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Mais 2 palestinos morrem após ataque israelense na Faixa de Gaza

Total de mortos chega a 4 após Israel atacar a Faixa de Gaza e atingir militantes do Hamas; confrontos começaram após Donald Trump reconhecer Jerusalém como capital israelense.
Por G1

Mais dois palestinos morreram neste sábado (9) em um ataque aéreo israelense na Faixa de Gaza contra alvos do movimento palestino Hamas. A Defesa de Israel disse que o bombardeio foi uma resposta a um foguete lançado pelo Hamas na sexta-feira. Os confrontos começaram após o presidente norte-americano, Donald Trump, reconhecer Jerusalém como a capital israelense nesta semana.

"Na manhã de sábado, equipes de resgate encontraram os corpos de dois palestinos que morreram em ataques aéreos israelenses na noite passada no norte da Faixa de Gaza", disse o porta-voz Ashraf Al Qedra.

Com essas duas mortes, subiu para quatro o número de palestinos mortos desde a última sexta-feira (8). Já são mais de 300 feridos desde que o grupo islâmico voltou a atacar Israel, após a decisão do governo americano, tomada na…

Defesa autoriza o Comando da Marinha a comprar o porta-helicópteros Ocean

O período de gestação (da ideia) terminou!


Por Alexandre Galante e Roberto Lopes | Poder Naval

Nove meses depois de ter recebido, ainda informalmente, a oferta de ficar com o porta-helicópteros de assalto anfíbio HMS Ocean (L12), o Comando da Marinha do Brasil (MB) pode, finalmente, iniciar as tratativas formais para a aquisição do navio.


HMS Ocean

O Poder Naval apurou que, semana passada, o Ministério da Defesa (MD) autorizou a MB a negociar os termos em que irá se processar a operação comercial. Na última sexta-feira (01.12), a permissão do MD foi comunicada aos oficiais de 4 estrelas que integram o Almirantado.

Nessa mesma sexta o HMS Ocean atracou no porto israelense de Haifa, dando início à rota que irá leva-lo, diretamente, à boca do Mar Mediterrâneo – etapa final de seu desdobramento como líder da flotilha 2 da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) de prontidão permanente no Mar Mediterrâneo.

Caso haja um mínimo de condições de segurança, o porta-helicópteros deverá agora fazer uma escala no porto egípcio de Alexandria, e depois seguir para o litoral da Argélia – de onde, finalmente, rumará para a Base Naval de Gibraltar.

O HMS Ocean será descomissionado na manhã de 31 de março de 2018, um sábado.

Negociação 

Antes disso receberá a visita de uma equipe de oficiais da Marinha do Brasil, que irá inspecionar o seu sistema de propulsão e se inteirar sobre os equipamentos (sensores e armas) que virão a bordo do navio para o Brasil. Como alguns desses sistemas são de fabricação americana, haverá a necessidade de uma negociação com a US Navy. Mas o momento da relação entre as duas Marinhas é considerado bastante positivo.

HMS Ocean

O Ocean é aguardado com especial ansiedade por dois setores da oficialidade: os da Aviação Naval e do Corpo de Fuzileiros Navais.

Nas mãos da Marinha Real o navio, de 21.500 toneladas, transporta pouco mais de 800 Royal Marines (efetivo correspondente ao de um batalhão reforçado, ou “expedicionário”, como os britânicos costumam chamar) e está apto a embarcar até 18 helicópteros. Mas os chefes da Royal Navy normalmente não trabalham com mais de 12 aeronaves, a fim de facilitar a movimentação e manutenção dessas máquinas nos hangares e oficinas do barco.

O navio poderá operar sem restrições todos os principais helicópteros da Força Aeronaval do Brasil.

Nas operações da Otan ele, comumente, recebe, para treinamento, os convertiplanos V-22 Osprey da Marinha dos Estados Unidos. Aliás, a estrutura do seu convés de voo é robusta o suficiente para receber os caças MacDonnell Douglas AV-8B Harrier II Plus, cujo peso máximo em decolagem vertical é de 9,4 toneladas.

