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Putin passa para Trump a responsabilidade de resolver conflito na Síria

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, passou a bola para que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seja o responsável por resolver o conflito na Síria.
EFE

Helsinque - Em entrevista coletiva conjunta realizada nesta segunda-feira, em Helsinque, após a primeira cúpula entre os dois líderes, Putin também deu para Trump uma bola oficial da Copa do Mundo.

"No que se refere ao fato de a bola da Síria estar no nosso telhado, senhor presidente, o senhor acaba de dizer que organizamos com sucesso o Mundial de Futebol. Portanto, quero agora entregar esta bola. Agora, a bola está do seu lado", disse Putin.

O presidente russo fazia uma referência a uma frase do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que havia afirmado que a bola para resolver o conflito na Síria estava no telhado do Kremlin.

Trump agradeceu pelo presente e disse estar confiante de que EUA, México e Canadá organizarão em 2026 uma Copa do Mundo tão bem-sucedida como a da Rússia.

Na sequência, o presidente americ…

Repúdio global aos EUA na ONU pelo reconhecimento de Jerusalém

Governo de Washington fica isolado no Conselho de Segurança extraordinário.
Países advertem que anúncio viola as resoluções da ONU e pode incendiar o Oriente Médio


Jan Martínez Ahrens | El País

Donald Trump está cada dia mais sozinho. Sua explosiva decisão de reconhecer Jerusalém como capital de Israel e transferir sua embaixada para lá submeteu os Estados Unidos a uma insólita humilhação no Conselho de Segurança da ONU nesta sexta-feira. Nenhum país saiu em defesa de Washington e praticamente todos advertiram que seu anúncio viola as resoluções das Nações Unidas e ameaça incendiar o Oriente Médio. “Qualquer decisão unilateral prejudica os esforços para a paz. E devo dizer que estou preocupado com o risco de uma escalada de violência”, afirmou o representante das Nações Unidas no processo de paz, Nicolai Mladenov, endossando as queixas do resto dos países.

Embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley.
Embaixatriz dos EUA na ONU, Nikki Haley | BRENDAN MCDERMID REUTERS

Foi um insólito revés diplomático. Todos deram as costas a Trump. E Washington respondeu sem levantar a voz, evitando intensificar o incêndio que seu próprio presidente provocou. Até a enérgica embaixadora na ONU, Nikki Haley, conhecida por seus ataques furiosos à Coreia do Norte, adotou um tom moderado e enfatizou, assim como Trump na quarta-feira, que a decisão não afeta o estatuto final de Jerusalém e nem as negociações de paz.

“Não é um revés para o processo, meu país mantém seu compromisso em apoiá-lo. Ter a embaixada na capital é apenas uma decisão de senso comum. Os Estados Unidos foi o primeiro país a reconhecer Israel e agora é o primeiro a aceitar sua capital. Admitimos o óbvio”, justificou-se Haley.

Suas palavras reiteraram o desejo da diplomacia norte-americana de reduzir a declaração de reconhecimento da capital a um gesto sem grandes consequências, o que nem sequer significará uma mudança imediata da legação. Uma tentativa vã em uma terra milenar, sagrada para três culturas, onde o anúncio de Trump foi entendido como um símbolo da rejeição a outros símbolos.

“Jerusalém é o coração da Palestina, o terceiro lugar sagrado para os muçulmanos, e o que os senhores fizeram é ilegal e irresponsável, só procuraram agradar o poder ocupante”, disse o observador palestino na ONU.

Nesse clima de rejeição, a minúcia da embaixadora não conseguiu evitar o constrangimento nem mesmo entre seus aliados tradicionais. Todos os participantes, exceto o ucraniano, que se limitou a ler um asséptico comunicado de 30 segundos, foram fiéis às declarações da ONU no conflito. “Jerusalém é um corpo separado cujo estatuto só pode ser resolvido com um acordo internacional. Portanto, a ONU exigiu em uma resolução a retirada de todas as embaixadas de Jerusalém”, detalhou o representante sueco. “O Reino Unido não pretende mudar sua embaixada. Cada passo no conflito deve ser dado com o acordo das partes e visando a criação de dois Estados”, afirmou o embaixador britânico. “Os EUA devem especificar como sua declaração se enquadra nas resoluções da ONU sobre Jerusalém. Estamos realmente preocupados com o risco de um aumento das tensões”, clamou o francês, reiterando um diapasão que ninguém rompeu.

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