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'Sangue e caos': príncipe saudita chama Trump de 'oportunista' por decisão sobre Jerusalém

O ex-chefe da inteligência saudita, o Príncipe Turki al-Faisal, criticou o reconhecimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de Jerusalém como a capital de Israel, em uma das mais acentuadas reações do reino aliado de Washington no Oriente Médio.
Sputnik

Em uma carta a Trump publicada em um jornal saudita nesta segunda-feira, o príncipe Turki, um ex-embaixador em Washington que agora não ocupa nenhum cargo do governo, mas continua influente, chamou a decisão de uma estratagema política doméstica que provocaria violência.


"O derramamento de sangue e o caos definitivamente seguirão sua tentativa oportunista de ganhar eleitoralmente", escreveu o príncipe Turki em uma carta publicada no jornal saudita al-Jazeera.

Trump inverteu décadas de política dos EUA e virou do consenso da crítica internacional na semana passada, reconhecendo Jerusalém como a capital de Israel. A maioria dos países diz que o status da cidade deve ser deixado para negociações entre Israel e os pales…

Erdogan adverte que decisão dos EUA sobre Jerusalém beneficiará ao terrorismo

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, advertiu nesta quarta-feira que a transferência da embaixada americana em Israel de Tel Aviv para Jerusalém "só jogará gasolina no fogo dos terroristas".


EFE

"Quero fazer uma chamada a todo o mundo: é preciso abster-se de passos que mudem o status jurídico de Jerusalém. Um passo assim só jogará gasolina no fogo dos terroristas", disse Erdogan.


O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan e o rei Abdala II da Jordânia se pronunciam sobre a decisão de Trump de reconhecer Jerusalém como a capital israelense.  EFE/Presidência da Turquia
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan e o rei Abdala II da Jordânia se pronunciam sobre a decisão de Trump de reconhecer Jerusalém como a capital israelense. EFE/Presidência da Turquia

O presidente turco fez estas declarações durante um pronunciamento à imprensa junto ao rei Abdullah II da Jordânia, que acrescentou que "estas posturas não ajudam na luta antiterrorista", segundo informou a emissora turca de notícias "NTV".

"No assunto da sacralidade e da conservação histórica de Jerusalém pensamos o mesmo que a Jordânia", declarou Erdogan.

"Um passo em falso a respeito do status de Jerusalém provocaria uma reação do mundo islâmico. Dinamitaria os fundamentos da paz. Atiçaria as chamas de novos combates", alertou.

"Ninguém tem direito de brincar com o destino de bilhões de pessoas apenas por capricho pessoal", ressaltou o presidente turco.

"A estabilidade no Oriente Médio ganhará forma por meio de uma Palestina independente com capital em Jerusalém Oriental", completou Erdogan.

Por sua parte, o rei Abdullah II também destacou que "não há alternativa à solução dos dois Estados".

"A estabilidade de toda a região depende disto. Ontem estive em contato com o presidente americano. Expressamos nossas preocupações com a decisão a respeito do Jerusalém. Temos que trabalhar rápido. Os palestinos e os israelenses devem assinar um acordo de paz entre eles", frisou o monarca.

Abdullah da Jordânia, que chegou de manhã a Ancara e jantará com Erdogan esta noite, confirmou que na próxima quarta-feira voltará à Turquia para a cúpula extraordinária da Organização para a Cooperação Islâmica, convocada hoje por Erdogan.

A comunidade internacional não reconhece Jerusalém como capital de Israel nem a anexação da sua parte oriental, ocupada em 1967.

Israel considera essa cidade como sua capital "eterna", mas os palestinos querem que Jerusalém Oriental seja a capital do Estado que tanto aspiram.


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