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Turquia não considera Patriot como alternativa ao S-400, diz parlamentar turco

Washington está negociando com Ancara quanto à possibilidade de fornecimento dos sistemas de defesa antiaérea norte-americanos Patriot no lugar dos S-400 russos, escreveu a revista turca Sabah, citando a assessora do Secretário de Estado dos EUA em questões políticas, Tina Kaidanow.
Sputnik

Kaidanow relevou que o Departamento do Estado está negociando com a Turquia para "tentar dar a entender aos turcos o que se pode fazer em relação aos Patriot".

"Estamos preocupados que a compra dos sistemas russos de defesa antiaérea seja uma espécie de apoio para a Rússia que, pelo que vimos, não se comporta bem em várias partes do mundo, inclusive na Europa", afirmou a assessora, citada pela edição turca.

Um representante do Ministério das Relações Exteriores turco, que pediu anonimato, comentou à Sputnik Turquia sobre a situação quanto às compras dos S-400 por Ancara, bem como quanto ao diálogo com os EUA.
"A nossa postura em relação aos S-400 foi reiterada por diversas vezes…

Opinião: Trump acabou com a hipocrisia do "processo de paz"

Presidente americano apenas reconheceu a realidade dos fatos: nenhum dos dois lados deseja a paz dentro de condições aceitáveis para ambos, afirma jornalista Rainer Hermann, do "Frankfurter Allgemeine Zeitung".


Rainer Hermann | Deutsch Welle

Há uma série de assuntos nos quais a hipocrisia está na ordem do dia. Eles incluem a discussão se a Turquia deve ser membro da União Europeia e o chamado processo de paz entre Israel e os palestinos. O primeiro tema se encerrou com a simples existência do presidente Recep Tayyip Erdogan. Quanto à segunda questão foi o presidente dos EUA, Donald Trump, quem pôs um fim à hipocrisia, nesta quarta-feira (06/12).


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Mundo islâmico protestou contra a decisão de Trump, incluindo o Paquistão

Com o seu anúncio de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel e transferir a embaixada americana para lá, ele simplesmente reconheceu a realidade dos fatos. Porém, também desencadeou um pequeno terremoto, que prejudicará também os interesses americanos.

Como empresário, Trump sabe que, após um fracasso e uma falência, há um recomeço. Então, como presidente, ele quer destruir o que acredita ter fracassado. Em sua opinião, isso inclui o chamado processo de paz entre Israel e os palestinos. Então, por que não tentar outra abordagem?

Afinal, nenhum dos dois atores jamais desejou nem deseja a paz dentro de condições aceitáveis para ambos. Em 2001 e 2007, os palestinos rejeitaram a devolução de 97% dos territórios ocupados, incluindo Jerusalém Oriental. Eles queriam tudo ou nada e agora estão de mãos vazias. Por sua vez, Israel povoou de forma consequente os territórios ocupados – criando uma nova situação. Sob o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o país não está disposto a mais nenhuma concessão. Israel quer tudo e, como parte mais forte, também fica com tudo – incluindo a embaixada americana em Jerusalém.

Trump provavelmente não sabe o que a sua decisão vai provocar no Oriente Médio. Pois ele seguiu apenas motivos políticos internos, cumprindo uma promessa feita a seus apoiadores evangélicos e ao poderoso lobby judaico. Mas, no Oriente Médio, ele fortalece o Irã, que – ao lado da Turquia – pode agora se sobressair como defensor dos interesses islâmicos.

Ainda não se sabe qual será o novo big deal após a destruição, após a "ruptura" provocada por Trump. Concretiza-se cada vez mais que o Egito disponibilizará parte do Sinai como "território substituto" para os palestinos. Isso certamente não irá pacificar a região, e talvez a solução será apenas mais uma paz que acabe com todas as pazes.


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