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Reino Unido reforçará sua presença militar no Ártico para se opor à Rússia, diz mídia

O ministro da Defesa britânico, Gavin Williamson, disse que o Reino Unido pretende reforçar a presença militar no Ártico para “proteger” o flanco norte da OTAN das ações da Rússia, segundo o diário The Telegraph.
Sputnik

Segundo o jornal, mais de 1.000 fuzileiros navais da Marinha britânica farão treinamentos anuais com colegas noruegueses no âmbito de um programa previsto para dez anos, formando no futuro próximo um novo destacamento, assinalou Williamson durante uma visita à base militar em Bardufoss, na Noruega.


O ministro britânico mencionou também que o Reino Unido enviará no próximo ano para a região do Ártico um avião de patrulha marítima Poseidon P8 para vigiar a atividade crescente dos submarinos russos.

"Queremos melhorar nossas capacidades em condições de temperaturas abaixo de zero, aprendendo com antigos aliados, tais como a Noruega, ou monitorando as ameaças submarinas com nossos aviões Poseidon. Nos manteremos atentos a novos desafios", afirmou Williamson.

O minist…

Guerra esquecida: conflito na RD Congo é pior que na 'Síria, Iêmen e Iraque'

Pelo segundo ano consecutivo, a República Democrática do Congo tem sido o epicentro da pior crise de deslocamento de pessoas devido a um conflito armado, crise que ultrapassa as guerras civis no Iraque, na Síria e no Iêmen, segundo grupos de direitos humanos. Mas quase ninguém fala do que se passa no país.


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Segundo os dados da ONU, 1,7 milhões de residentes do Congo foram forçados a fugir de suas casas em 2017 — 5,5 mil pessoas por dia. No total, o número de pessoas deslocadas atinge 4,21 milhões, com outros 7 milhões correndo o risco de fome.


Soldados do Exército da República Democrática do Congo durante uma operação contra rebeldes (foto de arquivo)
Soldados do exército do Congo © AP Photo/ Joseph Kay

"Esta é uma crise enorme. A escala de pessoas fugindo da violência é fora do comum, ultrapassando a Síria, o Iêmen e o Iraque", disse Ulrika Blom, diretor do Conselho Norueguês para os Refugiados no Congo. "As comunidades na República Democrática do Congo estão sendo duplamente esmagadas — pelo conflito brutal e pela crise política cada vez pior", acrescentou.

No Congo teve lugar a Grande Guerra Africana, o mais sangrento conflito armado desde a Segunda Guerra Mundial. A guerra durou cinco anos entre 1998 e 2003, matando 5,4 milhões de pessoas, segundo estimativas. Desde então, a situação no Congo tem permanecido instável.

Grupos de rebeldes e insurgentes continuam resistindo ao governo de Kinshasa (capital do país). De acordo com os números da Igreja Católica, desde agosto de 2016 morreram 3.300 pessoas e mais de um milhão foram deslocadas como resultado dos combates entres tribos rebeldes e o exército congolês.

A situação se agravou ainda mais após o presidente Joseph Kabila ter recusado ceder o poder no fim de seu segundo mandato, conforme a Constituição. Kabila lidera o país desde 2011, mas seu governo não tem tido sucesso em combater os numerosos grupos militantes; os sofrimentos da população continuam.

A ajuda internacional quase não se sente por causa da falta de cobertura midiática do conflito. Ao contrário dos países do Oriente Médio, também abalados por conflitos, o Congo não representa um cruzamento de interesses geopolíticos. Apesar da nação ter imensos recursos naturais, possui baixo nível de infraestruturas e a população quase toda vive na pobreza.

"Fadiga de doadores, desinteresse geopolítico e crises concorrentes baixaram a RD Congo na lista de prioridades da comunidade internacional. Esta tendência mortal é paga por milhões de congoleses. Caso não nos esforcemos agora, a fome em massa vai se espalhar e as pessoas vão morrer", afirmou Ulrika Blom.

No entanto, os ministros do governo descartam as informações sobre o número de pessoas deslocadas. Segundo eles, estas "são menos de um milhão". Afirmam também que as pessoas deslocadas não fogem do conflito mas tentam voltar para casas de países vizinhos.

Ainda que a RD Congo seja o país com o maior número de pessoas deslocadas, não é o único. Em toda a África há 12,6 milhões de deslocados, muitos chegando da República Centro-Africana, Etiópia, Sudão e Sudão do Sul.


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