Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Especialista: exército sírio deteve 300 militares franceses de diversas patentes

O presidente Vladimir Putin, em conversa com o presidente sírio Bashar Assad, em Sochi, declarou que, devido ao sucesso da luta antiterrorista das forças sírias e ao início do processo político, as tropas estrangeiras deveriam se retirar do território da Síria.
Sputnik

"A declaração de Vladimir Putin durante seu encontro com Bashar Assad, sobre a necessidade da retirada dos contingentes estrangeiros da Síria, arruína os sonhos dos agressores, que contam com a tentativa de realizar seus objetivos na região através de mercenários criminosos", disse à Sputnik Árabe Akram al Shalli, analista da Gestão Síria de Crise e Guerras Preventivas.

"Nas mãos do exército sírio há oficiais dos serviços de inteligência dos EUA, Grã-Bretanha, países árabes e Israel. Por exemplo, só o número de militares franceses de diversos escalões é de 300 pessoas. Notamos tentativas de exercer pressão sobre o governo sírio, inclusive para libertar os militares estrangeiros presos. Mas esses sonhos não p…

Oito países pedem reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre Jerusalém após anúncio de Trump

Pedido é de que reunião ocorra até o final desta semana. EUA reconheceram Jerusalém como capital de Israel, provocando críticas internacionalmente.


Por G1


Oito países pediram nesta quarta-feira (6) uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU depois que os Estados Unidos anunciaram o reconhecimento de Jerusalém como a capital de Israel e a transferência para lá de sua embaixada - atualmente instalada em Tel Aviv. A presidência japonesa do Conselho informou à agência France Presse que a reunião será realizada na manhã da próxima sexta-feira.

O presidente dos EUA, Donald Trump, exibe proclamação que reconhece Jerusalém como capital de Israel nesta quarta-feira (6) na Casa Branca (Foto: Kevin Lamarque/ Reuters)
O presidente dos EUA, Donald Trump, exibe proclamação que reconhece Jerusalém como capital de Israel nesta quarta-feira (6) na Casa Branca (Foto: Kevin Lamarque/ Reuters)

Um comunicado da missão sueca informa que Bolívia, Egito, França, Itália, Senegal, Suécia, Reino Unido e Uruguai pediram uma reunião de emergência do órgão decisório até o final desta semana.

O anúncio de Trump, feito um dia após diversos apelos da comunidade internacional para que a decisão não fosse tomada, foi comemorado por políticos israelenses, mas recebeu muitas críticas internacionalmente. Protestos foram realizados na Faixa de Gaza e na Turquia.

O reconhecimento da cidade como capital é considerado polêmico, uma vez que os palestinos querem Jerusalém Oriental como capital de seu futuro Estado, e a comunidade internacional não reconhece a reivindicação israelense sobre a cidade como um todo.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que o status de Jerusalém deve ser decidido por uma "negociação direta" entre israelenses e palestinos, reiterando que sempre foi "contra toda medida unilateral". "Não há alternativa à solução de dois Estados", afirmou.

Anúncio de Trump

"Hoje finalmente reconhecemos o óbvio: que Jerusalém é a capital de Israel", disse Trump nesta quarta-feira em discurso na Casa Branca. "Isso é nada mais nada menos do que o reconhecimento da realidade. Também é a coisa certa a fazer. É algo que tem que ser feito".

O presidente americano disse que os EUA estão "profundamente comprometidos" em facilitar um "acordo de paz aceitável" tanto para israelenses como para palestinos e em apoiar uma solução de dois Estados no Oriente Médio, caso os dois lados queiram isso.

Para o presidente americano, Jerusalém deve continuar sendo o lugar sagrado e local de culto de judeus, muçulmanos e cristãos. Trump também disse que o dia pede "calma, vozes de moderação", para que a ordem prevaleça sobre o ódio.

Ele disse que o vice-presidente Mike Pence irá ao Oriente Médio nos próximos dias.

Com o anúncio, Trump cumpre uma promessa feita ainda durante a campanha eleitoral de 2016, como uma forma de satisfazer a base pró-Israel de direita que o ajudou a conquistar a presidência.

Sua decisão faz com que seja cumprida a lei que prevê o reconhecimento de Jerusalém como capital que foi adotada pelo Congresso americano em 1995. A aplicação da lei vinha sendo adiada nas últimas duas décadas, sob justificativa de "interesses de segurança nacional". Em junho, o próprio Trump adiou a aplicação da lei por mais seis meses.

Controvérsia

O status de Jerusalém é considerado um dos maiores obstáculos nas negociações de paz entre Israel e os palestinos.

A cidade foi anexada por Israel durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967, que considera a cidade como capital indivisível. Na época, a decisão contrariou recomendações do Conselho de Segurança e da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Já os palestinos consideram Jerusalém Oriental, atualmente controlada por Israel, como a capital de seu futuro estado. Jerusalém é considerada um local sagrado pelos judeus, muçulmanos e cristãos.

Postar um comentário