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Erdogan diz que Turquia continuará operação na Síria, pactuada com Moscou

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou nesta segunda-feira que seu país não interromperá sua operação militar lançada no sábado contra as milícias curdas aliadas dos Estados Unidos no norte da Síria e insistiu que esta operação está pactuada com a Rússia.
EFE

"Não vamos retroceder em Afrin. Falamos com os russos e há consenso", disse o político islamita em relação à região do norte da Síria nas mãos das milícias curdas Unidades de Proteção do Povo (YPG), que Ancara considera terroristas e aliadas da guerrilha curda da Turquia, o PKK.


Erdogan voltou a acusar os EUA de armar e apoiar as YPG, aliadas de Washington contra o grupo jihadista Estado Islâmico.

"Não são honestos conosco. Continuaremos o nosso caminho no marco das conversações que mantemos com a Rússia", apontou.

"Queríamos comprar armas (com os EUA). Não nos deram e entregaram as mesmas armas a organizações terroristas. Que tipo de aliança estratégica é essa?", afirmou o presidente da T…

EUA admitem manter na Síria número de soldados 4 vezes maior que o anunciado

Novos dados não representam aumento de contingente, mas 'contabilidade mais precisa', segundo Pentágono. Em vez dos 503 anunciados em novembro, país tem cerca de 2 mil homens na Síria.


Por Agencia EFE


Os Estados Unidos admitiram nesta quarta-feira (6) que mantêm 2 mil soldados na Síria, número quatro vezes maior do que o anunciado pelo Departamento de Defesa há um mês.

Imagem de vídeo mostra forças dos EUA nos arredores da cidade síria de Manbji, em 7 de março (Foto: Arab 24 network, via AP)
Imagem de vídeo mostra forças dos EUA nos arredores da cidade síria de Manbji, em 7 de março (Foto: Arab 24 network, via AP)

Esses novos dados não representam um aumento do contigente militar no país, mas sim uma "contabilidade mais precisa", afirmou o porta-voz do Pentágono, coronel Rob Manning, a jornalistas.

Em novembro, as Forças Armadas dos EUA afirmaram que tinham 503 soldados na Síria, número muito inferior ao informado hoje.

O porta-voz explicou que a quantidade de militares americanos no país segue uma "tendência de baixa". Recentemente, cerca de 400 fuzileiros navais deixaram a Síria após ajudar as forças locais a reconquistar Al Raqqa, a capital do grupo Estado Islâmico (EI).

O coronel não quis informar se esses 400 fuzileiros navais fazem parte dos 2 mil soldados que estão atuando na Síria.

"São cerca de 2 mil (homens), mais ou menos. Não queremos mostrar nossas capacidades ao inimigo", se limitou a dizer Manning.

Essa quantidade de militares deve ser reduzida nos próximos meses, já que a coalizão liderada pelos EUA para combater o EI no Iraque e na Síria entrou em uma fase de transição. Agora, as tropas da aliança passarão apenas a apoiar as forças locais para evitar o retorno dos jihadistas.

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