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Os mísseis russos que se tornaram alvo de disputa entre EUA e Turquia

A Turquia, dona do segundo maior Exército entre os 29 países que compõem a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), está prestes a adquirir mísseis antiaéreos S-400.
BBC News Brasil

Os S-400 são os mísseis "terra-ar" mais avançados do mundo e se tornaram motivo de uma disputa entre Turquia e Estados Unidos que pode ameaçar a aliança militar das potências ocidentais.

Isso porque os S-400 são fabricados na Rússia, o principal rival da organização fundada em 1949 justamente para se opor à então União Soviética.

A insistência da Turquia em adquirir os mísseis russos irritou os Estados Unidos, que encaram a decisão como uma potencial ameaça para seus aviões de combate F-35, também em vias de serem comprados pelos turcos.
Troca de farpas

"Não ficaremos de braços cruzados enquanto os aliados da Otan compram armas dos nossos adversários", advertiu o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante um encontro organizado há poucos dias em Washington para celebrar o aniversár…

Chefe de Estado-Maior russo revela como F-22 'travou jogo perigoso' no céu da Síria

Em 13 de dezembro, um caça norte-americano F-22 simulou um ataque e realizou manobras perigosas perto de aviões militares russos no espaço aéreo da Síria.


Sputnik

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia e primeiro vice-ministro da Defesa, general Valery Gerasimov, relatou os detalhes do incidente e o comportamento dos pilotos das forças da coalizão internacional encabeçada por Washington.


Um piloto olha para cima de uma caça americana Raptor F-22
F-22 Raptor © REUTERS/ Toby Melville

À medida que as tropas do governo sírio se aproximavam do rio Eufrates, no leste da Síria, a Rússia e os EUA delimitaram suas áreas operacionais separadas.

Os territórios para oeste do rio faziam parte da "zona russa", enquanto a área para leste do Eufrates estava incluída na zona submetida ao controle aéreo da coalizão.

"Foi planejado que [uma parte da] área ao leste do Eufrates seria usada tanto pela Força Aeroespacial russa quanto pela aviação da coalizão. E não havia problemas. Mas uma situação pouco agradável se deu em 13 de dezembro", contou Gerasimov ao jornal russo Komsomolskaya Pravda.

Em outras palavras, houve um incidente na área, precisa o general.

"Dois aviões Su-25 da Força Aeroespacial da Rússia estavam realizando missões de reconhecimento e busca na parte ocidental do vale do Eufrates. Ninguém se meteu no leste. Na mesma área, havia outro Su-35 russo. Um avião estadunidense F-22 saiu da parte oriental, simulou um ataque e disparou contramedidas térmicas. Ele estava voando a grande altitude, mas depois desceu bruscamente. Estava a menos de 100 metros dos nossos aviões. Isso representava um perigo real. O Su-35 se aproximou. Naquele momento, o F-22 começou imediatamente a voltar para sua zona. O Su-35 regressou à sua missão. Passados uns 20 minutos o mesmo F-22 apareceu de novo… […] Aquele americano estava travando um jogo perigoso", descreveu o militar.


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