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China: 'Relatório do Pentágono distorce nossas intenções estratégicas'

A China rejeita firmemente as conclusões do relatório do Departamento de Defesa dos EUA sobre a situação militar e de segurança no país asiático, disse em comunicado o porta-voz do Ministério da Defesa chinês, Lu Kang.
Sputnik

"Em 17 de agosto, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos divulgou o relatório sobre a situação militar e de segurança na China, interpretando mal as intenções estratégicas da China e apresentando a chamada ‘ameaça militar chinesa' […] Os militares chineses expressam sua firme oposição a esse respeito", diz a declaração.

"As alegações do relatório dos EUA são pura especulação", disse Kang, explicando que o programa de modernização do Exército chinês se destina a defender "os interesses da soberania, segurança e desenvolvimento do país" e para "providenciar a paz, estabilidade e prosperidade globais".

O porta-voz do ministério chinês também reiterou a posição firme de seu país em relação a Taiwan, que ele definiu como u…

Sistema de defesa norte-americano no Japão cria tensão com a Rússia

A Rússia levará em consideração em seu planejamento militar a implantação de sistemas de defesa de mísseis balísticos (BMD, na sigla em inglês) no território do Japão, disse o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, no sábado (30).


Sputnik

No início de dezembro, o governo japonês decidiu implantar dois sistemas 'BMD Lockheed Martin Aegis Ashore' para proteger seu território de mísseis balísticos norte-coreanos.


Primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante o Fórum Econômico do Oriente, Vladivostok, Rússia, 3 de setembro de 2016
Presidente da Rússia Vladimir Putin e o Primeiro-ministro do Japão Shinzo Abe © Sputnik/ Sergei Guneev

"O fato de que esses sistemas estão aparecendo ao lado de nossas fronteiras orientais cria uma nova situação, o que não podemos ignorar no nosso planejamento militar. Falamos novamente aos japoneses para pensar se é do interesse do Japão se tornar outro violador do Tratado sobre Forças Nucleares de Alcance Intermediário [Tratado INF]", disse Ryabkov como citado em uma declaração no site do Ministério das Relações Exteriores da Rússia.

O diplomata observou que Tóquio tem estado há muito tempo envolvido na iniciativa dos EUA para criar um segmento asiático de seu sistema BMD global.

Os comentários de Ryabkov vieram depois que o Ministério das Relações Exteriores do Japão declarou na sexta-feira (29) que o Tratado INF não se aplica a Tóquio e não tem qualquer relação com a implantação do sistema de defesa antimísseis balísticos Aegis dos EUA no Japão, uma vez que não é um país signatário.

No entanto, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia enfatizou repetidamente que a instalação dos sistemas de defesa antimíssil dos EUA no Japão significaria, de fato, que os Estados Unidos teriam violado o tratado INF.

O tratado, assinado em 1987 pelos EUA e a União Soviética, proíbe o desenvolvimento, implantação e teste de mísseis balísticos ou de cruzeiro lançados no solo com intervalos entre 500 e 5.500 milhas (804 e 8.851 km), bem como seus lançadores e infra-estrutura de suporte. O Tratado INF não é aplicado aos mísseis lançados do mar.

Sistemas Aegis são desenvolvidos pelos EUA a fim de fornecer defesa de curto e médio alcance contra mísseis balísticos, enquanto o Aegis Ashore é o sistema de base terrestre que, consequentemente, é coberto pelo Tratado INF.

Moscou diz que o Aegis Ashore também é capaz de lançar mísseis ofensivos balísticos ou de cruzeiro, como o Tomahawk. No entanto, o Departamento de Estado dos EUA refutou as acusações, observando que "o sistema só é capaz de lançar mísseis interceptores defensivos, como o SM-3", de acordo dados do departamento.

A decisão do Japão de adquirir as instalações de defesa de mísseis dos EUA Aegis Ashore é motivada pelas ações provocativas da Coreia do Norte. O aprimoramento do setor de defesa tem sido a nova tendência no Japão nos últimos anos devido ao aumento das tensões na península coreana aumentaram após os testes recentes de mísseis da Coreia do Norte.


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