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Por que alguns países ocidentais não querem libertação de Idlib?

A libertação de Idlib marcará a vitória total das forças governamentais e o fracasso dos planos de países ocidentais de derrubar as autoridades legítimas sírias.
Sputnik

No entanto, segundo Pierre Le Corf, ativista francês que vive em Aleppo, a tarefa não será fácil. 


"Será muito difícil libertar Idlib, porque todas as forças da coalizão lideradas pelos EUA e governos [ocidentais] envolvidos na guerra até o momento se opõem à libertação da província", disse Le Corf à Sputnik França.

Ele comentou que assim que a província síria de Idlib for libertada, terá que "libertar as zonas ocupadas ilegalmente pelos EUA, França e até pela Itália no norte do país". Por esse motivo, nenhum desses países quer a libertação da província.

Le Corf salientou que a intenção de manter o status atual poderia levar a "um massacre da população civil de Idlib", referindo-se às múltiplas advertências dos militares sírios e russos sobre a possível encenação de ataques químicos com o prop…

Político iraniano: Jerusalém nunca se tornará capital de Israel

Em 6 de dezembro, ao discursar na Casa Branca, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que reconhece Jerusalém como capital de Israel, incumbindo o Departamento de Estado de iniciar a transferência da embaixada estadunidense de Tel Aviv para Jerusalém. O político iraniano comentou a decisão do líder dos EUA em entrevista à Sputnik.


Sputnik

Hossein Sheikholeslam, chefe da organização iraniana Liberdade a Jerusalém Sagrada e ex-conselheiro do chanceler do Irã, acredita que tais ações de Trump demonstram que ele não quer a paz no Oriente Médio.


Bandeira israelense com a Cidade Velha de Jerusalém em fundo, 6 de dezembro de 2017
Bandeira israelense com a Cidade Velha de Jerusalém ao fundo © AP Photo/ Oded Balilty

Praticamente todos os países do mundo se expressam contra a transferência da capital israelense para Jerusalém, cidade sagrada para muitas religiões, e o Irã não é exceção, sublinhou o político.

"Por mais que Trump queira, isso não dará certo. Sim, talvez os EUA consigam transferir sua embaixada para Jerusalém, mas esta cidade nunca se tornará a capital de Israel", comentou Sheikholeslam à Sputnik Persa.

Segundo ele, com suas ações Trump apenas está desestabilizando a situação na região.

"Agora, quando acabamos de nos livrar do Daesh [grupo terrorista proibido na Rússia], é hora de criar e recuperar a paz e estabilidade. No entanto, os EUA estão esquentando uma nova caldeira de conflitos", opinou.

Praticamente todos os países muçulmanos ou de maioria muçulmana se expressaram contra o reconhecimento de Jerusalém sagrada como capital do estado judeu, pois tal passo apenas incitará a um conflito religioso. O Irã, afirma Sheikholeslam, compartilha a mesma opinião.

"É uma verdadeira traição, tanto em relação aos muçulmanos, como aos cristãos, da cidade sagrada de Jerusalém, o berço das religiões abraâmicas [judaísmo, cristianismo e islã]", disse o político, acrescentando que Jerusalém sempre foi e continuará sendo a capital da Palestina.

Vários países da África, América, Ásia e Europa, bem como diferentes organizações internacionais, já criticaram a decisão do governo norte-americano. Especialistas acreditam que a medida apenas criará novos problemas para os EUA no Oriente Médio, além de agravar conflito israelense-palestino.


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