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Defesa russa: avião Il-20 foi derrubado por mísseis sírios S-200

De acordo com o ministério russo, o sistema de defesa aérea sírio tentava atacar um avião de Israel. No entanto, a tripulação israelense fez uma manobra especial para se proteger, e o míssil acabou atingindo acidentalmente o avião russo Il-20.
Sputnik

O avião Il-20 desapareceu dos radares em 17 de setembro, por volta das 23h do horário de Moscou, (17h em Brasília) durante o retorno planejado à base aérea de Hmeymim, acima do território do mar Mediterrâneo, a 35 quilômetros da costa da Síria, informou o comunicado do Ministério da Defesa da Rússia. O represente oficial da Defesa russa, Igor Konashenkov sublinhou que os aviões israelenses "propositalmente criaram uma situação perigosa para navios e aviões nessa região".

Na opinião dele, para evitar o ataque sírio, a tripulação israelense acabou tornando o Ilyushin-20 alvo de ataque.

"Ao tentarem proteger-se com ajuda do avião russo, os pilotos israelenses o puseram debaixo de fogo do sistema de defesa antiaérea da Síria"…

Saia do Iêmen e rompa com Israel para restaurar os laços com o Irã, diz Rouhani à Riad

O Irã poderia ter melhores relações com a Arábia Saudita, mas Riad deve primeiro parar sua intervenção militar no Iêmen e se afastar de Israel, afirmou o presidente do Irã a legisladores do país. As duas nações são poderosas forças regionais que estão envolvidas em um conflito.


Sputnik

O confronto entre o Irã e a Arábia Saudita é multi-camadas, enraizado nas diferenças religiosas, econômicas e políticas entre os dois. Mas, de acordo com o presidente do Irã, Hassan Rouhani, as relações entre os dois países podem melhorar, se os sauditas assumirem um certo curso de ação.


Iranian President Hassan Rouhani waves during a news conference in Tehran, Iran January 17, 2016.
Presidente do Irã, Hassan Rouhani © REUTERS/

"A Arábia Saudita deve suspender o bombardeio do Iêmen e parar de procurar contatos com o regime sionista", disse ele em um comunicado ao parlamento no último domingo, como citado pela TV Press do Irã. "Queremos que a Arábia Saudita pare duas coisas: a amizade equivocada com Israel e o bombardeio desumano do Iêmen".

Rouhani disse que se essas duas condições forem atendidas, as relações entre o Irã ea Arábia Saudita podem ser restauradas. Riad rompeu relações formais com Teerã em janeiro de 2016 em resposta a um ataque à sua embaixada na República Islâmica. O imóvel diplomático foi confiscado por uma multidão de manifestantes irritados, que queriam se vingar da execução do clérigo xiita proeminente Sheikh Nimr al-Nimr, ocorrida dias antes. A fisura diplomática ocorreu em meio a um longo período de tensão entre as duas nações muçulmanas.

A crise começou meses após a morte de massas de peregrinos na Mina, controlada pela Arábia Saudita, em setembro de 2015. Dos 2.400 peregrinos mortos em uma correria de larga escala, mais de 460 eram cidadãos iranianos. As autoridades de Teerã acusaram os sauditas de negligência e a falta de responsabilidade como guardiões dos locais sagrados islâmicos. A crítica foi marcada como uma tentativa de jogar o ônus política para Riad.

A Arábia Saudita e o Irã acusam-se de vários equívocos, incluindo o patrocínio do terrorismo, de envolvimento em assuntos internos de outros países da região, realizando campanhas de propaganda entre si e sendo infiéis aos princípios do Islã, sendo as nações as campeãs das duas principais seitas da religião.

Eles também estão em lados opostos em suas relações com os Estados Unidos, com o Exército xiita que é inimigo jurado de Washington desde a revolução de 1979, e a Arábia Saudita sunita sendo um dos principais parceiros militares e comerciais dos EUA.

As observações de Rouhani vieram depois que altos funcionários israelenses indicaram que seu governo estava envolvido em cooperação clandestina com alguns países árabes, incluindo a Arábia Saudita, e estava disposto a fazer ainda mais para conter a crescente influência do Irã. Teerã conseguiu promover seus objetivos na região ultimamente, segundo observadores do Oriente Médio, ganhando um melhor suporte no Iraque e na Síria e defendendo o Líbano de uma tentativa percebida pela Arábia Saudita de minar os cargos do movimento militante xiita Hezbollah.


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