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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
Sputnik

Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

Erdogan propõe reconhecimento de Jerusalém como capital da Palestina

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, chamou Israel de Estado de "ocupação e terror" durante discurso de abertura da Cúpula da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI) em Istambul nesta quarta-feira (13).


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"Israel é um país de ocupação e terror. O governo israelense tortura pessoas desarmadas", disse o presidente mostrando a foto de um adolescente palestino com olhos fechados, cercado por militares de Israel.


O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, fala a parlamentares durante uma reunião do partido no parlamento em Ancara, 7 de novembro de 2017
Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan © REUTERS/ Umit Bektas

Ele propôs também reconhecer Jerusalém como capital da Palestina.

"Destruindo as normas internacionais, os EUA reconheceram Jerusalém como a capital de Israel. Basta dar alguns passos na cidade para perceber que Jerusalém se encontra ocupada. Israel é um Estado terrorista. Os terroristas-militares jogam crianças em prisões. Estou apelando para reconhecer Jerusalém como capital do Estado ocupado da Palestina", declarou Erdogan.

O presidente turco agradeceu aos países que se expressaram contra decisão de Trump.

"Creio que os 196 países-membros da ONU apresentarão sua posição certa. Os EUA podem ser uma potência nuclear forte. Mas não lhes pertence todo o mundo", acrescentou o líder turco.

Da Cúpula da OCI participam os representantes de 48 países, entre eles 16 são apresentados pelos líderes dos Estados. A cúpula será concluída com a publicação da declaração final sobre a resposta à decisão dos EUA sobre Jerusalém.

Dmitry Peskov, porta-voz do presidente da Rússia, declarou, por sua vez, que a posição do Kremlin não coincide com a da Turquia.

"Conhecemos essa posição, mas ela não coincide com a nossa", declarou Peskov, comentando a declaração de Erdogan.

No dia 6 de dezembro, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que seu país reconhece a cidade de Jerusalém como capital de Israel.

Em 1980, Israel declarou Jerusalém sua capital "única e indivisível", incluindo a parte oriental da cidade, ocupada em 1967 depois do fim da Guerra dos Seis Dias. Os palestinos, por sua vez, consideram Jerusalém Oriental como a capital de seu país.

O status da cidade se tornou um dos problemas centrais do conflito palestino-israelense, que deveria ser resolvido juntamente com os palestinos. Por isso, todas as embaixadas estrangeiras em Israel se encontram em Tel Aviv.

O líder norte-americano, porém, já autorizou a transferência da embaixada norte-americana de Tel Aviv para Jerusalém. A declaração provocou e continua provocando enormes protestos entre os palestinos.


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