Fontes da MB ouvidas pelo Poder Naval definem o HMS Ocean como o meio que viabiliza um inédito caráter expedicionário na Marinha, permitindo a organização de uma força que incursione a grandes distâncias (costa ocidental africana por exemplo), especialmente no caso de uma operação em conjunto com o navio-doca multipropósito Bahia (G-40), ex-Siroco.

Prazos 

O Comandante da Marinha, almirante Eduardo Leal Ferreira – um entusiasta da vinda do Ocean desde o primeiro momento –, gostaria que o navio estivesse no Brasil ainda no período do seu comando, que, em tese, termina a 31 de dezembro do ano que vem (Leal Ferreira não assumiu o Comando da Marinha a 1º de janeiro de 2015, e sim no dia 6 de fevereiro daquele ano). Mas isso ainda é incerto.

HMS Ocean

Há dúvidas também sobre o nome com que o navio será batizado, mas há uma corrente de oficiais que defende o resgate do nome “Minas Gerais” – binômio que faz o pessoal da MB lembrar com orgulho do seu primeiro navio-aeródromo.

O Poder Naval apurou que o nome “Rio de Janeiro” deverá ficar para o próximo porta-aviões brasileiro.

Depois que chegar ao Brasil, o Ocean deverá passar por um PMG e iniciar uma longa programação de certificações com as aeronaves da Aviação Naval – trabalho que irá se estender por todo o ano de 2019, e resultar em um porta-helicópteros plenamente operacional no ano de 2020.

É possível também que a Marinha abra o convés do seu novo porta-helicópteros a um programa de cooperação com aeronaves do Comando de Aviação do Exército (CAVEX) e da Força Aérea Brasileira (FAB), exatamente como é feito, na Inglaterra, com o Royal Army e com a Royal Air Force – que rotineiramente embarcam seus aparelhos no porta-helicópteros.

Ataques 

A autorização dada pelo Ministério da Defesa deixa o porta-helicópteros britânico a salvo da onda de ataques de articulistas que alvejaram o navio com uma série de análises depreciativas acerca do seu estado geral, e até com uma história sustentada em setembro pelo diário londrino Telegraph, de que o navio, ao passar por Gibraltar a caminho de uma jornada de Assistência Humanitária no Mar do Caribe, registrara problemas nas máquinas.

HMS Ocean

O Ministério da Defesa britânico desmentiu energicamente a notícia, mas seus propagadores no Brasil se “esqueceram” de registrar o desmentido.

Bravo Zulu novo Minas Gerais!

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS DO HMS OCEAN

Tipo, classe: Landing Platform, Helicopter – LPH / único da classe

Construtores: Kvaerner, Govan Ltd., (construção) / Vickers Shipbuilding & Engineering Ltd., Barrow-in-Furness, (acabamento)

STATUS

Contratado: 11 de maio de 1993
Batimento de quilha: 30 de maio de 1994
Lançado: 11 de outubro de 1995
Comissionado: 30 de setembro de 1998
Desativação na RN: 2018

Base: HMNB Devonport, Plymouth
Lema do navio: EX UNDIS SURGIT VICTORIA (das ondas surge a vitória)

DADOS TÉCNICOS

Comprimento: 203,4 metros
Boca: 35 metros
Calado: 6,5 metros
Deslocamento: 21.500 toneladas
Velocidade: 15 nós (28 km/h) – cruzeiro / 18 nós (33 km/h) – máxima
Alcance: 8.000 milhas náuticas (13.000 km)
Tripulação: 285 (navio) + 188 (tripulação aérea)

PROPULSÃO

2 motores a diesel Crossley-Pielstick V12
2 eixos / 2 hélices

ARMAMENTO

4 x canhões DS30M Mk.2 30mm
3 x CIWS Phalanx
4 x Miniguns 7.62mm

AVIAÇÃO

Grande convés de voo / hangar para até 18 helicópteros (Sea King, Lynx, Merlin, Chinook, Apache, Wildcat).

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