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Erdogan diz que Turquia continuará operação na Síria, pactuada com Moscou

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou nesta segunda-feira que seu país não interromperá sua operação militar lançada no sábado contra as milícias curdas aliadas dos Estados Unidos no norte da Síria e insistiu que esta operação está pactuada com a Rússia.
EFE

"Não vamos retroceder em Afrin. Falamos com os russos e há consenso", disse o político islamita em relação à região do norte da Síria nas mãos das milícias curdas Unidades de Proteção do Povo (YPG), que Ancara considera terroristas e aliadas da guerrilha curda da Turquia, o PKK.


Erdogan voltou a acusar os EUA de armar e apoiar as YPG, aliadas de Washington contra o grupo jihadista Estado Islâmico.

"Não são honestos conosco. Continuaremos o nosso caminho no marco das conversações que mantemos com a Rússia", apontou.

"Queríamos comprar armas (com os EUA). Não nos deram e entregaram as mesmas armas a organizações terroristas. Que tipo de aliança estratégica é essa?", afirmou o presidente da T…

Especialista revela o que está por trás das ações arriscadas dos aviões dos EUA na Síria

A aproximação perigosa entre um caça estadunidense F-22 e aviões russos Su-25 na Síria, bem como o ataque contra as armadilhas térmicas dos aviões, que causou interferências aos caças russos, poderiam ter provocado um incidente aéreo real, mostrando a tendência dos pilotos americanos de assumirem "riscos impensados", afirma um especialista russo.


Sputnik

Mais cedo, o Ministério da Defesa da Rússia refutou as informações da mídia ocidental sobre a intercepção de dois bombardeiros Su-25 russos por caças estadunidenses no espaço aéreo sírio. De acordo com a entidade russa, o incidente ocorrido em 13 de dezembro terminou quando um caça Su-35S da Força Aeroespacial da Rússia chegou à zona. O F-22 que estava a disparar contra as armadilhas térmicas abandonou a área.


F-22 Raptor da Força Aérea dos EUA
F-22 Raptor da USAF © REUTERS/ Master Sgt. Kevin J. Gruenwald

"Em qualquer caso, as tentativas de criar obstáculos aos voos dos aviões russos durante as missões de combate na Síria não têm nenhuma base no direito internacional, pois estas se efetuavam no território sírio, abrangido pela soberania de Damasco", frisou Igor Korotchenko, especialista em assuntos militares e editor-chefe do jornal Natsyonalnaya Oborona ("Defesa Nacional" em russo).

O analista acredita que o incidente ocorrido deve ser analisado escrupulosamente, enquanto os EUA devem ser informados através do canal de troca de informações existente entre os militares russos e norte-americanos na região sobre a inadmissibilidade de tais ações no futuro.

De acordo com Korotchenko, a lógica da parte norte-americana consiste em "demonstrar músculos neste jogo político pouco limpo". Tal postura, segundo ele, é uma espécie de resposta à vitória russa na Síria.

"Se os EUA acreditam que a saída de uma parte de aviões da Força Aeroespacial da Rússia vai lhes permitir ser arrogantes, estão muito enganados, pois os equipamentos que permanecem na base de Hmeymim são suficientes tanto para fazer frente a quaisquer incursões dos grupos terroristas restantes, quanto para que os EUA saibam seu lugar", adiantou.


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