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No decorrer da operação Ramo de Oliveira será criada zona de segurança na Síria

O primeiro-ministro turco Binali Yildirim anunciou a criação, durante a operação militar turca na província síria de Afrin, de uma faixa de segurança de 30 quilômetros.
Sputnik

O premiê, citado pela emissora Haberturk, adiantou também que a operação seria efetuada em quatro etapas.


"A operação vai decorrer em 4 etapas com o objetivo de criar uma faixa de segurança de 30 quilômetros, que será limpa de terroristas", disse o político, citado pela emissora NTV.

Yildirim adiantou que até agora não há mortos ou feridos entre o contingente turco que realiza a operação.

Mais cedo, o Estado-Maior da Turquia anunciou o início da operação "Ramo de Oliveira" contra os grupos curdos na província síria de Afrin, que começou precisamente às 14h00 locais (12h00 no horário de Brasília). De acordo com a entidade militar, a operação conta com a participação de 72 aviões, enquanto 108 dos 113 alvos planejados já foram eliminados. Há poucos dias, o premiê turco, Binali Yildirim, havia avanç…

Rússia: afirmações de Erdogan sobre Assad ser terrorista não possuem bases legais

A representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, comentou a afirmação do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, de ontem (27), qualificando seu homólogo sírio, Bashar Assad, como terrorista.


Sputnik

Maria Zakharova afirmou nesta quinta-feira (28), durante um briefing, que os representantes do governo sírio são integrantes da ONU e representam seu governo no Conselho de Segurança da ONU, fazendo com que"estas palavras até mesmo sem avaliações e argumentos adicionais não possuam nenhuma base legal".


Sírios passeando perto do retrato do presidente do país, Bashar Assad
© AFP 2017/ LOUAI BESHARA

Em 27 de dezembro, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, declarou durante coletiva de imprensa, transmitida pela TV, com seu homólogo tunisiano, Beji Caid Essebsi que o presidente sírio "definitivamente é um terrorista que protagoniza o terrorismo estatal", acrescentando que "é impossível continuar com Assad", acusando o líder da Síria de ter matado aproximadamente um milhão de seus cidadãos.

O ministro das Relações Exteriores sírio respondeu às acusações no dia seguinte, afirmando que Erdogan enganou a opinião pública da Turquia ao declarar que Assad deveria deixar seu cargo, acrescentando que a política de Ancara "leva a consequências catastróficas" para os dois países.

Apesar de Rússia e Turquia serem mediadores no processo de negociações de paz na Síria, os países têm visões diferentes quanto à posição do presidente sírio.

Enquanto Moscou insiste que Assad continue sendo o presidente legítimo, frisando que o futuro da Síria deve ser decidido pelo próprio país, Ancara vem declarando que o presidente sírio deve deixar seu cargo.

Por sua vez, Assad se recusou a considerar Ancara como seu parceiro ou país garantidor por acreditar que a Turquia apoie o terrorismo.


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