Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Defesa russa: avião Il-20 foi derrubado por mísseis sírios S-200

De acordo com o ministério russo, o sistema de defesa aérea sírio tentava atacar um avião de Israel. No entanto, a tripulação israelense fez uma manobra especial para se proteger, e o míssil acabou atingindo acidentalmente o avião russo Il-20.
Sputnik

O avião Il-20 desapareceu dos radares em 17 de setembro, por volta das 23h do horário de Moscou, (17h em Brasília) durante o retorno planejado à base aérea de Hmeymim, acima do território do mar Mediterrâneo, a 35 quilômetros da costa da Síria, informou o comunicado do Ministério da Defesa da Rússia. O represente oficial da Defesa russa, Igor Konashenkov sublinhou que os aviões israelenses "propositalmente criaram uma situação perigosa para navios e aviões nessa região".

Na opinião dele, para evitar o ataque sírio, a tripulação israelense acabou tornando o Ilyushin-20 alvo de ataque.

"Ao tentarem proteger-se com ajuda do avião russo, os pilotos israelenses o puseram debaixo de fogo do sistema de defesa antiaérea da Síria"…

Opinião: Ataques de Erdogan contra Israel não convencem

Na disputa em torno de Jerusalém, o presidente turco tenta em vão se impor como líder de uma coalizão muçulmana. Porém suas injúrias contra Israel são hipócritas e até maçantes, opina o jornalista Daniel Heinrich.


Daniel Heinrich | Deutsch Welle

Ele está de volta: Recep Tayyip Erdogan, o valentão, agitador e eterno politiqueiro. Logo na abertura da cúpula de emergência da Organização de Cooperação Islâmica (OIC), nesta quarta-feira (13/12), em Istambul, o presidente turco abriu o verbo, afirmando que Israel é um "Estado de terror e ocupação" e convidando "todos os países" a reconhecerem Jerusalém como "a capital ocupada do Estado palestino".


Türkei Sondergipfel der Organisation für Islamische Kooperation (OIC) (Reuters/K. Ozer)
Presidente da Turquia Recep Tayyip Erdogan

Erdogan está zangado, e é preciso que todos o saibam. Quase parece que, após uma pausa nos xingamentos, o líder turco volta com disposição redobrada para a baderna. Enquanto alguns meses atrás seus ataques se dirigiam aos "métodos nazistas" da Holanda ou da Alemanha, alternadamente, preferiu dirigir sua indignação a um alvo bem conhecido, castigando Israel.

Pode-se, certamente, acreditar que Erdogan, que ostenta regularmente sua fé muçulmana, tenha se sentido atingido pela decisão do presidente americano, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel. A cidade carregada de história tem um significado especial não só para judeus e cristãos, mas também para os muçulmanos.

Por outro lado, as acusações de "Estado terrorista" e "infanticida" contra Israel acabam soando robóticas, recitadas de cor e, devido ao tom imutável, quase maçantes. Além disso, as injúrias anti-israelenses são hipócritas, até mesmo porque há anos o volume comercial entre a Turquia e Israel cresce constantemente.

Apesar disso, Recep Tayyip Erdogan não consegue deixar de vociferar contra o Estado judaico. Permanece inesquecível sua aparição no Fórum Econômico Mundial de 2009, em Davos, quando ofendeu em pleno palco seu homólogo israelense Shimon Peres, praticamente cobrindo-o de injúrias.

Sua interjeição "One minute!", com a qual Erdogan, ébrio de pura testosterona e num inglês com forte sotaque turco, prolongou, minuto após minuto, sua invectiva, há muito se tornou um sucesso da internet, com quase 3 milhões de cliques no Youtube.

Antes mesmo da conferência extraordinária da OIC, Erdogan exercitara seus músculos retóricos, prometendo que "com esta cúpula nós vamos colocar em movimento o mundo islâmico". No entanto, o mais tardar no princípio do evento, a declaração do líder conservador turco provou ser uma bobagem.

Dos 57 membros da OIC, só 20 enviaram seus chefes de governo. Aqueles que, juntamente com a Arábia Saudita, iniciaram um embargo contra o Catar, meio anos atrás, só mandaram a Istambul emissários de escalão mais baixo, tipo "vice-ministro do Exterior".

Portanto estamos longe de poder falar de "coesão" entre os Estados islâmicos, e isso não só no tocante à crise do Catar. Além dos conflitos entre os big players Arábia Saudita e Irã, estão também altamente tensas as relações entre os conservadores religiosos de Ancara e a liderança militar do Egito.

Fiel ao slogan "O importante é estar nas manchetes", tudo isso parece ser indiferente a Erdogan, pelo menos externamente. Sua mensagem foi clara, também na cúpula da OIC: Israel é o "Estado terrorista" e "força ocupadora", e assim por diante. Assim é o jeito dele, o brutamontes, o valentão, o agitador, o eterno politiqueiro.


Postar um comentário

Postagens mais visitadas