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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
Sputnik

Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

‘EUA fez acordo secreto com o Estado Islâmico para permitir fuga’, diz antigo aliado

Os militares dos EUA permitiram que milhares de combatentes do grupo militante Estado Islâmico (ISIS) fugissem de sua capital Raqqa, na Síria, em um acordo secreto para impulsionar os EUA na luta contra as forças do presidente sírio, Bashar al-Assad, de acordo com um ex-comandante apoiado pelo Pentágono, que desde então transferiu sua lealdade para a Turquia e que falou com a Reuters.


Forças Terrestres

Como porta-voz das Forças Democráticas da Síria, uma coalizão, na sua maioria curda de árabes e minorias étnicas, o general de brigada Talal Silo atuou como o rosto e a voz da liderança dos EUA contra o ISIS na Síria. O grupo apoiado pelos EUA expulsou com sucesso o ISIS de Raqqa em outubro. Semanas depois, em meados de novembro, Silo entregou-se à Turquia, inimigo dos esforços curdos no norte da Síria. Pela primeira vez desde a mudança, o comandante sênior falou e afirmou que a coalizão liderada pelos EUA permitiu que um número maior de combatentes do ISIS escapasse da cidade em conflito do que anteriormente admitiu.


Um membro das forças democráticas sírias apoiadas pelos EUA segura uma bandeira do ISIS capturada depois de combater os militantes em Raqqa, na Síria, em 14 de agosto. Um comandante de alto escalão da força na maior parte curda desertou para a Turquia e afirmou que seus ex-companheiros fizeram um acordo secreto para permitir que os combatentes do ISIS fugissem | ZOHRA BENSEMRA / REUTERS

“[Um] acordo foi alcançado para que os terroristas saíssem, cerca de 4.000 pessoas, eles e suas famílias”, disse Silo à Reuters na sexta-feira, afirmando que todos que fugiram, exceto cerca de 500, eram combatentes do ISIS.

A notícia de um acordo secreto entre as Forças Democráticas da Síria e o ISIS foi inicialmente vazada no mês passado após uma investigação da BBC News. A coalizão liderada pelos EUA negou ser parte de qualquer acordo, dizendo à Newsweek que “não faz acordos com terroristas”, mas reconhecendo que seu parceiro deixou os comboios saírem da cidade alegadamente por razões humanitárias. A investigação da BBC, citando um “oficial ocidental” anônimo, que afirmou estar presente durante as discussões, disse que 250 combatentes do ISIS fugiram junto com 3.500 membros familiares, alguns dos quais podem ter fugido do país para a Turquia vizinha.

Silo, que não deu nenhum motivo para a sua deserção, disse que suas forças bloquearam todas as estradas a Raqqa por três dias em outubro, afirmando que os constantes confrontos tornaram o movimento muito perigoso. Na realidade, ele disse, estavam dando cobertura à saída de milhares de combatentes ISIS e centenas de membros de suas famílias.

“Foi tudo teatro”, disse Silo à Reuters.

“O anúncio foi cobertura para aqueles que partiram para Deir Ezzor”, acrescentou.

Na época, a cidade do leste da Síria era o local de uma batalha cruel entre o ISIS e outro grande inimigo – o Exército Sírio. As forças armadas da Síria e as milícias aliadas, incluindo os combatentes muçulmanos xiitas apoiados pelo Irã, têm enfrentado o surgimento generalizado de insurgentes — que receberam apoio ocidental, turco e árabe – e jihadistas desde 2011. Em 2014, os militares russos intervieram a pedido de Assad, dando às tropas sírias e seus parceiros o impulso para retomar a maior parte do país.

FONTE: newsweek.com


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