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Por que alguns países ocidentais não querem libertação de Idlib?

A libertação de Idlib marcará a vitória total das forças governamentais e o fracasso dos planos de países ocidentais de derrubar as autoridades legítimas sírias.
Sputnik

No entanto, segundo Pierre Le Corf, ativista francês que vive em Aleppo, a tarefa não será fácil. 


"Será muito difícil libertar Idlib, porque todas as forças da coalizão lideradas pelos EUA e governos [ocidentais] envolvidos na guerra até o momento se opõem à libertação da província", disse Le Corf à Sputnik França.

Ele comentou que assim que a província síria de Idlib for libertada, terá que "libertar as zonas ocupadas ilegalmente pelos EUA, França e até pela Itália no norte do país". Por esse motivo, nenhum desses países quer a libertação da província.

Le Corf salientou que a intenção de manter o status atual poderia levar a "um massacre da população civil de Idlib", referindo-se às múltiplas advertências dos militares sírios e russos sobre a possível encenação de ataques químicos com o prop…

Guerra esquecida: conflito na RD Congo é pior que na 'Síria, Iêmen e Iraque'

Pelo segundo ano consecutivo, a República Democrática do Congo tem sido o epicentro da pior crise de deslocamento de pessoas devido a um conflito armado, crise que ultrapassa as guerras civis no Iraque, na Síria e no Iêmen, segundo grupos de direitos humanos. Mas quase ninguém fala do que se passa no país.


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Segundo os dados da ONU, 1,7 milhões de residentes do Congo foram forçados a fugir de suas casas em 2017 — 5,5 mil pessoas por dia. No total, o número de pessoas deslocadas atinge 4,21 milhões, com outros 7 milhões correndo o risco de fome.


Soldados do Exército da República Democrática do Congo durante uma operação contra rebeldes (foto de arquivo)
Soldados do exército do Congo © AP Photo/ Joseph Kay

"Esta é uma crise enorme. A escala de pessoas fugindo da violência é fora do comum, ultrapassando a Síria, o Iêmen e o Iraque", disse Ulrika Blom, diretor do Conselho Norueguês para os Refugiados no Congo. "As comunidades na República Democrática do Congo estão sendo duplamente esmagadas — pelo conflito brutal e pela crise política cada vez pior", acrescentou.

No Congo teve lugar a Grande Guerra Africana, o mais sangrento conflito armado desde a Segunda Guerra Mundial. A guerra durou cinco anos entre 1998 e 2003, matando 5,4 milhões de pessoas, segundo estimativas. Desde então, a situação no Congo tem permanecido instável.

Grupos de rebeldes e insurgentes continuam resistindo ao governo de Kinshasa (capital do país). De acordo com os números da Igreja Católica, desde agosto de 2016 morreram 3.300 pessoas e mais de um milhão foram deslocadas como resultado dos combates entres tribos rebeldes e o exército congolês.

A situação se agravou ainda mais após o presidente Joseph Kabila ter recusado ceder o poder no fim de seu segundo mandato, conforme a Constituição. Kabila lidera o país desde 2011, mas seu governo não tem tido sucesso em combater os numerosos grupos militantes; os sofrimentos da população continuam.

A ajuda internacional quase não se sente por causa da falta de cobertura midiática do conflito. Ao contrário dos países do Oriente Médio, também abalados por conflitos, o Congo não representa um cruzamento de interesses geopolíticos. Apesar da nação ter imensos recursos naturais, possui baixo nível de infraestruturas e a população quase toda vive na pobreza.

"Fadiga de doadores, desinteresse geopolítico e crises concorrentes baixaram a RD Congo na lista de prioridades da comunidade internacional. Esta tendência mortal é paga por milhões de congoleses. Caso não nos esforcemos agora, a fome em massa vai se espalhar e as pessoas vão morrer", afirmou Ulrika Blom.

No entanto, os ministros do governo descartam as informações sobre o número de pessoas deslocadas. Segundo eles, estas "são menos de um milhão". Afirmam também que as pessoas deslocadas não fogem do conflito mas tentam voltar para casas de países vizinhos.

Ainda que a RD Congo seja o país com o maior número de pessoas deslocadas, não é o único. Em toda a África há 12,6 milhões de deslocados, muitos chegando da República Centro-Africana, Etiópia, Sudão e Sudão do Sul.


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