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EUA confirmam linha estratégica de 'desmembramento da Síria', diz analista

Os EUA declararam que não querem restaurar as regiões na Síria que estão sob o controle de Damasco. O especialista Vladimir Fitin explica na entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik o que busca Washington.
Sputnik

Os EUA não querem ajudar na reconstrução das regiões na Síria que ficam sob o controle do presidente sírio Bashar Assad, declarou um alto funcionário dos EUA após o primeiro dia do encontro dos ministros das Relações Exteriores do G7.


Em janeiro, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que Washington não iria ajudar a Rússia, o Irã e Damasco oficial na restauração do país, enquanto a "transformação política" da Síria não se realizasse. Segundo declarou o assistente adjunto do secretário de Estado dos EUA para o Médio Oriente, David Satterfield, a condição da ajuda é a reforma constitucional e eleições sob os auspícios da ONU.

O analista do Instituto dos Estudos Estratégicos da Rússia, Vladimir Fitin, na entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik comentou a decla…

Resposta irônica da Rússia à 'vitória' dos EUA sobre Daesh na Síria

O representante oficial do Pentágono, Eric Pahon, que declarou que foi a coalizão liderada pelos EUA quem libertou a Síria dos terroristas "deve dar uma olhada no livro da lógica", disse o vice-presidente da Comissão de Defesa e Segurança do Conselho da Federação da Rússia, Franz Klintsevich.


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"Se ouvirmos Pahon, resulta que, libertando a Síria, a coalizão liderada por Washington transfere o controle sobre o país às forças governamentais de Assad [o presidente sírio Bashar Assad], considerado seu pior inimigo", disse o senador. Ao mesmo tempo, ele indicou que, "atualmente, quase 98% do território do país está sendo controlado pelas tropas governamentais".


Caça da Força Aeroespacial russa Su-30SM decola da base aérea de Hmeymim, Síria, junho de 2016
Caça bombardeiro russo Sukhoi Su-30 em base aérea na Síria © Sputnik/ Ramil Sitdikov

"Sendo assim, recomendo que Eric Pahon dê uma olhada no livro da lógica elementar antes de afirmar algo", destacou Klintsevich.

O próprio presidente da Síria, Bashar Assad, agradeceu várias vezes ao Kremlin e ao Ministério da Defesa da Rússia por ajudar a manter a integralidade territorial e a soberania da Síria.

Em 5 de dezembro, comentando a declaração do Ministério da Defesa russo sobre a derrota total dos jihadistas a leste do Eufrates, o representante oficial do Departamento de Defesa dos EUA, Eric Pahon, afirmou que “o regime sírio e a Rússia não mostraram uma abordagem séria ou um compromisso para derrotar o Daesh [organização terrorista proibida na Rússia]” e que “a maior parte do território libertado no Iraque e na Síria foi reconquistada graças aos esforços da coalizão global e dos seus parceiros".

A Rússia está participando de ações militares na Síria desde 2015, a pedido do presidente do país, Bashar Assad, ajudando o exército sírio a eliminar as forças do Daesh. Durante dois anos, o exército sírio, com o apoio da Força Aeroespacial da Rússia, conseguiu libertar uma grande parte do país dos terroristas. De acordo com avaliações do Ministério da Defesa russo, a Força Aeroespacial da Rússia destruiu centena de milhares de alvos terroristas desde o início da operação.


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