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Mais 2 palestinos morrem após ataque israelense na Faixa de Gaza

Total de mortos chega a 4 após Israel atacar a Faixa de Gaza e atingir militantes do Hamas; confrontos começaram após Donald Trump reconhecer Jerusalém como capital israelense.
Por G1

Mais dois palestinos morreram neste sábado (9) em um ataque aéreo israelense na Faixa de Gaza contra alvos do movimento palestino Hamas. A Defesa de Israel disse que o bombardeio foi uma resposta a um foguete lançado pelo Hamas na sexta-feira. Os confrontos começaram após o presidente norte-americano, Donald Trump, reconhecer Jerusalém como a capital israelense nesta semana.

"Na manhã de sábado, equipes de resgate encontraram os corpos de dois palestinos que morreram em ataques aéreos israelenses na noite passada no norte da Faixa de Gaza", disse o porta-voz Ashraf Al Qedra.

Com essas duas mortes, subiu para quatro o número de palestinos mortos desde a última sexta-feira (8). Já são mais de 300 feridos desde que o grupo islâmico voltou a atacar Israel, após a decisão do governo americano, tomada na…

Mogherini diz que decisão de Trump pode levar 'a tempos mais obscuros'

A alta representante da União Europeia (UE) para Política Externa, Federica Mogherini, afirmou nesta quinta-feira que a decisão do presidente americano, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel poderia dirigir "a tempos mais obscuros" e ter um impacto "muito preocupante".


EFE

"O anúncio de Trump sobre Jerusalém tem um impacto potencial muito preocupante. É um contexto muito frágil e o anúncio tem o potencial de nos levar para trás, a tempos mais obscuros do que os que já estamos vivendo", comentou a política italiana durante uma breve entrevista coletiva.


A alta representante da União Europeia (UE) para Política Externa, Federica Mogherini. EFE/ Olivier Hoslet
A alta representante da União Europeia (UE) para Política Externa, Federica Mogherini. EFE/ Olivier Hoslet

Mogherini acrescentou que a proposta do líder poderia reduzir o papel de Washington no Oriente Médio e gerar mais confusão.

"É parte das preocupações que temos, de que este movimento poderia reduzir o papel potencial que os Estados Unidos têm na região e criar mais confusão em torno disto", declarou.

Nesse sentido, a alta representante afirmou que o clube comunitário, junto com os parceiros regionais e no marco do Quarteto para o Oriente Médio composto pela própria UE, pela ONU, pela Rússia e pelos EUA, está agora "decidido a ter um papel inclusive mais ativo para tentar relançar o processo de paz e dar uma oportunidade" à solução de dois Estados.

"Somos muito conscientes de que neste momento são necessários importantes pontos de referência. Sabemos que a credibilidade da União Europeia quando trata-se do processo de paz no Oriente Médio é e continua sendo forte com todos os interlocutores no terreno, incluídas as duas partes. E estamos prontos para desempenhar o nosso papel por completo em coordenação com nossos parceiros", disse.

Em qualquer caso, Mogherini ressaltou que os Vinte e Oito "sempre" tiveram certeza e seguem tendo do papel "crucial e fundamental" dos Estados Unidos para relançar as negociações.

Sobre a chamada do chefe político do movimento islamita Hamas, Ismail Haniye, aos palestinos para começar amanhã uma terceira Intifada, a chefe da diplomacia comunitária pediu que todas as manifestações sejam "pacíficas" e que evitem que a situação piore, por isso que pediu "responsabilidade e sabedoria" na reação, e respeito ao "status quo" dos lugares sagrados.

A ex-ministra italiana também ressaltou o compromisso dos Vinte e Oito com a solução de dois Estados com Jerusalém como capital de ambos países.

Além disso, disse que durante o Conselho de ministros de Relações Exteriores da União Europeia nesta semana tanto ela como os titulares dos Estados-membros mostraram desacordo com a decisão de Trump ao seu secretário de Estado, Rex Tillerson.

Do mesmo modo, precisou que reiterou ao presidente palestino, Mahmoud Abbas, a manutenção da posição comunitária com relação ao conflito árabe-israelense durante uma conversa telefônica na quarta-feira.

Sobre a visita a Bruxelas do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, na próxima segunda-feira, afirmou que espera abordar a questão de Jerusalém e as perspectivas do processo de paz com o líder.


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