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Turquia não considera Patriot como alternativa ao S-400, diz parlamentar turco

Washington está negociando com Ancara quanto à possibilidade de fornecimento dos sistemas de defesa antiaérea norte-americanos Patriot no lugar dos S-400 russos, escreveu a revista turca Sabah, citando a assessora do Secretário de Estado dos EUA em questões políticas, Tina Kaidanow.
Sputnik

Kaidanow relevou que o Departamento do Estado está negociando com a Turquia para "tentar dar a entender aos turcos o que se pode fazer em relação aos Patriot".

"Estamos preocupados que a compra dos sistemas russos de defesa antiaérea seja uma espécie de apoio para a Rússia que, pelo que vimos, não se comporta bem em várias partes do mundo, inclusive na Europa", afirmou a assessora, citada pela edição turca.

Um representante do Ministério das Relações Exteriores turco, que pediu anonimato, comentou à Sputnik Turquia sobre a situação quanto às compras dos S-400 por Ancara, bem como quanto ao diálogo com os EUA.
"A nossa postura em relação aos S-400 foi reiterada por diversas vezes…

Regime sírio permite retirada de doentes do maior reduto rebelde do país

Cerco de forças leais a Assad mantém em condições precárias mais de 400 mil civis em Guta Oriental


Juan Carlos Sanz | El País

Uma criança com leucemia, dois menores com doenças graves e um homem que precisa de um transplante urgente de rins foram os primeiros evacuados na madrugada desta quarta-feira de Guta Oriental, um dos últimos bastiões rebeldes na Síria. O regime do presidente Bashar al-Assad permitiu as transferências para hospitais de Damasco, que serão seguidas de outras 29, depois que a ONU alertou para o risco que corriam centenas de pacientes (entre eles 130 crianças). No enclave insurgente – que sofreu um ataque químico e sucessivos bombardeios - mais de 400 mil civis permanecem presos com pouca comida e remédios há quatro anos.

Equipe do Crescente Vermelho atende criança durante a operação de evacuação de Guta
Equipe do Crescente Vermelho atende criança durante a operação de evacuação de Guta | AMER ALMOHIBANY - AFP

A retirada dos pacientes por equipes de assistência humanitária teve início nesta quarta-feira, de acordo com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR), depois de meses de espera devido ao cerco imposto pelas forças leais ao regime de Damasco, o que segundo a ONU provocou a morte de pelo menos 16 pacientes. “Esta noite o @SYRedCrescent (Crescente Vermelho) com uma equipe da @ICRC iniciou a transferência dos casos críticos de #Gutaoriental para #Damasco”, disse o CICR em sua conta oficial do Twitter.

O cerco que o Governo de Bashar al-Assad mantinha desde 2013 sobre Guta Oriental provocou grave escassez de alimentos e de assistência médica para os cerca de 400.000 residentes na área, localizada nos arredores de Damasco. Quase 12% das crianças sofrem de desnutrição aguda, de acordo com a ONU. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos disse no fim de semana passado que pelo menos 720 pacientes necessitam de uma evacuação urgente.

Na semana passada, o chefe da equipe humanitária da ONU para Síria, Jan Egeland, afirmou que pelo menos 16 pessoas morreram esperando a transferência. A ONU lançou um chamado urgente para retirar 500 pacientes de Guta Oriental e alertou que a lista está diminuindo. “O total está baixando, não porque as pessoas estão sendo retiradas, mas porque estão morrendo”, disse Egeland a jornalistas em Genebra. “Temos a confirmação de que 16 pessoas morreram desde que a lista foi reenviada em novembro e (o número) pode ser ainda maior”, disse, mencionando o caso de um bebê que morreu em 14 de dezembro durante as negociações de paz fracassadas em Genebra.

A guerra civil na Síria deixou mais de 340.000 mortos, um terço deles civis, e forçou o deslocamento da metade dos 21 milhões de habitantes do país desde o início do conflito, que teve início em março de 2011 com manifestações pacíficas contra o regime do Assad. Depois da derrota, na prática, do ISIS — que tem cerca de mil combatentes na fronteira sírio-iraquiana, segundo a coalizão internacional antiyihadista encabeçada pelos EUA — o regime controla mais dois terços do território. As milícias curdas, que recebem apoio norte-americano, dominam o nordeste do país, enquanto diferentes grupos islamitas radicais mantêm posições em Idlib (norte) e em algumas zonas do centro e o sul.

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