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Mais 2 palestinos morrem após ataque israelense na Faixa de Gaza

Total de mortos chega a 4 após Israel atacar a Faixa de Gaza e atingir militantes do Hamas; confrontos começaram após Donald Trump reconhecer Jerusalém como capital israelense.
Por G1

Mais dois palestinos morreram neste sábado (9) em um ataque aéreo israelense na Faixa de Gaza contra alvos do movimento palestino Hamas. A Defesa de Israel disse que o bombardeio foi uma resposta a um foguete lançado pelo Hamas na sexta-feira. Os confrontos começaram após o presidente norte-americano, Donald Trump, reconhecer Jerusalém como a capital israelense nesta semana.

"Na manhã de sábado, equipes de resgate encontraram os corpos de dois palestinos que morreram em ataques aéreos israelenses na noite passada no norte da Faixa de Gaza", disse o porta-voz Ashraf Al Qedra.

Com essas duas mortes, subiu para quatro o número de palestinos mortos desde a última sexta-feira (8). Já são mais de 300 feridos desde que o grupo islâmico voltou a atacar Israel, após a decisão do governo americano, tomada na…

Especialista dos EUA sobre míssil de Pyongyang: 'Essa coisa não pode ser parada'

Os sistemas antimísseis dos EUA provavelmente são incapazes de interceptar o novo míssil balístico intercontinental da Coreia do Norte Hwasong-15. O míssil é tão grande que pode carregar muitas surpresas. É essa a opinião dos especialistas consultados pela revista norte-americana The National Interest.


Sputnik

"Esse míssil tem um peso de lançamento suficiente para transportar múltiplas ogivas nucleares, alvos falsos e sistemas para superar qualquer sistema de defesa antimíssil conhecido […] Poderá superar, enganar e cegar radares e sensores. Essa coisa não pode ser parada", advertiu Joseph Cirincione, presidente da fundação antinuclear Ploughshares Fund.


Lançamento do míssil balístico intercontinental norte-coreano Hwasong-15
Lançamento do míssil balístico norte-coreano Hwasong-15 © AP Photo/ KCNA

O diretor para o desarmamento e política de redução de ameaças da Associação de Controle de Armas dos EUA, Kingston Reif, declarou, avaliando os vídeos e fotos do lançamento do Hwasong-15 divulgados pelo governo norte-coreano, que o míssil é capaz de enganar a Defesa Terrestre de Médio Alcance norte-americana (GMD, na sigla em inglês).

"Segundo o escritório independente de testes do Departamento de Defesa, o GMD 'provou ser capaz' de defender o território continental dos EUA contra um número reduzido de ameaças provenientes de mísseis balísticos intercontinentais, que possuem 'táticas defensivas básicas'", revelou Reif no artigo.

Para o especialista, neste ponto não está claro o que o Departamento de Defesa dos EUA considera como "táticas defensivas básicas". Ele lembrou que, em 30 de maio de 2017, foi realizado o teste do GMD, que derrubou um míssil balístico intercontinental armado, em princípio, com táticas defensivas básicas, mas depois de analisar os resultados do ensaio, chegou-se à conclusão que estes não foram determinantes.

Raif lembrou que "os norte-coreanos não são estúpidos" e que Pyongyang sabe perfeitamente como se aproveitar dos pontos fracos do sistema de defesa antimíssil terrestre norte-americano. Uma prova disso é, para o especialista, o fato de o último lançamento da Coreia do Norte ter sido feito de noite e sem aviso prévio. "Lançar um míssil sem avisar coloca em dificuldades a nossa capacidade de localizar e estabelecer a sua trajetória. Além disso, o GMD nunca conseguiu interceptar mísseis à noite", explicou Reif.

A revista advertiu que o Pentágono sempre testa o GMD em dias de Sol. As 10 vezes que o sistema de defesa foi testado, todas bem-sucedidas, tiveram lugar quando o Sol iluminou diretamente o alvo a abater, advertiu Reif.

"Há uma razão para isso. Os raios do Sol ajudam a 'iluminar' os veículos de reentrada múltipla independente [do míssil] e os possíveis alvos falsos [que pode ter no seu interior]", explicou Reif.

Um míssil de reentrada múltipla independentemente direcionada (MIRV na sigla em inglês) é uma coleção de armas nucleares introduzidas em um único míssil balístico intercontinental. O Hwasong-15 tem todas as hipóteses de ser um desses mísseis. Por isso, a escuridão da noite poderia pôr em risco o GDM. “O GDM poderá confundir-se se tentar interceptar um míssil à noite", advertiu Reif.

É de acrescentar que, para testar verdadeiramente a capacidade do GMD de interceptar um míssil como o Hwasong-15, o ensaio deve ser "realista", ou seja, o GMD deve ser submetido a uma pressão e condições reais. Jeffrey Lewis, diretor do programa de não proliferação do Instituto Middlebury, concorda com Reif: é provável que o GDM não seja particularmente eficaz contra tais mísseis norte-coreanos.

"O sistema é um lixo […] É suposto ter sido criado para lidar com uma ameaça como essa, mas o historial de ensaios é uma porcaria", reconheceu ele abertamente.

Em 28 de novembro Pyongyang declarou ter testado um novo tipo de míssil balístico intercontinental, Hwasong-15, que pode atingir alvos em todo o território dos EUA. Ainda de acordo com os norte-coreanos, o projétil atingiu uma altitude de 4.475 quilômetros e percorreu uma distância de 950 quilômetros. Tratou-se do primeiro lançamento de um míssil balístico norte-coreano desde o último 15 de setembro, quando Pyongyang disparou um projétil identificado pelo Pentágono como um míssil balístico de médio alcance.


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