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Erdogan diz que Turquia continuará operação na Síria, pactuada com Moscou

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou nesta segunda-feira que seu país não interromperá sua operação militar lançada no sábado contra as milícias curdas aliadas dos Estados Unidos no norte da Síria e insistiu que esta operação está pactuada com a Rússia.
EFE

"Não vamos retroceder em Afrin. Falamos com os russos e há consenso", disse o político islamita em relação à região do norte da Síria nas mãos das milícias curdas Unidades de Proteção do Povo (YPG), que Ancara considera terroristas e aliadas da guerrilha curda da Turquia, o PKK.


Erdogan voltou a acusar os EUA de armar e apoiar as YPG, aliadas de Washington contra o grupo jihadista Estado Islâmico.

"Não são honestos conosco. Continuaremos o nosso caminho no marco das conversações que mantemos com a Rússia", apontou.

"Queríamos comprar armas (com os EUA). Não nos deram e entregaram as mesmas armas a organizações terroristas. Que tipo de aliança estratégica é essa?", afirmou o presidente da T…

Lavrov: presença militar ilegal dos EUA põe em questão integridade da Síria

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, espera que no próximo ano a situação na Síria continue a se estabilizar e se alcance uma solução política a longo prazo.


Sputnik

Existem todas as condições para a solução da crise. O exército sírio, com a ajuda da Força Aeroespacial da Rússia, derrotou o Daesh (organização terrorista proibida na Rússia), privando o que resta dos militantes de capacidades de combate, declarou o chanceler russo em entrevista à RIA Novosti.


Soldados sírios durante o desfile organizado pelo presidente do país, Bashar Assad, que marca o primeiro aniversário da retomada de Aleppo, 21 de dezembro de 2017
Desfile militar do exército sírio © AFP 2017/ George OURFALIAN

"Hoje em dia, o povo sírio tem que elaborar um novo contrato social que seria a base da Síria renovada no futuro. Ninguém tem o direito de impor a sua vontade à Síria, ditar fórmulas prontas. Somente o povo sírio, diverso no plano étnico e confessional, pode e deve decidir como viver no seu país."

A Rússia continua promovendo a iniciativa de convocação do Congresso do Diálogo Nacional Sírio, que visa implementar a ideia do diálogo sírio inclusivo, facilitar as negociações entre as delegações do governo da Síria e da oposição sob os auspícios da ONU em Genebra. No âmbito das negociações em Genebra, devem ser finalizados os acordos alcançados com base no consentimento mútuo das partes sírias quanto à reforma constitucional e as eleições sob a vigilância da ONU.

Nas negociações com os EUA, frisou Lavrov, a Rússia sempre levanta a questão da falta de legitimidade, do ponto de vista do direito internacional, da atividade militar de Washington no território sírio. Depois da derrota dos terroristas no país, a presença militar dos EUA é injustificada, sendo difícil para o governo norte-americano encontrar um pretexto para permanecer militarmente no país.

"Na prática, a presença ilegal dos soldados norte-americanos cria obstáculos reais na questão da resolução política, põe em causa a integridade do país".

Sergei Lavrov adicionou ainda que, na cooperação com os parceiros regionais e internacionais, é necessário respeitar a soberania, a independência e a integridade territorial da Síria.


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