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Marinha da Argentina fala sobre localização do submarino ARA San Juan

Embarcação desaparecida há 1 ano foi localizada neste sábado a 907 metros de profundidade. Ainda não há previsão de início dos trabalhos de resgate. 'Não temos meios para resgatar o submarino', diz ministro.
Por G1

A Marinha da Argentina informou neste sábado (17) que o submarino ARA San Juan, que sumiu há 1 ano com 44 tripulantes, foi encontrado a 907 metros de profundidade em uma área de "visibilidade bastante reduzida", e que a embarcação sofreu uma "implosão" no fundo das águas do Oceano Atlântico.

Segundo Enrique Balbi, porta-voz da Marinha, a proa, a popa e a vela se desprenderam do submarino e estão localizadas em uma área de 80 a 100 metros. “Isso sugere que a implosão tenha ocorrido muito perto do fundo”, disse.

Segundo a Marinha, as imagens mostram que o casco do submarino permaneceu bastante intacto, apenas com algumas deformações, e que todas as outras partes se desprenderam. A implosão teria ocorrido em razão da pressão externa do mar ter superado …

Repúdio global aos EUA na ONU pelo reconhecimento de Jerusalém

Governo de Washington fica isolado no Conselho de Segurança extraordinário.
Países advertem que anúncio viola as resoluções da ONU e pode incendiar o Oriente Médio


Jan Martínez Ahrens | El País

Donald Trump está cada dia mais sozinho. Sua explosiva decisão de reconhecer Jerusalém como capital de Israel e transferir sua embaixada para lá submeteu os Estados Unidos a uma insólita humilhação no Conselho de Segurança da ONU nesta sexta-feira. Nenhum país saiu em defesa de Washington e praticamente todos advertiram que seu anúncio viola as resoluções das Nações Unidas e ameaça incendiar o Oriente Médio. “Qualquer decisão unilateral prejudica os esforços para a paz. E devo dizer que estou preocupado com o risco de uma escalada de violência”, afirmou o representante das Nações Unidas no processo de paz, Nicolai Mladenov, endossando as queixas do resto dos países.

Embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley.
Embaixatriz dos EUA na ONU, Nikki Haley | BRENDAN MCDERMID REUTERS

Foi um insólito revés diplomático. Todos deram as costas a Trump. E Washington respondeu sem levantar a voz, evitando intensificar o incêndio que seu próprio presidente provocou. Até a enérgica embaixadora na ONU, Nikki Haley, conhecida por seus ataques furiosos à Coreia do Norte, adotou um tom moderado e enfatizou, assim como Trump na quarta-feira, que a decisão não afeta o estatuto final de Jerusalém e nem as negociações de paz.

“Não é um revés para o processo, meu país mantém seu compromisso em apoiá-lo. Ter a embaixada na capital é apenas uma decisão de senso comum. Os Estados Unidos foi o primeiro país a reconhecer Israel e agora é o primeiro a aceitar sua capital. Admitimos o óbvio”, justificou-se Haley.

Suas palavras reiteraram o desejo da diplomacia norte-americana de reduzir a declaração de reconhecimento da capital a um gesto sem grandes consequências, o que nem sequer significará uma mudança imediata da legação. Uma tentativa vã em uma terra milenar, sagrada para três culturas, onde o anúncio de Trump foi entendido como um símbolo da rejeição a outros símbolos.

“Jerusalém é o coração da Palestina, o terceiro lugar sagrado para os muçulmanos, e o que os senhores fizeram é ilegal e irresponsável, só procuraram agradar o poder ocupante”, disse o observador palestino na ONU.

Nesse clima de rejeição, a minúcia da embaixadora não conseguiu evitar o constrangimento nem mesmo entre seus aliados tradicionais. Todos os participantes, exceto o ucraniano, que se limitou a ler um asséptico comunicado de 30 segundos, foram fiéis às declarações da ONU no conflito. “Jerusalém é um corpo separado cujo estatuto só pode ser resolvido com um acordo internacional. Portanto, a ONU exigiu em uma resolução a retirada de todas as embaixadas de Jerusalém”, detalhou o representante sueco. “O Reino Unido não pretende mudar sua embaixada. Cada passo no conflito deve ser dado com o acordo das partes e visando a criação de dois Estados”, afirmou o embaixador britânico. “Os EUA devem especificar como sua declaração se enquadra nas resoluções da ONU sobre Jerusalém. Estamos realmente preocupados com o risco de um aumento das tensões”, clamou o francês, reiterando um diapasão que ninguém rompeu.

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