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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
Sputnik

Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

'Sangue e caos': príncipe saudita chama Trump de 'oportunista' por decisão sobre Jerusalém

O ex-chefe da inteligência saudita, o Príncipe Turki al-Faisal, criticou o reconhecimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de Jerusalém como a capital de Israel, em uma das mais acentuadas reações do reino aliado de Washington no Oriente Médio.


Sputnik

Em uma carta a Trump publicada em um jornal saudita nesta segunda-feira, o príncipe Turki, um ex-embaixador em Washington que agora não ocupa nenhum cargo do governo, mas continua influente, chamou a decisão de uma estratagema política doméstica que provocaria violência.


Presidente dos EUA, Donald Trump
Presidente dos EUA Donald Trump © REUTERS/ Joshua Roberts

"O derramamento de sangue e o caos definitivamente seguirão sua tentativa oportunista de ganhar eleitoralmente", escreveu o príncipe Turki em uma carta publicada no jornal saudita al-Jazeera.

Trump inverteu décadas de política dos EUA e virou do consenso da crítica internacional na semana passada, reconhecendo Jerusalém como a capital de Israel. A maioria dos países diz que o status da cidade deve ser deixado para negociações entre Israel e os palestinos.

"Sua ação encorajou os elementos mais extremos da sociedade israelense […] porque eles tomam sua ação como uma licença para expulsar os palestinos de suas terras e sujeitá-los a um estado de apartheid", escreveu o Príncipe Turki.

"Sua ação tem igualmente encorajado o Irã e seus 'minions' terroristas a afirmar que eles são os defensores legítimos dos direitos dos palestinos", acrescentou, referindo-se ao inimigo xiita do reino.

A Arábia Saudita buscou melhores laços com Washington sob Trump do que tinha sob seu antecessor, Barack Obama, que alarmou Riad ao ​​assinar um acordo nuclear com o Irã, o arquirrival da Arábia Saudita.

O príncipe Turki é filho do rei Faisal, que foi assassinado em 1975. Seu irmão, Saud al-Faisal, serviu como ministro de Relações Exteriores por 40 anos até 2015, e seu ramo da família é visto como influente sobre a política externa saudita, mesmo que o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman tenha solidificado sua autoridade.

O príncipe Saud defendeu uma iniciativa de paz árabe de 2002 que pedia a normalização das relações entre os países árabes e Israel em troca da retirada de Israel dos territórios ocupados.

Embora a maioria das políticas estrangeiras na Arábia Saudita seja supervisionada pelo príncipe herdeiro Mohammed, uma fonte no Centro de Investigação e Estudos Islâmicos do Rei Faisal que o príncipe Turki preside afirmou que ele ainda se encontra o rei Salman todas as semanas.


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