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'Sangue e caos': príncipe saudita chama Trump de 'oportunista' por decisão sobre Jerusalém

O ex-chefe da inteligência saudita, o Príncipe Turki al-Faisal, criticou o reconhecimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de Jerusalém como a capital de Israel, em uma das mais acentuadas reações do reino aliado de Washington no Oriente Médio.
Sputnik

Em uma carta a Trump publicada em um jornal saudita nesta segunda-feira, o príncipe Turki, um ex-embaixador em Washington que agora não ocupa nenhum cargo do governo, mas continua influente, chamou a decisão de uma estratagema política doméstica que provocaria violência.


"O derramamento de sangue e o caos definitivamente seguirão sua tentativa oportunista de ganhar eleitoralmente", escreveu o príncipe Turki em uma carta publicada no jornal saudita al-Jazeera.

Trump inverteu décadas de política dos EUA e virou do consenso da crítica internacional na semana passada, reconhecendo Jerusalém como a capital de Israel. A maioria dos países diz que o status da cidade deve ser deixado para negociações entre Israel e os pales…

Tudo que é preciso saber sobre o míssil norte-coreano Hwasong-15

O lançamento de um novo e mais poderoso míssil de longo alcance norte-coreano causou polêmica entre os analistas militares e acentuou as tensões na península da Coreia.


Sputnik

Em 29 de novembro de 2017 a Coreia do Norte realizou o lançamento do seu mais avançado míssil balístico Hwasong-15. O projétil demonstrou capacidades impressionantes em comparação com seu antecessor, o Hwasong-14.


Lançamento do míssil balístico intercontinental Hwasong-15 que teve lugar na noite de 28 para 29 de novembro
Lançamento do míssil norte-coreano Hwasong-15 © REUTERS/ KCNA

Os especialistas defendem que o alcance máximo do míssil recém-elaborado se situa entre 10.500 e 13.000 km, o que põe em perigo hipotético a maior parte do território dos EUA, escreve Vladimir Khrustalev, analista do portal russo Zvezda.

O que significa o novo míssil do ponto de vista da indústria nacional da Coreia do Norte? Após a prova, os norte-coreanos publicaram um comunicado oficial que contém dados bastante curiosos para analisar, comenta o autor.

O que dizem os norte-coreanos

Assim, o documento menciona o novo caminhão de transporte do míssil, com 18 rodas, de fabricação nacional, sublinhando que o país conseguiu autonomia na produção dessas máquinas sofisticadas.

Anteriormente, os especialistas haviam estimado que o exército norte-coreano tivesse de seis a oito veículos deste tipo no máximo. Tratava-se de caminhões de oito eixos WS-52100 adquiridos à China para uso industrial. Não obstante, em 2012, uma vez que os WS-52100 apareceram no desfile militar em Pyongyang como plataformas móveis, Pequim cessou as exportações desses veículos à Coreia do Norte.

Agora, o país parece ter alcançado a autonomia na fabricação de plataformas móveis e não depender dos fornecimentos externos, opina o autor.

Segundo os dados oficiais publicados pela imprensa da Coreia do Norte, o novo míssil balístico intercontinental alcançou uma altitude de apogeu de quase 4.500 quilômetros e levou 53 minutos para percorrer 950 quilômetros. Tais dados estão em sintonia notável com os indicados por Seul, Washington e Tóquio e são baseados em suas próprias observações.

Os relatórios oficiais norte-coreanos mencionam que o míssil estava equipado com um novo sistema de propulsão de empuxo vetorial. Trata-se de uma tecnologia mais sofisticada do que a dos mísseis anteriores, dotados de asas e motores auxiliares para guiar-se.

Além disso, o comunicado sublinha que o novo míssil é "capaz de levar uma ogiva nuclear superpesada". Esta frase pode referir-se ao grande potencial do míssil quanto a transportar carga útil, isto é, as ogivas nucleares ou alvos falsos, destinados a confundir a defesa antiaérea.

O que confirma o vídeo do lançamento

O vídeo publicado pelos norte-coreanos confirma muitas das afirmações do comunicado oficial, considera Khrustalev.

O caminhão, mesmo que se pareça aos veículos chineses, possui certas diferenças importantes e, de fato, é muito provável que seja de fabricação nacional. Assim, a Coreia do Norte demonstra a capacidade de aumentar drasticamente o seu parque de plataformas móveis para os mísseis balísticos.

O próprio míssil de dois estágios é enorme e mede 20-22 metros de comprimento, e um ou dois metros de diâmetro. Poucos países são capazes de fabricar mísseis deste tamanho, lembra o autor.

A gravação repete várias vezes o momento de ligar o motor e decolar. As fotos e o vídeo que comprovam que o motor possui duas câmaras de combustão e carece de mecanismos auxiliares para mudar de direção, o que representa um nível mais avançado de tecnologia.

É importante também que as chamas do motor sejam "suficientemente claras" para assumir que a combustão e o sistema de abastecimento para as câmaras de combustão também funcionam de acordo com o planejado.

"A Coreia do Norte conseguiu criar um motor muito bom, potente e aperfeiçoado", avaliou analista.

Finalmente, o míssil é bem capaz carregar bombas nucleares e termonucleares, junto com algumas ogivas falsas. Este fato, por si mesmo, será uma grande dor de cabeça, já que cada ogiva falsa pode distrair o sistema de defesa antimíssil.

O que falta à indústria militar norte-coreana

As observações mostram que a indústria de mísseis norte-coreana tem avançado consideravelmente. No entanto, para a eficácia da dissuasão nuclear, o objetivo declarado de Pyongyang, há necessidade de demonstrar a "vitalidade" de seu potencial nuclear.

No que respeita à futura estratégia da Coreia do Norte sobre o seu potencial nuclear, o colunista de Zvezda, articula os possíveis passos seguintes.

Assim, o país poderá efetuar ensaios clandestinos de mísseis balísticos. Hoje em dia, os preparativos são descobertos antecipadamente pelas inteligências dos países vizinhos. Devem demonstrar que se podem lançar mísseis a partir de lugares desconhecidos e sem serem detectados.

Além disso, é importante a "vitalidade" do armamento nuclear. Esta pode ser alcançada através do estabelecimento de bases de mísseis clandestinas ou altamente fortificadas —como no caso das bases subterrâneas da China ou Irã. Outra variante seria demonstrar que é capaz de "esconder" um míssil à vista, por exemplo, o disfarçando de veículo civil.

Terceiro, o país precisa testar os mísseis de médio alcance ou intermediário a combustível sólido, que quase não precisam de tempo para se preparar para o lançamento. Isso elevará a sobrevivência das plataformas de lançamento.

"Do ritmo e do sucesso na solução destas tarefas depende em grande parte a solução da crise atual no nordeste asiático", concluiu analista.


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