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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
Sputnik

Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

Erdogan chama Israel de 'Estado terrorista' que 'mata crianças'

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, criticou Israel, chamando o país de "Estado terrorista". O líder turco também prometeu usar "todos os meios" para lutar contra o reconhecimento de Jerusalém como capital israelense por parte do presidente dos EUA, Donald Trump, segundo informa o RT.


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"A Palestina é uma vítima inocente […] e Israel é um Estado terrorista […] Não deixaremos Jerusalém à mercê de um Estado que mata crianças", disse Erdogan em uma reunião no domingo (10) do Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), governista, realizada na cidade turca de Sivas.


Manifestantes com bandeiras turcas e palestinas protestando contra o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel, em Istanbul, Turquia, 10 de dezembro de 2017
Manifestantes em Istambul com bandeiras turcas e palestinas protestando contra o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel © REUTERS/ Osman Orsal

O líder turco afirmou que Israel é um "Estado opressor" e qualificou de "desproporcionada" a resposta da polícia e das Forças Armadas israelenses aos protestos em Jerusalém e Cisjordânia, que já causaram várias mortes e mais de mil feridos. No sábado (9), as forças de segurança israelenses utilizaram gás lacrimogêneo, balas de borracha e canhões de água contra os manifestantes.

"Os EUA ignoraram a resolução do Conselho de Segurança da ONU de 1980 em relação a Jerusalém que os próprios EUA assinaram […] Um sistema em que se considera que o mais forte tem razão não pode criar justiça, paz e estabilidade", afirmou Erdogan, citado pelo RT, acrescentando que a posição dos EUA poderá provocar mais tragédias.

Em resposta às afirmações de Erdogan, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, assegurou que não está "acostumado a receber lições de moralidade de um líder que bombardeia povoações curdas na Turquia e prende jornalistas".

O reconhecimento de Jerusalém por parte dos EUA causou uma onda de protestos e indignação, tendo sido condenado não apenas por países que se opõem à política exterior norte-americana, mas também por aliados tradicionais de Washington no Oriente Médio e por muitos outros países. A Liga Árabe e o Conselho de Segurança da ONU também condenaram a decisão.


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