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Defesa russa: avião Il-20 foi derrubado por mísseis sírios S-200

De acordo com o ministério russo, o sistema de defesa aérea sírio tentava atacar um avião de Israel. No entanto, a tripulação israelense fez uma manobra especial para se proteger, e o míssil acabou atingindo acidentalmente o avião russo Il-20.
Sputnik

O avião Il-20 desapareceu dos radares em 17 de setembro, por volta das 23h do horário de Moscou, (17h em Brasília) durante o retorno planejado à base aérea de Hmeymim, acima do território do mar Mediterrâneo, a 35 quilômetros da costa da Síria, informou o comunicado do Ministério da Defesa da Rússia. O represente oficial da Defesa russa, Igor Konashenkov sublinhou que os aviões israelenses "propositalmente criaram uma situação perigosa para navios e aviões nessa região".

Na opinião dele, para evitar o ataque sírio, a tripulação israelense acabou tornando o Ilyushin-20 alvo de ataque.

"Ao tentarem proteger-se com ajuda do avião russo, os pilotos israelenses o puseram debaixo de fogo do sistema de defesa antiaérea da Síria"…

Especialista revela o que está por trás das ações arriscadas dos aviões dos EUA na Síria

A aproximação perigosa entre um caça estadunidense F-22 e aviões russos Su-25 na Síria, bem como o ataque contra as armadilhas térmicas dos aviões, que causou interferências aos caças russos, poderiam ter provocado um incidente aéreo real, mostrando a tendência dos pilotos americanos de assumirem "riscos impensados", afirma um especialista russo.


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Mais cedo, o Ministério da Defesa da Rússia refutou as informações da mídia ocidental sobre a intercepção de dois bombardeiros Su-25 russos por caças estadunidenses no espaço aéreo sírio. De acordo com a entidade russa, o incidente ocorrido em 13 de dezembro terminou quando um caça Su-35S da Força Aeroespacial da Rússia chegou à zona. O F-22 que estava a disparar contra as armadilhas térmicas abandonou a área.


F-22 Raptor da Força Aérea dos EUA
F-22 Raptor da USAF © REUTERS/ Master Sgt. Kevin J. Gruenwald

"Em qualquer caso, as tentativas de criar obstáculos aos voos dos aviões russos durante as missões de combate na Síria não têm nenhuma base no direito internacional, pois estas se efetuavam no território sírio, abrangido pela soberania de Damasco", frisou Igor Korotchenko, especialista em assuntos militares e editor-chefe do jornal Natsyonalnaya Oborona ("Defesa Nacional" em russo).

O analista acredita que o incidente ocorrido deve ser analisado escrupulosamente, enquanto os EUA devem ser informados através do canal de troca de informações existente entre os militares russos e norte-americanos na região sobre a inadmissibilidade de tais ações no futuro.

De acordo com Korotchenko, a lógica da parte norte-americana consiste em "demonstrar músculos neste jogo político pouco limpo". Tal postura, segundo ele, é uma espécie de resposta à vitória russa na Síria.

"Se os EUA acreditam que a saída de uma parte de aviões da Força Aeroespacial da Rússia vai lhes permitir ser arrogantes, estão muito enganados, pois os equipamentos que permanecem na base de Hmeymim são suficientes tanto para fazer frente a quaisquer incursões dos grupos terroristas restantes, quanto para que os EUA saibam seu lugar", adiantou.


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