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Militares dos EUA prometem responder a possível ataque turco contra cidade síria de Manbij

Os militares norte-americanos prometeram responder a qualquer ataque contra a cidade síria de Manbij à luz de uma possível operação turca na área, afirmou o comandante do Conselho Militar de Manbij, que faz parte das Forças Democráticas da Síria (FDS), Ebu Adil.
Sputnik

Em entrevista à Sputnik Turquia, Ebu Adil comentou a resposta dos EUA às preocupações expressas pelos representantes do Conselho Militar de Manbij devido a um possível ataque contra a cidade síria por parte de Ancara.


"Há dois anos, em conjunto com as forças da coalizão liderada pelos EUA, nós limpamos Manbij do Daesh [organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países]. Desde então, na cidade se encontram forças da coalizão. Algum tempo atrás, nós falamos com os militares norte-americanos sobre um possível ataque da Turquia contra Manbij. Os militares dos EUA prometeram responder a qualquer ataque contra a cidade, de onde quer que ele provenha", afirmou o comandante do conselho.

Além disso, ele …

Opinião: Ataques de Erdogan contra Israel não convencem

Na disputa em torno de Jerusalém, o presidente turco tenta em vão se impor como líder de uma coalizão muçulmana. Porém suas injúrias contra Israel são hipócritas e até maçantes, opina o jornalista Daniel Heinrich.


Daniel Heinrich | Deutsch Welle

Ele está de volta: Recep Tayyip Erdogan, o valentão, agitador e eterno politiqueiro. Logo na abertura da cúpula de emergência da Organização de Cooperação Islâmica (OIC), nesta quarta-feira (13/12), em Istambul, o presidente turco abriu o verbo, afirmando que Israel é um "Estado de terror e ocupação" e convidando "todos os países" a reconhecerem Jerusalém como "a capital ocupada do Estado palestino".


Türkei Sondergipfel der Organisation für Islamische Kooperation (OIC) (Reuters/K. Ozer)
Presidente da Turquia Recep Tayyip Erdogan

Erdogan está zangado, e é preciso que todos o saibam. Quase parece que, após uma pausa nos xingamentos, o líder turco volta com disposição redobrada para a baderna. Enquanto alguns meses atrás seus ataques se dirigiam aos "métodos nazistas" da Holanda ou da Alemanha, alternadamente, preferiu dirigir sua indignação a um alvo bem conhecido, castigando Israel.

Pode-se, certamente, acreditar que Erdogan, que ostenta regularmente sua fé muçulmana, tenha se sentido atingido pela decisão do presidente americano, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel. A cidade carregada de história tem um significado especial não só para judeus e cristãos, mas também para os muçulmanos.

Por outro lado, as acusações de "Estado terrorista" e "infanticida" contra Israel acabam soando robóticas, recitadas de cor e, devido ao tom imutável, quase maçantes. Além disso, as injúrias anti-israelenses são hipócritas, até mesmo porque há anos o volume comercial entre a Turquia e Israel cresce constantemente.

Apesar disso, Recep Tayyip Erdogan não consegue deixar de vociferar contra o Estado judaico. Permanece inesquecível sua aparição no Fórum Econômico Mundial de 2009, em Davos, quando ofendeu em pleno palco seu homólogo israelense Shimon Peres, praticamente cobrindo-o de injúrias.

Sua interjeição "One minute!", com a qual Erdogan, ébrio de pura testosterona e num inglês com forte sotaque turco, prolongou, minuto após minuto, sua invectiva, há muito se tornou um sucesso da internet, com quase 3 milhões de cliques no Youtube.

Antes mesmo da conferência extraordinária da OIC, Erdogan exercitara seus músculos retóricos, prometendo que "com esta cúpula nós vamos colocar em movimento o mundo islâmico". No entanto, o mais tardar no princípio do evento, a declaração do líder conservador turco provou ser uma bobagem.

Dos 57 membros da OIC, só 20 enviaram seus chefes de governo. Aqueles que, juntamente com a Arábia Saudita, iniciaram um embargo contra o Catar, meio anos atrás, só mandaram a Istambul emissários de escalão mais baixo, tipo "vice-ministro do Exterior".

Portanto estamos longe de poder falar de "coesão" entre os Estados islâmicos, e isso não só no tocante à crise do Catar. Além dos conflitos entre os big players Arábia Saudita e Irã, estão também altamente tensas as relações entre os conservadores religiosos de Ancara e a liderança militar do Egito.

Fiel ao slogan "O importante é estar nas manchetes", tudo isso parece ser indiferente a Erdogan, pelo menos externamente. Sua mensagem foi clara, também na cúpula da OIC: Israel é o "Estado terrorista" e "força ocupadora", e assim por diante. Assim é o jeito dele, o brutamontes, o valentão, o agitador, o eterno politiqueiro.


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