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Defesa russa: avião Il-20 foi derrubado por mísseis sírios S-200

De acordo com o ministério russo, o sistema de defesa aérea sírio tentava atacar um avião de Israel. No entanto, a tripulação israelense fez uma manobra especial para se proteger, e o míssil acabou atingindo acidentalmente o avião russo Il-20.
Sputnik

O avião Il-20 desapareceu dos radares em 17 de setembro, por volta das 23h do horário de Moscou, (17h em Brasília) durante o retorno planejado à base aérea de Hmeymim, acima do território do mar Mediterrâneo, a 35 quilômetros da costa da Síria, informou o comunicado do Ministério da Defesa da Rússia. O represente oficial da Defesa russa, Igor Konashenkov sublinhou que os aviões israelenses "propositalmente criaram uma situação perigosa para navios e aviões nessa região".

Na opinião dele, para evitar o ataque sírio, a tripulação israelense acabou tornando o Ilyushin-20 alvo de ataque.

"Ao tentarem proteger-se com ajuda do avião russo, os pilotos israelenses o puseram debaixo de fogo do sistema de defesa antiaérea da Síria"…

Repúdio global aos EUA na ONU pelo reconhecimento de Jerusalém

Governo de Washington fica isolado no Conselho de Segurança extraordinário.
Países advertem que anúncio viola as resoluções da ONU e pode incendiar o Oriente Médio


Jan Martínez Ahrens | El País

Donald Trump está cada dia mais sozinho. Sua explosiva decisão de reconhecer Jerusalém como capital de Israel e transferir sua embaixada para lá submeteu os Estados Unidos a uma insólita humilhação no Conselho de Segurança da ONU nesta sexta-feira. Nenhum país saiu em defesa de Washington e praticamente todos advertiram que seu anúncio viola as resoluções das Nações Unidas e ameaça incendiar o Oriente Médio. “Qualquer decisão unilateral prejudica os esforços para a paz. E devo dizer que estou preocupado com o risco de uma escalada de violência”, afirmou o representante das Nações Unidas no processo de paz, Nicolai Mladenov, endossando as queixas do resto dos países.

Embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley.
Embaixatriz dos EUA na ONU, Nikki Haley | BRENDAN MCDERMID REUTERS

Foi um insólito revés diplomático. Todos deram as costas a Trump. E Washington respondeu sem levantar a voz, evitando intensificar o incêndio que seu próprio presidente provocou. Até a enérgica embaixadora na ONU, Nikki Haley, conhecida por seus ataques furiosos à Coreia do Norte, adotou um tom moderado e enfatizou, assim como Trump na quarta-feira, que a decisão não afeta o estatuto final de Jerusalém e nem as negociações de paz.

“Não é um revés para o processo, meu país mantém seu compromisso em apoiá-lo. Ter a embaixada na capital é apenas uma decisão de senso comum. Os Estados Unidos foi o primeiro país a reconhecer Israel e agora é o primeiro a aceitar sua capital. Admitimos o óbvio”, justificou-se Haley.

Suas palavras reiteraram o desejo da diplomacia norte-americana de reduzir a declaração de reconhecimento da capital a um gesto sem grandes consequências, o que nem sequer significará uma mudança imediata da legação. Uma tentativa vã em uma terra milenar, sagrada para três culturas, onde o anúncio de Trump foi entendido como um símbolo da rejeição a outros símbolos.

“Jerusalém é o coração da Palestina, o terceiro lugar sagrado para os muçulmanos, e o que os senhores fizeram é ilegal e irresponsável, só procuraram agradar o poder ocupante”, disse o observador palestino na ONU.

Nesse clima de rejeição, a minúcia da embaixadora não conseguiu evitar o constrangimento nem mesmo entre seus aliados tradicionais. Todos os participantes, exceto o ucraniano, que se limitou a ler um asséptico comunicado de 30 segundos, foram fiéis às declarações da ONU no conflito. “Jerusalém é um corpo separado cujo estatuto só pode ser resolvido com um acordo internacional. Portanto, a ONU exigiu em uma resolução a retirada de todas as embaixadas de Jerusalém”, detalhou o representante sueco. “O Reino Unido não pretende mudar sua embaixada. Cada passo no conflito deve ser dado com o acordo das partes e visando a criação de dois Estados”, afirmou o embaixador britânico. “Os EUA devem especificar como sua declaração se enquadra nas resoluções da ONU sobre Jerusalém. Estamos realmente preocupados com o risco de um aumento das tensões”, clamou o francês, reiterando um diapasão que ninguém rompeu.

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