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Erdogan diz que Turquia continuará operação na Síria, pactuada com Moscou

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou nesta segunda-feira que seu país não interromperá sua operação militar lançada no sábado contra as milícias curdas aliadas dos Estados Unidos no norte da Síria e insistiu que esta operação está pactuada com a Rússia.
EFE

"Não vamos retroceder em Afrin. Falamos com os russos e há consenso", disse o político islamita em relação à região do norte da Síria nas mãos das milícias curdas Unidades de Proteção do Povo (YPG), que Ancara considera terroristas e aliadas da guerrilha curda da Turquia, o PKK.


Erdogan voltou a acusar os EUA de armar e apoiar as YPG, aliadas de Washington contra o grupo jihadista Estado Islâmico.

"Não são honestos conosco. Continuaremos o nosso caminho no marco das conversações que mantemos com a Rússia", apontou.

"Queríamos comprar armas (com os EUA). Não nos deram e entregaram as mesmas armas a organizações terroristas. Que tipo de aliança estratégica é essa?", afirmou o presidente da T…

Sistema de defesa norte-americano no Japão cria tensão com a Rússia

A Rússia levará em consideração em seu planejamento militar a implantação de sistemas de defesa de mísseis balísticos (BMD, na sigla em inglês) no território do Japão, disse o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, no sábado (30).


Sputnik

No início de dezembro, o governo japonês decidiu implantar dois sistemas 'BMD Lockheed Martin Aegis Ashore' para proteger seu território de mísseis balísticos norte-coreanos.


Primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante o Fórum Econômico do Oriente, Vladivostok, Rússia, 3 de setembro de 2016
Presidente da Rússia Vladimir Putin e o Primeiro-ministro do Japão Shinzo Abe © Sputnik/ Sergei Guneev

"O fato de que esses sistemas estão aparecendo ao lado de nossas fronteiras orientais cria uma nova situação, o que não podemos ignorar no nosso planejamento militar. Falamos novamente aos japoneses para pensar se é do interesse do Japão se tornar outro violador do Tratado sobre Forças Nucleares de Alcance Intermediário [Tratado INF]", disse Ryabkov como citado em uma declaração no site do Ministério das Relações Exteriores da Rússia.

O diplomata observou que Tóquio tem estado há muito tempo envolvido na iniciativa dos EUA para criar um segmento asiático de seu sistema BMD global.

Os comentários de Ryabkov vieram depois que o Ministério das Relações Exteriores do Japão declarou na sexta-feira (29) que o Tratado INF não se aplica a Tóquio e não tem qualquer relação com a implantação do sistema de defesa antimísseis balísticos Aegis dos EUA no Japão, uma vez que não é um país signatário.

No entanto, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia enfatizou repetidamente que a instalação dos sistemas de defesa antimíssil dos EUA no Japão significaria, de fato, que os Estados Unidos teriam violado o tratado INF.

O tratado, assinado em 1987 pelos EUA e a União Soviética, proíbe o desenvolvimento, implantação e teste de mísseis balísticos ou de cruzeiro lançados no solo com intervalos entre 500 e 5.500 milhas (804 e 8.851 km), bem como seus lançadores e infra-estrutura de suporte. O Tratado INF não é aplicado aos mísseis lançados do mar.

Sistemas Aegis são desenvolvidos pelos EUA a fim de fornecer defesa de curto e médio alcance contra mísseis balísticos, enquanto o Aegis Ashore é o sistema de base terrestre que, consequentemente, é coberto pelo Tratado INF.

Moscou diz que o Aegis Ashore também é capaz de lançar mísseis ofensivos balísticos ou de cruzeiro, como o Tomahawk. No entanto, o Departamento de Estado dos EUA refutou as acusações, observando que "o sistema só é capaz de lançar mísseis interceptores defensivos, como o SM-3", de acordo dados do departamento.

A decisão do Japão de adquirir as instalações de defesa de mísseis dos EUA Aegis Ashore é motivada pelas ações provocativas da Coreia do Norte. O aprimoramento do setor de defesa tem sido a nova tendência no Japão nos últimos anos devido ao aumento das tensões na península coreana aumentaram após os testes recentes de mísseis da Coreia do Norte.


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