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EUA confirmam linha estratégica de 'desmembramento da Síria', diz analista

Os EUA declararam que não querem restaurar as regiões na Síria que estão sob o controle de Damasco. O especialista Vladimir Fitin explica na entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik o que busca Washington.
Sputnik

Os EUA não querem ajudar na reconstrução das regiões na Síria que ficam sob o controle do presidente sírio Bashar Assad, declarou um alto funcionário dos EUA após o primeiro dia do encontro dos ministros das Relações Exteriores do G7.


Em janeiro, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que Washington não iria ajudar a Rússia, o Irã e Damasco oficial na restauração do país, enquanto a "transformação política" da Síria não se realizasse. Segundo declarou o assistente adjunto do secretário de Estado dos EUA para o Médio Oriente, David Satterfield, a condição da ajuda é a reforma constitucional e eleições sob os auspícios da ONU.

O analista do Instituto dos Estudos Estratégicos da Rússia, Vladimir Fitin, na entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik comentou a decla…

Que objetivos busca a delegação militar russa em Pyongyang?

Na terça-feira (12), representantes do Ministério da Defesa russo chegaram à Coreia do Norte. A delegação russa busca convencer o governo norte-coreano a seguir o “roteiro”, proposto por Moscou e Pequim, acreditam especialistas entrevistados pela Sputnik.


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Nesta quarta-feira (13), foi informado que uma delegação do Ministério da Defesa russo, liderada pelo vice-chefe do Centro Nacional de Defesa russo, Viktor Kalganov, chegou a Pyongyang, mas os objetivos da visita não foram especificados.


Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte, com militares jovens
Kim Jong-un com militares jovens © REUTERS/ KCNA

"Acho que eles [membros da delegação russa] tentarão convencer os dirigentes da Coreia do Norte a manterem a calma e congelarem o programa [nuclear], pelo menos os testes de lançamentos, para cumprirem o 'roteiro' proposto pela Rússia e China para resolver a crise", comentou à agência o analista militar russo, Viktor Murakhovsky.

Segundo o especialista, este tema adquire especial importância no momento, quando a Rússia e a China estão realizando exercícios de defesa antimíssil.

Murakhovsky considera que existe a ameaça de um lançamento não intencional, ou por engano, da Coreia do Norte em territórios da Rússia e da China.

"Caso haja alguma ameaça para, por exemplo, as áreas urbanas, a Rússia possui sistemas móveis, inclusive de defesa antimísseis, como S-400 e S-300V4. Quanto à China, sua capacidade de abater um míssil deste tipo é muito menor", explicou.

O presidente da Academia de Problemas Geopolíticos, Leonid Ivashov, partilhou as avaliações, sublinhando que a delegação russa poderá apresentar propostas para solucionar a crise na península coreana. Também não descartou a possibilidade dos representantes russos discutirem com seus colegas norte-coreanos a cooperação técnico-militar.

"Acredito que o Ministério da Defesa russo veio com propostas, autorizadas pela parte chinesa, para resolver a situação perigosa originada pelo confronto entre a Coreia do Norte e os EUA, e Coreia do Sul e o Japão", afirmou.

O especialista duvida que se trate de negociações concretas. O mais provável é que ambas as partes intercambiem suas opiniões em relação ao programa nuclear de Pyongyang e a intensificação das manobras dos EUA e seus aliados perto do território norte-coreano para depois elaborar medidas políticas de resolução da crise.

Falando sobre a cooperação técnico-militar, o analista acha que serão discutidas tais questões como preparação de especialistas e consultas mútuas. Principalmente, não descarta que especialistas militares russos prestem consultas a seus colegas norte-coreanos.

A Coreia do Norte se tornou uma ameaça de discórdia a nível regional e global persistindo em desenvolver seu programa nuclear e de mísseis por causa da alegada agressividade dos EUA e seus aliados.

Enquanto Washington responde a Pyongyang com uma retórica também agressiva, a Rússia e a China têm proposto várias medidas para solucionar a crise de modo pacífico e político.

Em 27 de novembro, o vice-ministro russo das Relações Exteriores, Igor Morgulov, apresentou um roteiro para resolver a crise coreana.

A iniciativa consiste em três fases: a primeira inclui uma moratória simultânea do programa de mísseis e armas nucleares norte-coreano e os exercícios em grande escala dos EUA e Coreia do Sul.

A segunda etapa supõe iniciar negociações diretas entre Pyongyang e Washington e entre as duas Coreias, No terceiro ciclo se prevê começar negociações multilaterais para criar um mecanismo de paz e segurança, possibilitando desnuclearizar a península da Coreia e desmilitarizar a região.


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