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Marinha do Brasil simula resgate de civis em área de conflito ou desastre natural (VÍDEO)

A Marinha do Brasil realizou entre os dias 6 e 14 de novembro a Operação Atlântico, na praia de Itaoca, no Espírito Santo. A simulação deste ano treinou os oficiais para casos em que houvesse resgate de civis em uma área de conflito armado ou que foram alvos de desastres naturais.
Sputnik

Era por volta de 5h40 do dia 10 de novembro, um sábado, ainda estava amanhecendo, quando o Almirante Paulo Martinho Zucaro, Comandante da Força de Fuzileiros da Esquadra, olhou e disse para a reportagem da Sputnik Brasil: "É guerra".


A declaração foi dada para explicar os motivos de se realizar um treinamento deste porte mesmo em condições extremamente desfavoráveis. A chuva era forte, as ondas na beira da praia atingiam 1,5 metros e os ventos chegaram a 20 km/h. O nível de dificuldade preocupava o alto comando, mas não foi um problema para os fuzileiros e marinheiros.

Antes do amanhecer, sete Carros Lagarta Anfíbios (CLAnf) chegaram à praia e deram início ao desembarque. Após eles chegarem foi…

Marinha do Vietnã faz o 1º lançamento de um míssil desde um submarino submerso

Aconteceu na sexta-feira passada (22.12).


Por Roberto Lopes | Poder Naval

Durante uma longa reportagem sobre o 73º aniversário de fundação do Exército Popular do Vietnã, o telejornal das 7 da noite da emissora VTV-1, de Hanói, noticiou, pela primeira vez, o disparo do míssil de procedência russa Club-S 3M-54E, a partir de um dos (seis) novos submarinos classe Kilo, adquiridos à Rússia pela Marinha do Povo Vietnamita (Hải quân nhân dân Việt Nam).


Reprodução

A matéria da VTV ressaltou: parte das forças navais vietnamitas – “os punhos do mar” – constituem a força de dissuasão da Marinha “diante de forças hostis lá fora”. E os “punhos” mais proeminentes são os mísseis de cruzeiro 3M-54E, que vem sendo instalados na moderna classe Kilo de submarinos de ataque diesel-elétricos.

Segundo os registros do Instituto Internacional de Pesquisa Para a Paz de Estocolmo, em 2009 o governo de Hanói encomendou à indústria russa um lote de 40 mísseis de cruzeiro antinavio do modelo 3M-54E Club-S.

Na noite da última sexta, a VTV-1 informou que essas armas voam para seus alvos à velocidade de Mach 2.9, superando fases distintas.

Em um estágio inicial, o míssil irá se valer de uma impulsão de ar comprimido sob alta pressão a bordo do submarino, permitindo que ele saia pelo tubo lança-torpedos, emerja completamente e se distancie das ondas por alguns metros, antes que uma nova propulsão comece a queimar o combustível (sólido) do voo propriamente dito.

O vetor 3M-54E cortará os ares a uma altitude baixa, em torno dos 30 m acima da superfície do mar. A última etapa esse deslocamento geralmente começa quando o míssil se encontra a uns 15 km do alvo – distância que será coberta em não mais do que 20 segundos.

“Soberania no mar” 

A reportagem da tevê vietnamita sublinhou: “após cinco anos de desenvolvimento, as forças de superfície e submarinas da Marinha vietnamita alcançaram fortalecer a soberania nacional sobre o mar. Helicópteros antissubmarinos e hidroaviões da Força Aérea Naval operam dia e noite, contribuindo para garantir a salvaguarda das ilhas em mar aberto”.

A VTV-1 mencionou ainda, na noite da sexta, as fragatas classe Gepard e as corvetas porta-mísseis tipo Molniya (todas embarcações de construção russa), que a reportagem definiu como “os navios-capitânia da Marinha vietnamita”.

Nas imagens que mostraram o lançamento do míssil Club, corvetas Molniya são vistas disparando, de ambos os bordos, o míssil antinavio tipo Uran-E – variante de exportação do modelo russo de mísseis superfície-superfície Kh-35 –, cujo alcance, carregando uma ogiva de 145kg de alto teor explosivo, pode ser ajustado para distâncias de até 300 km.

Cada navio Molniya está apto a transportar até 16 vetores Uran-E.

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