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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
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Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

'Destruído em 40 milissegundos': nova hipótese sobre destino do submarino San Juan

Um ex-militar norte-americano, especializado em sinais acústicos, propôs uma nova hipótese sobre a explosão do submarino argentino ARA San Juan, desaparecido desde meados de novembro. O cenário descreve um evento súbito que teria acabado com a tripulação de forma instantânea.


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Com base nos dados divulgados pela Organização do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares que detectou a anomalia acústica, Bruce Rule, o ex-especialista da Marinha norte-americana determinou que a implosão do submarino liberou uma quantidade de energia superior à explosão de 5,5 toneladas de dinamite, segundo o canal RT.


Desenho do submarino argentino ARA San Juan na bandeira nacional da Argentina
© REUTERS/ Marcos Brindicci

Segundo Rule, quando o submarino se encontrava a 390 metros debaixo da água ocorreu um evento que danificou o casco interior que protegia o submarino da pressão do mar. Como a pressão circundante era de 39 atm, a água entrou no interior do submersível a uma velocidade de aproximadamente 2,9 mil quilômetros por hora.

Em um fórum, o especialista indicou que "todo o casco interno foi completamente destruído em aproximadamente 40 milissegundos", especificando que isso equivale à metade do tempo mínimo necessário para o reconhecimento cognitivo de um evento.

"Não se afogaram nem passaram dor, a morte foi instantânea", afirmou, sublinhando que o submersível caiu ao fundo do mar a uma velocidade entre 18 e 24 quilômetros por hora.

A marinha da Argentina foi cautelosa em relação aos cálculos do especialista estadunidense.

"Temos isso em conta, como os outros indícios que recebemos […] não descartamos nada, mas é a análise de um especialista em acústica com base no primeiro relatório", comentou o porta-voz da marinha argentina, Enrique Balbi, segundo o canal Todo Noticias.

O submarino da Marinha da Argentina ARA San Juan desapareceu em 15 de novembro. Durante a última ligação, a tripulação do navio informou sobre um acidente. A bordo se encontravam 44 tripulantes, inclusive a primeira submarinista argentina, Eliana Krawczyk. A embarcação foi construída na Alemanha e começou a fazer parte da Marinha da Argentina em 1985.


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