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Erdogan diz que Turquia continuará operação na Síria, pactuada com Moscou

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou nesta segunda-feira que seu país não interromperá sua operação militar lançada no sábado contra as milícias curdas aliadas dos Estados Unidos no norte da Síria e insistiu que esta operação está pactuada com a Rússia.
EFE

"Não vamos retroceder em Afrin. Falamos com os russos e há consenso", disse o político islamita em relação à região do norte da Síria nas mãos das milícias curdas Unidades de Proteção do Povo (YPG), que Ancara considera terroristas e aliadas da guerrilha curda da Turquia, o PKK.


Erdogan voltou a acusar os EUA de armar e apoiar as YPG, aliadas de Washington contra o grupo jihadista Estado Islâmico.

"Não são honestos conosco. Continuaremos o nosso caminho no marco das conversações que mantemos com a Rússia", apontou.

"Queríamos comprar armas (com os EUA). Não nos deram e entregaram as mesmas armas a organizações terroristas. Que tipo de aliança estratégica é essa?", afirmou o presidente da T…

'Inesperado': estaria a Finlândia espionando tropas russas no norte do país?

As informações obtidas de reportagens da mídia sobre uma agência finlandesa, que supostamente colocou as tropas russas no norte do país sob vigilância, causaram surpresa em Moscou, disse Andrey Krasov, primeiro vice-presidente do Comitê de Defesa da Câmara da Rússia, à Sputnik neste domingo.


Sputnik

No sábado, o jornal Helsingin Sanomat informou que havia uma agência de inteligência na cidade de Tikkakoski, no centro da Finlândia, que supostamente colocara sob vigilância as tropas russas no território do antigo distrito militar de Leningrado.


Presidente da Finlândia, Sauli Niinisto, e da Rússia, Vladimir Putin
Presidente da Finlândia Sauli Niinisto, e o da Rússia Vladimir Putin © Sputnik/ Alexei Druzhinin

"Nós temos que verificar essa informação, seja ela mesmo verdadeira. De qualquer forma, sempre dissemos que estamos prontos para construir relações amigáveis. Mas não esperamos algo assim dos nossos colegas finlandeses, se a informação for confirmada. Falando francamente, é uma atitude muito inesperada", disse Krasov.

O congressista acrescentou que essa medida só demonstrou que a vigilância das tropas russas estava sendo realizada não só nos Estados-membros da OTAN, mas também nos chamados Estados neutros, incluindo a Finlândia.

"Esta informação nos mostra novamente que há muitas tropas [estrangeiras] em nossas fronteiras", ressaltou Krasov.

Moscou advertiu repetidamente a OTAN contra o acúmulo militar perto de suas fronteiras, dizendo que tal movimento é provocativo e pode levar à desestabilização regional e global.

Em particular, a aliança ocidental tem impulsionado a sua presença militar na Europa Oriental, citando a alegada imigração da Rússia na crise da Ucrânia em 2014. Na sequência da cúpula de julho de 2016, a OTAN anunciou que iria implementar quatro batalhões multinacionais para a Lituânia, Letônia, Estônia e Polônia.


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