidente francês Emmanuel Macron © REUTERS/ Gonzalo Fuentes

Durante uma conferência de imprensa conjunta com o chefe da OTAN, Jens Stoltenberg, Macron chamou essa declaração de "inaceitável", enfatizando que a França foi "consistente desde o início", focando na derrota do Daesh na Síria, não na expulsão de Assad.

Esta posição está em conformidade com o que Macron expressou anteriormente durante uma conferência de imprensa com o presidente dos EUA, Donald Trump, dizendo que a França havia mudado sua doutrina em relação à Síria, concentrando-se na erradicação de grupos terroristas no país.

No entanto, o presidente francês demonstrou uma estratégia dupla: por um lado, chamando Assad de "um inimigo do povo sírio", que deve enfrentar um tribunal por crimes de guerra, mas, por outro, tentando facilitar a diplomacia, pedindo novas negociações conjuntas de paz entre o governo e as forças da oposição no ano que vem, depois que as negociações de Genebra falharam na semana passada.

Macron culpou Assad por seu fracasso, criticando o governo sírio por uma "estratégia irresponsável de obstrução".

Os EUA, bem como muitos de seus aliados da União Europeia e Oriente Médio, pediram repetidamente a remoção de Assad do poder, enquanto Moscou tem enfatizado que o povo sírio deve decidir o destino de sua liderança.

Uma posição semelhante foi recentemente expressada pelo ministro alemão das Relações Exteriores, Sigmar Gabriel, que disse que o futuro de Assad e seu governo só podem ser resolvidos através de negociações.


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