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Erdogan diz que Turquia continuará operação na Síria, pactuada com Moscou

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou nesta segunda-feira que seu país não interromperá sua operação militar lançada no sábado contra as milícias curdas aliadas dos Estados Unidos no norte da Síria e insistiu que esta operação está pactuada com a Rússia.
EFE

"Não vamos retroceder em Afrin. Falamos com os russos e há consenso", disse o político islamita em relação à região do norte da Síria nas mãos das milícias curdas Unidades de Proteção do Povo (YPG), que Ancara considera terroristas e aliadas da guerrilha curda da Turquia, o PKK.


Erdogan voltou a acusar os EUA de armar e apoiar as YPG, aliadas de Washington contra o grupo jihadista Estado Islâmico.

"Não são honestos conosco. Continuaremos o nosso caminho no marco das conversações que mantemos com a Rússia", apontou.

"Queríamos comprar armas (com os EUA). Não nos deram e entregaram as mesmas armas a organizações terroristas. Que tipo de aliança estratégica é essa?", afirmou o presidente da T…

EUA aceleram corrida armamentista acusando Rússia de violação do Tratado INF

Washington ameaçou que iniciará o desenvolvimento de novas armas próprias se Moscou "continuar violando" o Tratado INF. A parte russa negou as acusações e avisou que desenvolverá "armas ainda mais potentes" no caso da saída dos EUA do Tratado, informa o Daily Express.


Sputnik

As acusações do Kremlin, por parte do presidente norte-americano Donald Trump, de violações do Tratado INF deram impulso à "nova onda da corrida armamentista" entre a Rússia e os EUA. Washington considera o desenvolvimento das próprias armas devido ao fato de que Moscou "continua violando o acordo", informa o Daily Express.


Míssil de Ataque Marítimo é lançado a partir do navio militar norte-americano USS Coronado (LCS-4), Califórnia, EUA, setembro de 2014 (foto de arquivo)
Míssil de Ataque Marítimo lançado a partir do USS Coronado (LCS-4) © Foto: Wikipedia/Marinha dos EUA/ Zachary D. Bell

Um representante dos EUA declarou que Trump quer manter o Tratado em vigor, mas não pode permitir "as violações contínuas" por parte da Rússia. "Decidimos recusar a variante de compromisso em que [a parte russa] conseguiu atuar ao mesmo tempo em campos diferentes", indiciou um oficial norte-americano.

O Tratado INF foi celebrado por Mikhail Gorbachev e Ronald Reagan em 1987. As partes do Tratado se comprometeram em não desenvolver, testar e instalar os mísseis de cruzeiro e balísticos com alcance operacional de 500 a 5.500 km.

Ainda no início da primavera, o vice-chefe do Estado-maior Conjunto dos EUA, general Paul Silva, comunicou ao Congresso que a Rússia possui um novo míssil de cruzeiro que viola o Tratado INF. Naquele momento os conselheiros de Trump decidiram não tomar decisões que poderiam ser classificadas como violações do Tratado. Mas depois, o Pentágono decidiu modificar as armas existentes e desenvolver novos sistemas, informa o Daily Express.

O vice-ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Ryabkov, negou as acusações dos EUA classificando-as como "infundadas". Ele declarou que Moscou está pronta para o diálogo com Washington, mas não aceitará as tentativas de falar com uma "linguagem de ultimatos, pressão politico-militar e de sanções".

Por seu lado, o chefe do Comitê do Conselho da Federação nas questões da defesa e segurança, Viktor Bondarev, advertiu que a Rússia preparará "uma arma ainda mais potente" se os EUA saírem do Tratado.

Os representantes de Moscou acreditam que a suspensão do Tratado INF pode causar um brusco crescimento da ameaça na segurança global. Além disso, o outro acordo – Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Start III em inglês) também será questionado.


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