Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
Sputnik

Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

Moscou: Ocidente pode se gabar de 'vitórias' no Afeganistão, Iraque e Líbia, não na Síria

Parceiros ocidentais da Rússia devem se lembrar de suas "vitórias" no Iraque, Líbia e Afeganistão ao invés de tentar "roubar" êxitos de Moscou na Síria, acredita a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova.


Sputnik

Foi assim que a diplomata comentou as palavras do ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, em relação à Rússia ter "se apropriado" da vitória sobre o Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países).


Dia-a-dia na Base Aérea da Rússia na Síria (foto de arquivo)
Sukhoi Su-25 e munição na base militar russa na Síria © Foto: Ministério da Defesa da Rùssia

"Senhores, parem com isso! Seus êxitos abrangem o Iraque, Líbia e Afeganistão. Orgulhem-se deles", Maria Zakharova escreveu no Facebook.

Anteriormente, o Ministério da Defesa russo criticou fortemente as ações da coalizão internacional encabeçada pelos EUA na Síria.

"Em três anos de existência, somente agora a coalizão atingiu seu primeiro 'resultado' na luta contra Daesh na Síria: destruiu com bombardeios Raqqa junto com civis", lê-se no comunicado do ministério russo.

Na sexta-feira (8), o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, afirmou estar surpreso que a Rússia tenha "se apropriado" da vitória sobre o Daesh na Síria. Ele frisou que, em sua opinião, trata-se de uma "interpretação meio infundada".

Para ele, foram as forças da coalizão internacional que expulsaram o Daesh dos territórios ocupados. Quanto à Rússia, o ministro acredita que militares russos chegaram atrasados à Síria somente para ajudar o presidente Bashar Assad e, no fim das contas, conseguiram libertar a cidade de Deir ez-Zor.

O especialista russo em ciências políticas, Sergei Kozlov, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, também comentou a situação.

"Guerra abrange campos de batalha além da Síria e Iraque. Simultaneamente, meios de informação estão realizando uma 'luta pela vitória sobre o Daesh'. A coalizão internacional, liderada pelos EUA, fará de tudo para se apropriar da vitória. Sem dúvidas, os êxitos da Rússia e do exército sírio, que suportaram o peso principal desta luta, serão gradualmente diminuídos, ainda mais porque a guerra está acontecendo bem longe dos EUA e da Europa e para o público massivo, ao qual são destinadas as declarações do tipo, essas notícias pesam mais do que os acontecimentos reais na Síria", assinalou Sergei Kozlov.


Comentários

Postagens mais visitadas