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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
Sputnik

Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

Lavrov: presença militar ilegal dos EUA põe em questão integridade da Síria

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, espera que no próximo ano a situação na Síria continue a se estabilizar e se alcance uma solução política a longo prazo.


Sputnik

Existem todas as condições para a solução da crise. O exército sírio, com a ajuda da Força Aeroespacial da Rússia, derrotou o Daesh (organização terrorista proibida na Rússia), privando o que resta dos militantes de capacidades de combate, declarou o chanceler russo em entrevista à RIA Novosti.


Soldados sírios durante o desfile organizado pelo presidente do país, Bashar Assad, que marca o primeiro aniversário da retomada de Aleppo, 21 de dezembro de 2017
Desfile militar do exército sírio © AFP 2017/ George OURFALIAN

"Hoje em dia, o povo sírio tem que elaborar um novo contrato social que seria a base da Síria renovada no futuro. Ninguém tem o direito de impor a sua vontade à Síria, ditar fórmulas prontas. Somente o povo sírio, diverso no plano étnico e confessional, pode e deve decidir como viver no seu país."

A Rússia continua promovendo a iniciativa de convocação do Congresso do Diálogo Nacional Sírio, que visa implementar a ideia do diálogo sírio inclusivo, facilitar as negociações entre as delegações do governo da Síria e da oposição sob os auspícios da ONU em Genebra. No âmbito das negociações em Genebra, devem ser finalizados os acordos alcançados com base no consentimento mútuo das partes sírias quanto à reforma constitucional e as eleições sob a vigilância da ONU.

Nas negociações com os EUA, frisou Lavrov, a Rússia sempre levanta a questão da falta de legitimidade, do ponto de vista do direito internacional, da atividade militar de Washington no território sírio. Depois da derrota dos terroristas no país, a presença militar dos EUA é injustificada, sendo difícil para o governo norte-americano encontrar um pretexto para permanecer militarmente no país.

"Na prática, a presença ilegal dos soldados norte-americanos cria obstáculos reais na questão da resolução política, põe em causa a integridade do país".

Sergei Lavrov adicionou ainda que, na cooperação com os parceiros regionais e internacionais, é necessário respeitar a soberania, a independência e a integridade territorial da Síria.


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