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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
Sputnik

Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

EUA e Rússia negociam diretamente com rebeldes sobre transição na Síria

Estados Unidos e Rússia estão negociando diretamente com os rebeldes sobre uma hipotética transição na Síria, onde ambas partes ainda não se colocaram de acordo sobre o futuro do presidente sírio, Bashar al Assad, disse nesta segunda-feira à Agência Efe o dirigente opositor Abu Zuheir al Shami.


EFE

O líder da Sala de Operações de Damasco e sua periferia do Exército Livre Sírio (ELS) explicou pela internet que "as verdadeiras negociações sobre o futuro da Síria estão se desenvolvendo sobre o terreno, longe de Genebra".


Bairro de Damasco após bombardeio. EFE/EPA/Mohammed Badra
Bairro de Damasco após bombardeio. EFE/EPA/Mohammed Badra

Shami relatou que nos últimos dias houve contatos entre representantes russos e americanos e líderes da oposição armada para preparar a conferência de Sochi, proposta por Moscou e cuja data ainda não foi definida, embora se espera que aconteça no final de dezembro.

O dirigente opositor reforçou que a oposição rejeita "categoricamente" que Assad continue no poder e que desempenhe qualquer papel no futuro da Síria.

"Antes de ir a Sochi, os americanos propuseram Ali Mamluk para liderar o período transitório, mas nós o rejeitámos porque não queremos alguém que tenha as mãos manchadas de sangue ", disse Shami, em referência a uma possível liderança do diretor da Segurança Nacional da Síria (serviços secretos).

Shami destacou que, após esta negativa, "os russos buscaram a um substituto que a oposição respeite e propuseram Faruk al Chara (vice-presidente sírio) como líder da fase transitória", o que foi aceito pelos opositores.

No entanto, o dirigente do ELS apontou que as conversas agora estão bloqueadas porque Rússia e Irã exigem que os rebeldes entreguem as armas para iniciar uma transição encabeçada por Chara e realizar, ao final de seis meses, eleições presidenciais "nas quais Assad poderá apresentar-se como candidato".

"Como vou entregar as armas para que depois Assad possa ser reeleito ao final de seis meses como candidato nas presidenciais?", questionou.

Em consequência, Shami transmitiu aos russos sua recusa a aceitar este plano, e está à espera de uma resposta por parte de Moscou, embora não tenha esperanças de que seja positiva.

"Assim não iremos a Sochi, tem que haver uma proposta diferente", antecipou Shami.

Estes contatos coincidem com a oitava rodada de conversas em Genebra, promovidas pela ONU e que ficou paralisada há pouco mais de uma semana pela saída da delegação do governo de Damasco, em protesto pela exigência da oposição de que Assad deve sair do poder.

Em princípio, a equipe negociadora do Executivo sírio deveria ter retornado ontem à Suíça para retomar o diálogo, tal como anunciou o Ministério de Relações Exteriores sírio no último dia 7.


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