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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
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Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

Guerra entre EUA e Coreia do Norte em 2018 é um cenário real?

Após as eleições de 2016, o presidente dos EUA Barack Obama avisou o presidente eleito Donald Trump que a Coreia do Norte iria ser o maior desafio para a política externa dele.


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O aviso virou presciente. Apesar do fato de Trump, como presidente, ser muito mais aberto a negociações diretas com a Coreia do Norte do que os outros políticos, ele está trocando ameaças e afrontas pessoais com Kim Jong-un em um nível sem precedentes, afirmou o analista Curt Mills no seu artigo para o The National Interest.


Militares norte-coreanos são vistos dentro de um veículo militar durante os festejos para comemorar os 105 anos de nascimento de Kim Jong-il
Militares norte-coreanos em blindado © Sputnik/ Ilia Pitalev

As discussões em Washington, no Congresso e nos departamentos de Defesa e de Estado, especulam que o ano de 2018 pode ser marcado por uma guerra com a Coreia do Norte ou por um ataque tático dos EUA. Todos os indicadores mostram que Trump não aceitará a Coreia do Norte como potência nuclear.

Alguns se mostram céticos com a possibilidade de uma guerra com a Coreia do Norte em 2018.

"A solução militar não existe, esqueçam", comunicou o ex-chefe da Casa Branca Steve Bannon ao jornalista Robert Kuttner, coeditor do The American Prospect. O próprio Kuttner também é cético sobre o assunto.

Entretanto, de acordo com o autor do artigo, existe um relatório informal das fontes dos departamentos de Estado e de Defesa que não são tão otimistas.

De acordo com um consultor anônimo citado pelo o autor, existe a possibilidade de 40% de uma atividade militar dos EUA em 2018.

O analista militar e diretor de pesquisas no domínio da defesa no Centro do The National Interest, Harry Kazianis, opina que existe uma grande causa para preocupações.

"Diria que a possibilidade de haver uma guerra entre os EUA e seus aliados e a Coreia do Norte é um pouco inferior a 50%", afirmou Harry Kazianis, acrescentando que o risco cresce a cada dia.

De acordo com o autor, um ex-responsável oficial do Departamento de Estado anunciou uma percentagem mais elevada para uma guerra em 2018 – 55%.

A publicação aponta também, citando ex-funcionários do Departamento de Estado, que a última decisão do Comitê Olímpico Internacional de banir a Rússia das Olimpíadas na Coreia do Sul pode compelir Moscou a apoiar a Coreia do Norte.


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