Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Marinha do Brasil simula resgate de civis em área de conflito ou desastre natural (VÍDEO)

A Marinha do Brasil realizou entre os dias 6 e 14 de novembro a Operação Atlântico, na praia de Itaoca, no Espírito Santo. A simulação deste ano treinou os oficiais para casos em que houvesse resgate de civis em uma área de conflito armado ou que foram alvos de desastres naturais.
Sputnik

Era por volta de 5h40 do dia 10 de novembro, um sábado, ainda estava amanhecendo, quando o Almirante Paulo Martinho Zucaro, Comandante da Força de Fuzileiros da Esquadra, olhou e disse para a reportagem da Sputnik Brasil: "É guerra".


A declaração foi dada para explicar os motivos de se realizar um treinamento deste porte mesmo em condições extremamente desfavoráveis. A chuva era forte, as ondas na beira da praia atingiam 1,5 metros e os ventos chegaram a 20 km/h. O nível de dificuldade preocupava o alto comando, mas não foi um problema para os fuzileiros e marinheiros.

Antes do amanhecer, sete Carros Lagarta Anfíbios (CLAnf) chegaram à praia e deram início ao desembarque. Após eles chegarem foi…

Regime sírio permite retirada de doentes do maior reduto rebelde do país

Cerco de forças leais a Assad mantém em condições precárias mais de 400 mil civis em Guta Oriental


Juan Carlos Sanz | El País

Uma criança com leucemia, dois menores com doenças graves e um homem que precisa de um transplante urgente de rins foram os primeiros evacuados na madrugada desta quarta-feira de Guta Oriental, um dos últimos bastiões rebeldes na Síria. O regime do presidente Bashar al-Assad permitiu as transferências para hospitais de Damasco, que serão seguidas de outras 29, depois que a ONU alertou para o risco que corriam centenas de pacientes (entre eles 130 crianças). No enclave insurgente – que sofreu um ataque químico e sucessivos bombardeios - mais de 400 mil civis permanecem presos com pouca comida e remédios há quatro anos.

Equipe do Crescente Vermelho atende criança durante a operação de evacuação de Guta
Equipe do Crescente Vermelho atende criança durante a operação de evacuação de Guta | AMER ALMOHIBANY - AFP

A retirada dos pacientes por equipes de assistência humanitária teve início nesta quarta-feira, de acordo com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR), depois de meses de espera devido ao cerco imposto pelas forças leais ao regime de Damasco, o que segundo a ONU provocou a morte de pelo menos 16 pacientes. “Esta noite o @SYRedCrescent (Crescente Vermelho) com uma equipe da @ICRC iniciou a transferência dos casos críticos de #Gutaoriental para #Damasco”, disse o CICR em sua conta oficial do Twitter.

O cerco que o Governo de Bashar al-Assad mantinha desde 2013 sobre Guta Oriental provocou grave escassez de alimentos e de assistência médica para os cerca de 400.000 residentes na área, localizada nos arredores de Damasco. Quase 12% das crianças sofrem de desnutrição aguda, de acordo com a ONU. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos disse no fim de semana passado que pelo menos 720 pacientes necessitam de uma evacuação urgente.

Na semana passada, o chefe da equipe humanitária da ONU para Síria, Jan Egeland, afirmou que pelo menos 16 pessoas morreram esperando a transferência. A ONU lançou um chamado urgente para retirar 500 pacientes de Guta Oriental e alertou que a lista está diminuindo. “O total está baixando, não porque as pessoas estão sendo retiradas, mas porque estão morrendo”, disse Egeland a jornalistas em Genebra. “Temos a confirmação de que 16 pessoas morreram desde que a lista foi reenviada em novembro e (o número) pode ser ainda maior”, disse, mencionando o caso de um bebê que morreu em 14 de dezembro durante as negociações de paz fracassadas em Genebra.

A guerra civil na Síria deixou mais de 340.000 mortos, um terço deles civis, e forçou o deslocamento da metade dos 21 milhões de habitantes do país desde o início do conflito, que teve início em março de 2011 com manifestações pacíficas contra o regime do Assad. Depois da derrota, na prática, do ISIS — que tem cerca de mil combatentes na fronteira sírio-iraquiana, segundo a coalizão internacional antiyihadista encabeçada pelos EUA — o regime controla mais dois terços do território. As milícias curdas, que recebem apoio norte-americano, dominam o nordeste do país, enquanto diferentes grupos islamitas radicais mantêm posições em Idlib (norte) e em algumas zonas do centro e o sul.

Postar um comentário

Postagens mais visitadas