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Putin passa para Trump a responsabilidade de resolver conflito na Síria

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, passou a bola para que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seja o responsável por resolver o conflito na Síria.
EFE

Helsinque - Em entrevista coletiva conjunta realizada nesta segunda-feira, em Helsinque, após a primeira cúpula entre os dois líderes, Putin também deu para Trump uma bola oficial da Copa do Mundo.

"No que se refere ao fato de a bola da Síria estar no nosso telhado, senhor presidente, o senhor acaba de dizer que organizamos com sucesso o Mundial de Futebol. Portanto, quero agora entregar esta bola. Agora, a bola está do seu lado", disse Putin.

O presidente russo fazia uma referência a uma frase do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que havia afirmado que a bola para resolver o conflito na Síria estava no telhado do Kremlin.

Trump agradeceu pelo presente e disse estar confiante de que EUA, México e Canadá organizarão em 2026 uma Copa do Mundo tão bem-sucedida como a da Rússia.

Na sequência, o presidente americ…

Forças especiais dos EUA: por que Washington envia seus melhores soldados à morte?

As forças especiais norte-americanas estão ficando cada vez menos "especiais", já que os estrategistas de Washington estão envolvendo cada vez mais este tipo de forças em quaisquer missões, mesmo as de menor importância.


Sputnik

Pela primeira vez na história, em 2016 as perdas das forças especiais dos EUA superaram as das tropas convencionais; a mesma estatística caracteriza o ano seguinte. Os melhores soldados estadunidenses lutam e morrem muito longe da sua Pátria. A edição russa Lenta.ru estudou como os EUA estão mudando seus métodos de guerra moderna e o que está acontecendo com os soldados norte-americanas mais corajosos.


Soldados estadunidenses carregam caixão do sargento morto na Níger
Soldados estadunidenses carregam caixão do sargento morto na Níger © AP PHOTO/ PFC. LANE HISER/ U.S. ARMY

"Não sabemos com precisão onde estamos presentes no mundo e o que lá fazemos", afirmou o senador Lindsey Graham, coronel norte-americano e membro do Comitê das Forças Armadas, que devia dispor de informações sobre a presença militar dos EUA por todo o mundo.

"Eu não sabia que temos mil soldados no Níger", confessou ele em entrevista à NBC News depois de os terroristas terem morto quatro soldados das forças especiais neste país africano.

Contudo, isso é explicável. De acordo com o Comando Conjunto de Operações Especiais (JSOC) dos EUA, as forças estadunidenses estão presentes em permanência em mais de 80 países do mundo. Elas ajudam a vigiar e eliminar terroristas, a combater o tráfico de drogas e a treinar os militares locais.

"O número do contingente das forças especiais dobrou, os soldados são enviados para missões com mais frequência e por prazos cada vez maiores. Hoje em dia, seu comando inclui quase 70 generais e almirantes, enquanto 10 anos atrás eles eram apenas 9", escreveu ainda em 2013 a funcionária da Rand Corporation, Linda Robinson.

Vale destacar que, em 2001, em várias partes do mundo operavam 2,9 mil soldados de forças especiais dos EUA; no momento, este número corresponde a 8 mil.

Soldados para todas as ocasiões

"É importante entender por que as forças especiais se transformaram de um meio de apoio em protagonistas principais. Assim será mais fácil entender por que os EUA passam dificuldades em suas campanhas militares atuais, no Afeganistão e Iraque, contra o Daesh e Al-Qaeda [duas organizações terroristas proibidas na Rússia e em vários outros países] e suas filiais na Líbia e Iêmen, e nas campanhas não declaradas nos países do Báltico, Polônia e Ucrânia, que não encaixam no modelo de guerra tradicional norte-americano", assinalou em entrevista ao Combating Terrorism Center o ex-chefe do JSOC, Charles Cleveland.

Há muitas vantagens em envolver as forças especiais: o custo de uma missão com sua participação é mais baixo do que enviar um enorme contingente militar. Os soldados deste tipo de forças são mais universais, sendo capazes de eliminar algum terrorista influente ou assegurar o cumprimento de qualquer acordo diplomático temporário entre os lados em confronto.

Além do mais, o envio de forças especiais não provoca um descontentamento público, já que aos conflitos em selvas distantes ou a desertos cheios de jihadistas não são enviados seus vizinhos, que se juntaram ao exército para conseguir um emprego ou formação acadêmica gratuita, mas profissionais que combatem voluntariosamente em destacamentos de elite.

Sendo assim, os resultados dessa realidade são controversos. Os presidentes norte-americanos têm a tentação de resolver qualquer problema militar através do envolvimento de forças especiais a fim de evitar uma intervenção militar e negociar um compromisso político.

Soldados se cansaram

O uso ativo de forças especiais às vezes falha. Por exemplo, no fim de janeiro, durante um ataque contra objetivos da infraestrutura da Al-Qaeda no Iêmen, morreu um dos soldados dos Navy SEALs, a força de operações especiais da Marinha dos EUA, três outros ficaram feridos. Em outubro, quatro soldados norte-americanos morreram em resultado de um ataque terrorista no Níger.

Aparentemente, a eficácia das operações especiais vem diminuindo dramaticamente: desde 2001, os soldados estadunidenses eliminaram milhares de terroristas e seus chefes no Paquistão e Afeganistão, contudo, os talibãs continuam mais fortes do que nunca.

De acordo com os dados do Departamento de Estado, durante os últimos oito anos, apesar de mais de 200 ataques aéreos do JCOS e parcialmente da CIA, as forças da Al-Qaeda na península da Arábia subiu de algumas centenas para quatro mil.

Contudo, a culpa não é das próprias forças especiais, mas sim dos líderes políticos e comandantes de alto escalão, que não conseguem elaborar uma estratégia inteligente de utilização desses soldados de elevado profissionalismo.

Não é a nossa guerra

Por sua vez, a atitude dos norte-americanos comuns perante as tropas mais competentes do país vem mudando também.

"As forças especiais norte-americanas viraram uma espécie de versão da Legião Estrangeira francesa. A força da Legião é que ela é toda composta de estrangeiros. Os parisienses não ficarão preocupados se em algum lugar do mundo morrerem vários legionários, já que eles não são 'dos nossos'. As nossas forças especiais se tornaram em uma força desse tipo", assinalou em entrevista ao VICE um sargento norte-americano de forças especiais pedindo anonimato.

De acordo com ele, as forças especiais atuais dos EUA são percebidas como se fossem um exército composto de estrangeiros. Os cidadãos do país não sentem uma ligação com os combatentes. Por sua vez, os próprios soldados destas tropas não recebem o devido reconhecimento por parte das autoridades e da sociedade.

É difícil que alguma coisa mude no futuro mais próximo. Sendo assim, cedo ou tarde Washington vai ter de encarar a necessidade de reformar suas tropas mais competentes.


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