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Mais 2 palestinos morrem após ataque israelense na Faixa de Gaza

Total de mortos chega a 4 após Israel atacar a Faixa de Gaza e atingir militantes do Hamas; confrontos começaram após Donald Trump reconhecer Jerusalém como capital israelense.
Por G1

Mais dois palestinos morreram neste sábado (9) em um ataque aéreo israelense na Faixa de Gaza contra alvos do movimento palestino Hamas. A Defesa de Israel disse que o bombardeio foi uma resposta a um foguete lançado pelo Hamas na sexta-feira. Os confrontos começaram após o presidente norte-americano, Donald Trump, reconhecer Jerusalém como a capital israelense nesta semana.

"Na manhã de sábado, equipes de resgate encontraram os corpos de dois palestinos que morreram em ataques aéreos israelenses na noite passada no norte da Faixa de Gaza", disse o porta-voz Ashraf Al Qedra.

Com essas duas mortes, subiu para quatro o número de palestinos mortos desde a última sexta-feira (8). Já são mais de 300 feridos desde que o grupo islâmico voltou a atacar Israel, após a decisão do governo americano, tomada na…

Presença continuada dos EUA na Síria pode provocar guerra de grande escala na região

A presença continuada de tropas dos EUA na Síria, em número três vezes superior aos dados anunciados anteriormente, pode desencadear uma guerra de grande escala na região, afirmam analistas.


Sputnik

De acordo com o relatório trimestral do Centro de Dados de Pessoal de Defesa (DMDC), em setembro 2017, o contingente de tropas norte-americanas na Síria contava com 1.720 militares, três vezes mais que o número comunicado pelos militares norte-americanos aos jornalistas (503).


Forças dos EUA na Síria (foto de arquivo)
Forças dos EUA na Síria © flickr.com/ The U.S. Army

Tensões regionais

De acordo com o Ministério da Defesa russo, o exército sírio está realizando missões visando a eliminação de grupos de terroristas no vale de Eufrates e, em breve, sua margem ocidental será completamente libertada, fazendo com que a operação de eliminação dos restos da organização terrorista Daesh (proibida na Rússia e em vários outros países) seja terminada.

Contudo, os EUA advertiram o exército sírio de que este não deveria atravessar o Eufrates.

"Em minha opinião a intervenção dos EUA continuará e a situação poderá ficar fora de controlo se as forças apoiadas pela Síria e pelos Estados Unidos se enfrentarem a leste do Eufrates", assinalou o especialista em assuntos políticos Dan Lazare em entrevista à Sputnik Internacional.

Lazere advertiu que a crise pode se desencadear inesperadamente já que Isael e a Arábia Saudita, os aliados mais importantes dos EUA na região, se sentem encorajados pela crescente presença militar direta dos EUA.

Para o especialista, os objetivos do contingente dos EUA na Síria ainda não são completamente claros.

"Caso os EUA ainda pretendam uma mudança de regime, então isso pode ser uma boa explicação para a continuação da presença militar dos EUA na região", disse Lazare.

Ele assinalou também que o presidente norte-americano deve estar completamente confundido e meio paralisado em suas ações.

"Acredito que Trump esteja genuinamente confuso. Ele quer dar-se bem com [o presidente russo Vladimir] Putin, ele deseja derrotar o Daesh, e ele não se importa muito se, no fim das contas, [o presidente sírio Bashar] Assad permanecer no seu cargo".

Trump começou a perceber que Assad é um aliado do Irã, que ele considera como inimigo público número um. Levando em consideração as potentes forças que se mobilizaram contra Assad, isso significa que ele [Trump] nunca pode dizer definitivamente não aos que desejam que ele [Assad] deixe o cargo, opinou Lazere.

Trump, os políticos e a confusão de objetivos

Outro analista político, Jean Bricmont, disse à Sputnik que a permanência das tropas dos EUA na Síria reflete a confusão de objetivos dos políticos de Washington.

"Como sempre, os norte-americanos não conseguem simplesmente aceitar a derrota, fazer as malas e voltar a casa. Mas o que eles pretendem fazer com essas tropas?", pergunta ele de forma retórica.

As forças dos EUA na Síria não eram suficientemente numerosas para iniciar uma guerra total contra o exército sírio. No entanto, era difícil atacá-las diretamente, devido à capacidade dos Estados Unidos de levar a cabo represálias, observou Bricmont.

Os políticos dos EUA provavelmente "apostarão nos curdos", o que afastaria a Turquia, sendo esta seu aliado mais próximo.

Eventualmente, os curdos e o governo sírio conseguirão chegar a alguns acordos. Então, para as tropas norte-americanas não haverá mais nada para fazer a não ser fazer as malas e regressar a casa, previu Bricmont.


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