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EUA confirmam linha estratégica de 'desmembramento da Síria', diz analista

Os EUA declararam que não querem restaurar as regiões na Síria que estão sob o controle de Damasco. O especialista Vladimir Fitin explica na entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik o que busca Washington.
Sputnik

Os EUA não querem ajudar na reconstrução das regiões na Síria que ficam sob o controle do presidente sírio Bashar Assad, declarou um alto funcionário dos EUA após o primeiro dia do encontro dos ministros das Relações Exteriores do G7.


Em janeiro, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que Washington não iria ajudar a Rússia, o Irã e Damasco oficial na restauração do país, enquanto a "transformação política" da Síria não se realizasse. Segundo declarou o assistente adjunto do secretário de Estado dos EUA para o Médio Oriente, David Satterfield, a condição da ajuda é a reforma constitucional e eleições sob os auspícios da ONU.

O analista do Instituto dos Estudos Estratégicos da Rússia, Vladimir Fitin, na entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik comentou a decla…

Saia do Iêmen e rompa com Israel para restaurar os laços com o Irã, diz Rouhani à Riad

O Irã poderia ter melhores relações com a Arábia Saudita, mas Riad deve primeiro parar sua intervenção militar no Iêmen e se afastar de Israel, afirmou o presidente do Irã a legisladores do país. As duas nações são poderosas forças regionais que estão envolvidas em um conflito.


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O confronto entre o Irã e a Arábia Saudita é multi-camadas, enraizado nas diferenças religiosas, econômicas e políticas entre os dois. Mas, de acordo com o presidente do Irã, Hassan Rouhani, as relações entre os dois países podem melhorar, se os sauditas assumirem um certo curso de ação.


Iranian President Hassan Rouhani waves during a news conference in Tehran, Iran January 17, 2016.
Presidente do Irã, Hassan Rouhani © REUTERS/

"A Arábia Saudita deve suspender o bombardeio do Iêmen e parar de procurar contatos com o regime sionista", disse ele em um comunicado ao parlamento no último domingo, como citado pela TV Press do Irã. "Queremos que a Arábia Saudita pare duas coisas: a amizade equivocada com Israel e o bombardeio desumano do Iêmen".

Rouhani disse que se essas duas condições forem atendidas, as relações entre o Irã ea Arábia Saudita podem ser restauradas. Riad rompeu relações formais com Teerã em janeiro de 2016 em resposta a um ataque à sua embaixada na República Islâmica. O imóvel diplomático foi confiscado por uma multidão de manifestantes irritados, que queriam se vingar da execução do clérigo xiita proeminente Sheikh Nimr al-Nimr, ocorrida dias antes. A fisura diplomática ocorreu em meio a um longo período de tensão entre as duas nações muçulmanas.

A crise começou meses após a morte de massas de peregrinos na Mina, controlada pela Arábia Saudita, em setembro de 2015. Dos 2.400 peregrinos mortos em uma correria de larga escala, mais de 460 eram cidadãos iranianos. As autoridades de Teerã acusaram os sauditas de negligência e a falta de responsabilidade como guardiões dos locais sagrados islâmicos. A crítica foi marcada como uma tentativa de jogar o ônus política para Riad.

A Arábia Saudita e o Irã acusam-se de vários equívocos, incluindo o patrocínio do terrorismo, de envolvimento em assuntos internos de outros países da região, realizando campanhas de propaganda entre si e sendo infiéis aos princípios do Islã, sendo as nações as campeãs das duas principais seitas da religião.

Eles também estão em lados opostos em suas relações com os Estados Unidos, com o Exército xiita que é inimigo jurado de Washington desde a revolução de 1979, e a Arábia Saudita sunita sendo um dos principais parceiros militares e comerciais dos EUA.

As observações de Rouhani vieram depois que altos funcionários israelenses indicaram que seu governo estava envolvido em cooperação clandestina com alguns países árabes, incluindo a Arábia Saudita, e estava disposto a fazer ainda mais para conter a crescente influência do Irã. Teerã conseguiu promover seus objetivos na região ultimamente, segundo observadores do Oriente Médio, ganhando um melhor suporte no Iraque e na Síria e defendendo o Líbano de uma tentativa percebida pela Arábia Saudita de minar os cargos do movimento militante xiita Hezbollah.


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