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Erdogan diz que Turquia continuará operação na Síria, pactuada com Moscou

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou nesta segunda-feira que seu país não interromperá sua operação militar lançada no sábado contra as milícias curdas aliadas dos Estados Unidos no norte da Síria e insistiu que esta operação está pactuada com a Rússia.
EFE

"Não vamos retroceder em Afrin. Falamos com os russos e há consenso", disse o político islamita em relação à região do norte da Síria nas mãos das milícias curdas Unidades de Proteção do Povo (YPG), que Ancara considera terroristas e aliadas da guerrilha curda da Turquia, o PKK.


Erdogan voltou a acusar os EUA de armar e apoiar as YPG, aliadas de Washington contra o grupo jihadista Estado Islâmico.

"Não são honestos conosco. Continuaremos o nosso caminho no marco das conversações que mantemos com a Rússia", apontou.

"Queríamos comprar armas (com os EUA). Não nos deram e entregaram as mesmas armas a organizações terroristas. Que tipo de aliança estratégica é essa?", afirmou o presidente da T…

Chanceler da Líbia: Rússia desempenhou grande trabalho ao unir nosso exército

O chanceler líbio, Mohamed Taher Siala, elogiou o papel da Rússia no processo de restruturação do seu país.


Sputnik

No dia 12 de dezembro, Siala desembarcou em Moscou em visita oficial e se reuniu com seu homólogo russo, Sergei Lavrov, com quem discutiu a crise na Líbia e outros assuntos.


Militares sírios
Militares líbios © AP Photo/ Mohamed Ben Khalifa

Em entrevista ao jornal russo Kommersant, Siala comentou o papel da Rússia e especialmente do grupo russo de contato para a Líbia, encabeçado por Lev Dengov e criado por iniciativa do Ministério das Relações Exteriores da Rússia e da Duma de Estado (câmara baixa do parlamento russo). O grupo inclui tanto parlamentários como ex-militares e orientalistas.

"Desempenharam um grande trabalho ao unir o nosso exército, são a favor de rever a Constituição e de chegar a um acordo político", declarou o chanceler.

De acordo com o político líbio, se as emendas forem introduzidas e se for formado um novo governo na Líbia, a Rússia o reconhecerá sem problema.

O especialista militar e editor-chefe da revista Natsionalnaya Oborona, Igor Korotchenko, disse em março que a Rússia ajuda as forças responsáveis na Líbia a estabelecer a ordem no país para impedir a luta interna entre vários grupos armados que controlam diferentes partes do país.

Os contatos dos militares da Rússia e da Líbia são destinados principalmente para iniciar um amplo diálogo sobre segurança e ajudar a estabilizar a situação no país, reforçou Korotchenko. Isso deveria beneficiar "não só a região, mas também o sul da Europa, levando em consideração o grande número de refugiados da Líbia que são transportados pelo mar Mediterrâneo para a Itália e outros países", acrescentou o especialista.

"A Rússia está disposta a manter contato com militares da Líbia para reforçar as forças patrióticas que estão dispostas a assumir a responsabilidade do futuro do país e garantir a ordem, estabilidade e segurança", concluiu Korotchenko.

O mesmo foi confirmado pelo ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov.

"Gostaríamos de ver uma Líbia unida e próspera, baseada em instituições governamentais sólidas e em um exército competente. É de interesse do povo líbio para estabilidade regional e criação de condições para o recomeço das relações de pleno direito da Líbia com todos os seus parceiros, incluindo a Federação da Rússia", disse Lavrov.

Ferrovia russa Líbia-Tunísia-Egito

Quanto ao interesse principal da Líbia com a Rússia, Siala lembrou que seu país gostaria muito de ver terminada a construção da ferrovia Sirte-Benghazi.

"Este é um contrato de importância crítica para nós, de 4 bilhões de dólares (R$ 13,2 bilhões). Está conectando o país, permite superar os 500 quilômetros entre Sirte e Benghazi. Isso é muito importante. Este caminho pode continuar a oeste, até a Tunísia e, a leste, para o Egito", explicou o ministro líbio.

Uma filial da empresa estatal RZD (Ferrovias Russas) realizou obras de construção ferroviária, com um custo inicial de 2,2 bilhões de euros (R$ 8,6 bilhões), mas devido aos distúrbios na Líbia no início de 2011, as obras foram suspensas e os trabalhadores e especialistas envolvidos no projeto foram evacuados do país. Entretanto, o material de construção, incluindo veículos, ficou na Líbia.


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