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Análise: presidente ucraniano mata sua indústria ao introduzir novas sanções contra Rússia

O presidente da Ucrânia, Pyotr Poroshenko, assinou um decreto sobre as sanções contra a Rússia adotadas pelo Conselho de Defesa e Segurança Nacional da Ucrânia. O especialista Eduard Popov falou com a Sputnik e indicou qual o principal objetivo perseguido pelo governo ucraniano com tal iniciativa.
Sputnik

Em 2 de maio, o Conselho de Defesa e Segurança Nacional da Ucrânia ampliou as medidas restritivas em relação a diversas pessoas físicas e jurídicas russas, bem como prolongou a vigência das sanções introduzidas anteriormente.

Segundo informou a assessoria de imprensa da entidade, as sanções são aplicadas a pessoas "relacionadas com a agressão no ciberespaço e no campo informacional" contra a Ucrânia, "ações criminosas" contra os cidadãos ucranianos detidos na Rússia, bem como aos deputados da Duma de Estado e do Conselho da Federação da Rússia.

O diretor do Centro de Cooperação Pública e Informativa "Europa", Eduardo Popov, disse ao serviço russo da Rádio Sp…

Mogherini diz que decisão de Trump pode levar 'a tempos mais obscuros'

A alta representante da União Europeia (UE) para Política Externa, Federica Mogherini, afirmou nesta quinta-feira que a decisão do presidente americano, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel poderia dirigir "a tempos mais obscuros" e ter um impacto "muito preocupante".


EFE

"O anúncio de Trump sobre Jerusalém tem um impacto potencial muito preocupante. É um contexto muito frágil e o anúncio tem o potencial de nos levar para trás, a tempos mais obscuros do que os que já estamos vivendo", comentou a política italiana durante uma breve entrevista coletiva.


A alta representante da União Europeia (UE) para Política Externa, Federica Mogherini. EFE/ Olivier Hoslet
A alta representante da União Europeia (UE) para Política Externa, Federica Mogherini. EFE/ Olivier Hoslet

Mogherini acrescentou que a proposta do líder poderia reduzir o papel de Washington no Oriente Médio e gerar mais confusão.

"É parte das preocupações que temos, de que este movimento poderia reduzir o papel potencial que os Estados Unidos têm na região e criar mais confusão em torno disto", declarou.

Nesse sentido, a alta representante afirmou que o clube comunitário, junto com os parceiros regionais e no marco do Quarteto para o Oriente Médio composto pela própria UE, pela ONU, pela Rússia e pelos EUA, está agora "decidido a ter um papel inclusive mais ativo para tentar relançar o processo de paz e dar uma oportunidade" à solução de dois Estados.

"Somos muito conscientes de que neste momento são necessários importantes pontos de referência. Sabemos que a credibilidade da União Europeia quando trata-se do processo de paz no Oriente Médio é e continua sendo forte com todos os interlocutores no terreno, incluídas as duas partes. E estamos prontos para desempenhar o nosso papel por completo em coordenação com nossos parceiros", disse.

Em qualquer caso, Mogherini ressaltou que os Vinte e Oito "sempre" tiveram certeza e seguem tendo do papel "crucial e fundamental" dos Estados Unidos para relançar as negociações.

Sobre a chamada do chefe político do movimento islamita Hamas, Ismail Haniye, aos palestinos para começar amanhã uma terceira Intifada, a chefe da diplomacia comunitária pediu que todas as manifestações sejam "pacíficas" e que evitem que a situação piore, por isso que pediu "responsabilidade e sabedoria" na reação, e respeito ao "status quo" dos lugares sagrados.

A ex-ministra italiana também ressaltou o compromisso dos Vinte e Oito com a solução de dois Estados com Jerusalém como capital de ambos países.

Além disso, disse que durante o Conselho de ministros de Relações Exteriores da União Europeia nesta semana tanto ela como os titulares dos Estados-membros mostraram desacordo com a decisão de Trump ao seu secretário de Estado, Rex Tillerson.

Do mesmo modo, precisou que reiterou ao presidente palestino, Mahmoud Abbas, a manutenção da posição comunitária com relação ao conflito árabe-israelense durante uma conversa telefônica na quarta-feira.

Sobre a visita a Bruxelas do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, na próxima segunda-feira, afirmou que espera abordar a questão de Jerusalém e as perspectivas do processo de paz com o líder.


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