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Putin passa para Trump a responsabilidade de resolver conflito na Síria

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, passou a bola para que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seja o responsável por resolver o conflito na Síria.
EFE

Helsinque - Em entrevista coletiva conjunta realizada nesta segunda-feira, em Helsinque, após a primeira cúpula entre os dois líderes, Putin também deu para Trump uma bola oficial da Copa do Mundo.

"No que se refere ao fato de a bola da Síria estar no nosso telhado, senhor presidente, o senhor acaba de dizer que organizamos com sucesso o Mundial de Futebol. Portanto, quero agora entregar esta bola. Agora, a bola está do seu lado", disse Putin.

O presidente russo fazia uma referência a uma frase do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que havia afirmado que a bola para resolver o conflito na Síria estava no telhado do Kremlin.

Trump agradeceu pelo presente e disse estar confiante de que EUA, México e Canadá organizarão em 2026 uma Copa do Mundo tão bem-sucedida como a da Rússia.

Na sequência, o presidente americ…

Goa Shipyard participará da concorrência para a construção da Corveta ‘Tamandaré’

O estaleiro do Governo da Índia com 60 anos de história, o Goa Shipyard Ltd. (GSL) opera sob o controle administrativo do seu Ministério da Defesa.


Luiz Padilha | Defesa Aérea & Naval

No Brasil, o GSL está participando do processo de seleção internacional do Main Contractor que deverá auxiliar a indústria naval brasileira na construção da classe Tamandaré de quatro novas corvetas, um Projeto original da Marinha do Brasil, a Corveta Classe Tamandaré representa a evolução natural do exitoso programa de criação da Corveta Classe Barroso.


Reprodução

Maior estaleiro exportador de navios do subcontinente indiano, o Goa Shipyard Ltd. exibe um histórico incomparável no cumprimento de prazos e orçamentos, tendo construído mais de 200 navios de superfície para a Indian Navy, Guarda Costeira, clientes privados e governos estrangeiros. Nos últimos anos o GSL construiu e entregou quatro unidades do Naval Offshore Vessel (NOPV), deslocando 2300t, para a Marinha da Índia e outros dois desta classe para a marinha do vizinho Sri Lanka com negociações em andamento em vários outros países. Este modelo foi totalmente projetado pelo seu pessoal técnico.

O GSL é reconhecido como um Research & Development Unit pelo Governo da Índia realizando pesquisa e desenvolvimento de uma variedade de plataformas além de integração de sistemas de armas. Duas fragatas de 4000t da classe Teg, equipadas com o sistema de mísseis Brahmos, foram recentemente contratadas para a Marinha da India ao estaleiro GSL. É esperado que o estaleiro de Goa venha a construir doze navios de contramedidas de minas para a Marinha indiana.

O Goa Shipyards Ltd. identificou significativas semelhanças entre o programa de construção naval e de desenvolvimento da indústria de Defesa local da Marinha do Brasil com seu congênere da Marinha indiana. Ambos buscam assegurar às suas Marinhas o suprimento garantido e soberano de modernos meios navais e de seus sistemas e armas embarcados. Conforme estipulado pela MB o GSL apresenta no seu histórico de construção navios militares alguns com deslocamento superior a 2.500t.

Com apenas 3.700km2 e uma população de 1,459 milhão de moradores, Goa se constitui hoje no menor dos estados da Índia, exibindo assim o maior Produto Doméstico Bruto per capita entre todos os estados da Índia. A sede do estaleiro Goa fica em Vasco da Gama, cidade batizada em homenagem ao famoso descobridor português.

Brasil e Índia, nações recentemente combinados sob a sigla “BRICS”, compartilham entre si uma longa história com inúmeras raízes em comum. O Brasil inclusive tendo sido descoberto em 1.500 por uma esquadra portuguesa destinada à Índia. Por cerca de 450 anos os enclaves de Goa, Damão e Diu foram postos de troca, colônias, eventualmente territórios ultramarinos portugueses sendo em 1961 foram finalmente reanexados à Índia. Adicionalmente ambas as marinhas foram profundamente influenciadas na sua formação pela cultura operacional da Royal Navy britânica.

Por dispor de um completo departamento interno dedicado a pesquisa e desenvolvimento (R&D), o estaleiro Goa vem se destacado no mercado asiático. Ter esta capacidade lhe permite usar seus técnicos para revisar e validar o projeto da nova corveta brasileira tendo em vista ela ter nascido no Centro de Projeto de Navios (CPN) da Diretoria de Engenharia da Marinha do Brasil (DEN) e posteriormente ter sido refinado por outro estaleiro internacional antes mesmo de se iniciar sua construção. Esta capacidade contribui bastante para reduzir o nível de risco inerente a qualquer novo projeto, como são as Corvetas Classe Tamandaré, reforçando a posição da Índia e especialmente do GSL como o melhor parceiro internacional para o Brasil neste setor no longo prazo. A capacidade de R&D do estaleiro Goa é atestada tanto pelo Governo Indiano, quanto pela sua Marinha e por seu Departamento de Defesa.

Visando aumentar suas perspectivas de sucesso no Brasil, um mercado totalmente novo para empresa, o estaleiro GSL se encontra nas negociações finais com uma empresa multinacional para auxiliá-lo a formular uma proposta comercial que atenda da melhor maneira aos requerimentos atuais e o nível de suporte futuro demandados pela Marinha do Brasil. A parceria montada entre o estaleiro GSL e esta empresa tem a intenção de substancialmente reforçar a confiança da MB no estaleiro indiano, a partir de sua positiva experiência pregressa trabalhando com esta multinacional em vários projetos nos últimos 20 anos representa no Brasil algumas das mais destacadas empresas internacionais de material de defesa, atuando sempre com a máxima transparência e em grande proximidade e sinergia com a Marinha, o Exército e a Força Aérea Brasileira.


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