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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
Sputnik

Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

Chanceler da Líbia: Rússia desempenhou grande trabalho ao unir nosso exército

O chanceler líbio, Mohamed Taher Siala, elogiou o papel da Rússia no processo de restruturação do seu país.


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No dia 12 de dezembro, Siala desembarcou em Moscou em visita oficial e se reuniu com seu homólogo russo, Sergei Lavrov, com quem discutiu a crise na Líbia e outros assuntos.


Militares sírios
Militares líbios © AP Photo/ Mohamed Ben Khalifa

Em entrevista ao jornal russo Kommersant, Siala comentou o papel da Rússia e especialmente do grupo russo de contato para a Líbia, encabeçado por Lev Dengov e criado por iniciativa do Ministério das Relações Exteriores da Rússia e da Duma de Estado (câmara baixa do parlamento russo). O grupo inclui tanto parlamentários como ex-militares e orientalistas.

"Desempenharam um grande trabalho ao unir o nosso exército, são a favor de rever a Constituição e de chegar a um acordo político", declarou o chanceler.

De acordo com o político líbio, se as emendas forem introduzidas e se for formado um novo governo na Líbia, a Rússia o reconhecerá sem problema.

O especialista militar e editor-chefe da revista Natsionalnaya Oborona, Igor Korotchenko, disse em março que a Rússia ajuda as forças responsáveis na Líbia a estabelecer a ordem no país para impedir a luta interna entre vários grupos armados que controlam diferentes partes do país.

Os contatos dos militares da Rússia e da Líbia são destinados principalmente para iniciar um amplo diálogo sobre segurança e ajudar a estabilizar a situação no país, reforçou Korotchenko. Isso deveria beneficiar "não só a região, mas também o sul da Europa, levando em consideração o grande número de refugiados da Líbia que são transportados pelo mar Mediterrâneo para a Itália e outros países", acrescentou o especialista.

"A Rússia está disposta a manter contato com militares da Líbia para reforçar as forças patrióticas que estão dispostas a assumir a responsabilidade do futuro do país e garantir a ordem, estabilidade e segurança", concluiu Korotchenko.

O mesmo foi confirmado pelo ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov.

"Gostaríamos de ver uma Líbia unida e próspera, baseada em instituições governamentais sólidas e em um exército competente. É de interesse do povo líbio para estabilidade regional e criação de condições para o recomeço das relações de pleno direito da Líbia com todos os seus parceiros, incluindo a Federação da Rússia", disse Lavrov.

Ferrovia russa Líbia-Tunísia-Egito

Quanto ao interesse principal da Líbia com a Rússia, Siala lembrou que seu país gostaria muito de ver terminada a construção da ferrovia Sirte-Benghazi.

"Este é um contrato de importância crítica para nós, de 4 bilhões de dólares (R$ 13,2 bilhões). Está conectando o país, permite superar os 500 quilômetros entre Sirte e Benghazi. Isso é muito importante. Este caminho pode continuar a oeste, até a Tunísia e, a leste, para o Egito", explicou o ministro líbio.

Uma filial da empresa estatal RZD (Ferrovias Russas) realizou obras de construção ferroviária, com um custo inicial de 2,2 bilhões de euros (R$ 8,6 bilhões), mas devido aos distúrbios na Líbia no início de 2011, as obras foram suspensas e os trabalhadores e especialistas envolvidos no projeto foram evacuados do país. Entretanto, o material de construção, incluindo veículos, ficou na Líbia.


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