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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
Sputnik

Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

Países muçulmanos reconhecem Jerusalém como capital do Estado da Palestina

Os países da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI) acordaram nesta quarta-feira reconhecer Jerusalém Oriental como capital do Estado da Palestina e convidaram as outras nações a fazer o mesmo, em resposta à decisão dos EUA de declarar Jerusalém como capital de Israel.


EFE

"Declaramos Jerusalém Oriental como capital do Estado da Palestina e convidamos todos os países a reconhecer o Estado da Palestina com Jerusalém Oriental como sua capital ocupada", indica a minuta da declaração preparada nesta quarta-feira em Istambul por esta organização, formada por 57 países de maioria muçulmana.


Os líderes da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI). EFE/ Sedat Suna
Os líderes da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI). EFE/ Sedat Suna

A OCI, formada por 57 países de maioria muçulmana, inclui desde sua fundação em 1969 a Palestina como membro pleno, com sua capital em Jerusalém.

O documento, apresentado pelos "reis, chefes de Estado e de Governo dos Estados membros da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI)", apresenta em 23 pontos a postura do mundo muçulmano perante a decisão dos EUA.

Nesse texto, a OCI "rejeita e condena nos mais fortes termos" o que chama de "decisão unilateral" de reconhecer Jerusalém como capital de Israel, à qual se refere como "força de ocupação".

Os países muçulmanos qualificam o anúncio de Washington de nulo e carente de legalidade e o considera um ataque aos direitos do povo palestino e uma "deliberada deterioração de todos os esforços de paz".

Além disso, o texto alerta que dará ímpeto aos movimentos extremistas e representa uma ameaça à paz e à segurança internacional.

Segundo um comunicado publicado pela OCI, a declaração final pedirá também aos membros da organização que imponham "restrições políticas e econômicas aos Estados, altos cargos, Parlamentos, empresas e indivíduos que reconheçam a anexação israelense de Jerusalém ou colaborem com as medidas que a colonização israelense tenta perpetuar em territórios palestinos ocupados".

O comunicado também considera o Governo americano "plenamente responsável por qualquer repercussão" da "decisão ilegal" de reconhecer Jerusalém como capital de Israel, "que considera" uma clara deserção do Governo americano de seu papel como mediador de paz".

Além disso, a minuta da declaração pede a todos os membros da OCI que aumentem o apoio diplomático e sobretudo econômico à Palestina e a seus habitantes.


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